terça-feira, setembro 22, 2020
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Praetzel: “Eu acreditei no Rueda, mas prefiro Carpegiani”.

Reinaldo Rueda sempre me passou honestidade e transparência nas suas palavras. Fui um árduo defensor do seu trabalho, desde que ele chegou ao Flamengo. Entendia que ele merecia seis meses de crédito, começando uma pré-temporada e escolhendo alguns atletas. Depois do vice-campeonato na Copa Sul-Americana, Rueda foi procurado pela Federação Chilena e preferiu se esconder. Nunca admitiu uma negociação, mesmo com muitos jornalistas chilenos cravando as conversas, e confirmando o acerto, posteriormente.
Aí, veio a decepção. Rueda desembarcou no Brasil, dizendo que não tinha nada definido. Horas depois, sua saída foi anunciada pelo Flamengo. Não deu para entender por que um profissional bem conceituado preferiu a ”milongagem” em detrimento à verdade? Aos 60 anos, poderia ter admitido a proposta chilena, sem enrolação. Evidentemente, a direção do Flamengo já esperava pelo desfecho negativo com o colombiano. Vida que segue, mas Rueda caiu no conceito de muita gente, pela maneira como conduziu o processo. Só que ele não pode servir de mau exemplo para bons profissionais estrangeiros. Certamente, treinadores brasileiros vão aproveitar essa situação para fomentar uma reserva de mercado, aumentando a rejeição com quem vem de fora.
Sai Rueda, entra Carpegiani. Gosto muito dele. Acredito que Carpegiani sofre de preconceito e já escrevi sobre isso. Não tem vocabulário rebuscado e é franco e direto nas suas declarações e observações. Prefere o jogo ofensivo e exige o máximo de cada jogador. Foi um craque como meio-campista e liderou o maior time da história do Fla, fora de campo, no início dos anos 80. Óbvio que o futebol mudou, mas Carpegiani não perdeu o conhecimento. Fez bons trabalhos nos últimos anos, mesmo com pouca duração. Sabe o tamanho do Flamengo e tem lastro para chefiar um vestiário experiente.
Se vai ganhar títulos ou não, ninguém pode prever ou afirmar. A realidade é que Carpegiani merece crédito, confiança e respeito pela sua trajetória, aos 68 anos . Deixem o cara trabalhar, com respaldo e paciência. Um bom nome para o momento do Fla.
Fonte: Praetzel/Uol

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