terça-feira, setembro 22, 2020
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Por contrato, Adidas embolsará parte dos patrocínios do Flamengo.

Foto: Divulgação/Adidas

UOL: Flamengo
e Adidas firmaram um contrato milionário em 2013. Válida por dez anos, a
parceria para fornecimento de material esportivo renderá R$ 381 milhões ao
Rubro-negro incluindo royalties, fixo em dinheiro e verbas de ações de
marketing. As partes cultivam uma relação saudável, mas a limitação dos
patrocínios no uniforme promoveu a costura de um acordo para a inclusão de
aditivo em contrato.

Na
próxima quinta-feira (9), o Conselho Deliberativo se reúne para votar a
cláusula na qual a empresa alemã terá direito a 8,5% da verba de cada
patrocinador exposto na parte inferior das costas (abaixo do número) e nas
mangas. A parceria com a plataforma delivery iFood já entra no acordo. A verba
da marca de isqueiros Clipper será inteira do clube, pois ocupará o espaço
superior das costas. Caso mude de lugar, haverá o desconto previsto em
contrato.
A
iniciativa partiu do Flamengo para evitar possíveis ressarcimentos e
“liberar” o uniforme para propriedades consideradas mais simples de
negociar. No contrato inicial, que a reportagem do UOL Esporte teve acesso, a
empresa alemã havia limitado o número de patrocinadores a partir de janeiro de
2017.
Diz o
trecho: Entre 01 de janeiro de 2014 e 31 de dezembro de 2016, um máximo de
quatro (4) decalques/logotipos de três (3) patrocinadores nas camisas do
Uniforme do Time e/ou Vestuário de Treino, a serem aplicados na frente, nas
costas e em cada uma das mangas, que serão usados pelo Primeiro Time. A partir
de 1 de janeiro de 2017, somente dois (2) decalques/logotipos de 2 (dois)
patrocinadores nas camisas do Uniforme do Time e/ou Vestuário de Treino, a
serem aplicados na frente e nas costas, que serão usados pelo Primeiro Time,
serão permitidos.
Com a
aprovação dos conselheiros, o Flamengo terá 100% da verba nas propriedades
referentes ao patrocínio master, costas (acima do número) e parte interna dos
números, ocupada pela operadora TIM e cedida sem custo adicional ao Flamengo
pela empresa alemã até 2023. Já qualquer acordo para mangas (até quatro
logotipos) e costas (abaixo do número) terão 8,5% do valor total destinados ao
fornecedor de material esportivo.
“O
Flamengo ficará livre para vender as propriedades com o aditivo contratual. É
uma evolução na parceria com a Adidas. Não houve retrocesso. Vamos liberar a
camisa inteira para a comercialização. O mercado sabe que o nosso uniforme está
aberto em uma negociação transparente para todos”, explicou o diretor de
marketing do Flamengo, Bruno Spindel.
O
Rubro-negro firmou vínculo com a Adidas por dez anos nos seguintes moldes: o
valor mínimo até o quinto ano é de R$ 30,3 milhões (mínimo de R$ 8 milhões em
royalties, R$ 9,8 milhões em material fornecido e fixo em dinheiro de R$ 12,5
milhões). Com a taxa de início da parceria de R$ 38 milhões e a verba de ações
de marketing de R$ 1,5 milhão, o valor é de R$ 35,6 milhões do primeiro ao
quinto ano de contrato. Do sexto ao décimo, o valor sobe para R$ 40,6 milhões,
o que contempla o total de R$ 381 milhões até 2023.

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