sábado, setembro 26, 2020
Início Notícias Por que clubes brasileiros não fazem vídeos como de Hulk?

Por que clubes brasileiros não fazem vídeos como de Hulk?


UOL – Seis
vídeos produzidos por um dos patrocinadores do Zenit St. Petesburgo com o
brasileiro Hulk como protagonistas ‘bombaram’ na internet desde 25 de junho.
Sob o título ‘extrema força’, as produções curtas e com cunho humorístico
somadas totalizam 26,7 milhões de visualização no Youtube. Um exemplo de
sucesso como vídeos ‘virais’. Algo que não acontece no Brasil.
Mesmo
com personagens suficientes, um país apaixonado pelo futebol, com patrocinadores
fortes em todos os clubes grandes, o fenômeno criado pelo clube russo é raro no
Brasil. E uma explicação simples aponta o desinteresse como vilão.
Exemplos
de tentativas de virais são raras. O vídeo “O Zizao tá lendo”, do
Corinthians, feito em 2013 bateu em 3,7 milhões de visualizações. Menos do que
a média dos vídeos de Hulk, 4,45 milhões, (que tiveram muito menos tempo na
internet). O Harlem Shake do Internacional, também tentativa de gerar o mesmo
efeito ‘viral’, mas sem qualquer interesse de patrocinador, teve 1,2 milhão de
visualizações. O do Corinthians, 1,4 milhão.
E por
que os times brasileiros não investem neste tipo de material? Por falta de
interesse. “Não é prioridade. Quando assumimos, tinha mais de 60 projetos
no marketing do Corinthians. Tivemos que abandonar alguns e focar nos
essenciais. Ter prioridades. O objetivo principal é a busca de receitas a curto
prazo e formação de marca a longo prazo. Por algum motivo, este tipo de ação
não entrou em nenhum dos casos. É o tipo de ferramenta que a gente não utiliza,
mas reconhece que tem sua força e seu valor. Não virou prioridade. Com tempo,
com tudo organizado, vamos chegar neste momento, mas estamos em uma situação de
consolidação, de fundamentos. É bacana, divertido, mas não é o momento”,
explicou o diretor de marketing do Corinthians, Marcelo Passos, ao UOL Esporte.
O
mesmo vale para a justificativa do Flamengo ao rejeitar este tipo de ação.
“É uma iniciativa. Vemos outros clubes que estão fazendo e com sucesso.
Está no nosso radar. Só que a gente tem algumas prioridades em relação a clubes
do exterior, de desenvolvimento de outros projetos. Não é nossa prioridade
hoje. No Flamengo, a meta é desenvolver ações e projetos que alavanquem o
sócio-torcedor, dar benefícios, experiências, descontos em estádio… Algo que
consiga dar mais fundos para o futebol se qualificar, investir na equipe, no
Centro de Treinamentos… Trabalhamos no desenvolvimento de parcerias
comerciais e patrocínios. Temos mais de 40 parceiros, nos espelhamos no Manchester
United, que tem mais de 400 pelo mundo. Estamos tentando nos adaptar da melhor
forma. É interessante para o atleta, para o clube, é um conteúdo interessante.
É possível que façamos um dia”, afirmou.
Especialista vê desconhecimento
A
reportagem do UOL Esporte entrou em contato com um especialista de marketing
esportivo para tentar explicar a falta de adesão dos clubes brasileiros a
ideias como esta. Eduardo Esteves, especialista em marketing esportivo e
criador do site mktesportivo.com, afirmou que há um desconhecimento dos clubes
sobre o potencial disso. Confira a opinião dele:
Há um
desconhecimento dos clubes sobre a eficácia deste tipo de ação, por isso muitos
a preterem para focar em outras frentes, que tragam retorno imediato e, acima
de tudo, imediato. As próprias páginas de Facebook das equipes pouco mudam o
discurso, focam em informações do dia a dia, promover o sócio-torcedor,
produtos, partidas, enfim. Como hoje as empresas buscam mera exposição ao
patrocinador um clube, sem ativação e relacionamento, é impensável que esta
iniciativa parta de uma empresa (como Red Bull/Zenit).
Por
aqui, daria certo sim,  mas parece que há
uma barreira na utilização da imagem de jogadores do Brasil em campanhas que
fujam do comum. Um caso emblemático é a maneira que a Juventus utilizava o
Pirlo em campanhas para web. Sempre um sucesso e falamos de um jogador frio,
não conhecido pelo seu carisma.
Neste
caso, deve-se desenvolver da maneira correta, sem puxar tanto para o lado da
equipe, mas com um approach focado em características de jogadores tidos
carismáticos, como Valdivia (Inter), Ronaldinho (Fluminense) e Walter
(Atlético-PR), por exemplo. A viralização ocorreria de maneira muito mais
natural.
Do
contrário, envolvendo o clube, a paixão dos seus torcedores, pode ser muito bem
efeito e com alto teor viral, mas estará limitada apenas ao torcedor de
determinada equipe.

MAIS LIDOS

UFC 253 ao vivo: Adesanya x Borrachinha

O fim de semana terá muitos eventos esportivos ao vivo. Um dos mais esperados é o UFC 253 ao vivo, onde envolve o brasileiro Paulo...

Palmeiras x Flamengo é suspenso

O jogo entre Palmeiras x Flamengo, que iria acontecer neste domingo, está suspenso. O Sindiclubes, sindicato que representa os atletas do Rio, entrou na...

Surto na dupla Fla-Flu escancara realidade da CBF

Após o Flamengo apresentar um surto de covid-19, é a vez do Fluminense passar pela mesma situação. Na noite de ontem, nove jogadores testaram...

Escalação do Flamengo contra o Palmeiras

Mesmo com todas as tentativas do Flamengo, o Rubro-negro irá entrar em campo na tarde deste domingo, no jogo contra o Palmeiras. O confronto é histórico porque o...