sábado, setembro 19, 2020
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Precisamos derrubar lendas… E marcar gols.

Foto: Gilvan de Souza / Flamengo

ESPN
FC
: O Flamengo não faz gol. Já são 3 partidas seguidas passando em branco. Não
balançamos as redes de Atlético-PR, Fluminense e do poderosíssimo Confiança,
que jogou com 1 a menos desde os 10 minutos do primeiro tempo. A última vez que
marcamos foi em uma cobrança de pênalti de Emerson Sheik diante de outra
potência do futebol – o Madureira – após primeiro tempo de pólo aquático em
Volta Redonda. Voltando mais um pouco, nos deparamos com o gol de Guerrero que
salvou o Fla de uma derrota indesejada pelo próprio Figueirense, adversário
daquela noite. Por fim, chegamos ao “Reservas do Mengão x Mistão do Bangu”,
último jogo em que houve alguma dignidade ofensiva do nosso time. Melhor pararmos
por aqui.

A
causa da ausência de gols é clara: o time não cria. Se não cria, o treinador
tem grande responsabilidade sobre isso. E aí cai a primeira das lendas que
estão se instaurando nesse Flamengo de 2016.
Temos um dos melhores técnicos do Brasil
Faz 5
anos que o Muricy não faz um bom trabalho. Em tese, chegou à Gávea renovado,
buscando novos horizontes, filosofias. Na prática… Segue sem repertório, é
4-3-3 e ponto final. Léguas de distância entre os 3 do meio e os 3 do ataque,
problema que – por enquanto – não pode ser resolvido, já que o professor não
testa uma formação diferente nem sob tortura.
Os 3
do ataque, sem proposta. 2 abertos, 1 centralizado e tome cruzamento na área.
Chuva de bolas na esperança do centroavante conseguir se desvencilhar de 2, 3
marcadores e botar lá dentro. Lembram do 1º gol do Guerrero contra o
Atlético-MG? Dá pra tentar aquilo mais vezes. Fazer o atacante recuar uns
metros, seja pra puxar ou se livrar da marcação.
Não
são raras as vezes em que nossos laterais e pontas chegam juntos na frente. Dá
pra trabalhar com isso, tentar se aproximar do gol por terra ou exigir a dobra
da defesa, facilitando a penetração de alguém do meio-campo.
Se é
pra jogar com 2 volantes, 1 meia improvisado, 2 pontas e um centroavante, que tenhamos
mais recursos. Que nosso técnico amplie seu repertório. Mas esse segue o mesmo
até no discurso. O famoso “quarta-domingo, quarta-domingo” aparece, por baixo,
em 3 respostas a cada entrevista coletiva que ele dá. Isso nos leva a mais uma
das “lendas” do atual Flamengo.
Temos um dos melhores elencos do Brasil
Se
tivéssemos, o fator “duas partidas por semana” não seria problema tão grande. A
defesa, que causava calafrios, hoje é coadjuvante no índice de desespero.
Fortaleceu-se com Juan, mas segue tendo o Wallace como titular. Se ele é
titular, é porque todos os outros zagueiros são, no mínimo, do nível dele.
Ederson
tem histórico de lesões, assim como Mancuello (volta logo!). Éverton, pelo
visto, está no mesmo caminho. Quando se diz que um time tem elenco, é porque é
munido de jogadores que possam suprir eventuais ausências. Eventuais, não
recorrentes. Se um atleta está metade do tempo no DM, não dá pra contar com
ele.
Vendemos
o Kayke confiando no Vizeu, um erro. Kayke era ótimo reserva, tem até quem
defendesse sua titularidade. Entrava, fazia seus gols, ajudava o time. Vizeu é
garoto, não sabemos ainda se vai vingar e pode acabar sendo queimado com más
atuações quando tiver de substituir Guerrero. E qualquer um sabe que serão
inúmeras as vezes em que não poderemos contar com o peruano. Além de tomar
vários cartões, desfalca o time em duas ou três partidas a cada data FIFA.
Marcelo
Cirino, Éverton, Gabriel e até mesmo o Nixon. Alguém confia 100% neles? Alguém
acha um muito melhor do que os outros? São todos parecidíssimos, com
características bastante semelhantes. Nesse caso, até pode-se dizer que o
Flamengo tem elenco. Jamais, que o elenco é bom/ótimo. Na falta de um jogador
irregular, entra outro igual. O famoso “trocar 6 por meia dúzia”.
Nesse
balaio todo de atacantes, ainda falta um, que merece capítulo especial só pra
ele.
Emerson Sheik
Na
juventude, torcia pelo Vasco; hoje se diz rubro-negro. Chama Marcio, usa o nome
de Emerson. Nascido no Brasil, jogador da seleção do Catar. Sheik é uma lenda,
por si só, com várias faces. As atuais prejudicam o Flamengo.
É
bipolar. Por vezes, pensa no time; por vezes, apenas nele. Neste caso, busca
jogadas espetaculares. Raramente acerta. No outro, lê bem o jogo, procura
ajudar. Pouco consegue. Ultimamente, Sheik tem errado tudo que tenta, seja por
ele, seja por nós.
Pra
piorar, é dotado de uma raça irracional. Volta pra marcar, é verdade, mas
comete faltas desnecessaríssimas. Lembram do gol de falta do Rodrigo, do Vasco,
no ano passado? A bola estava saindo em lateral para o Flamengo, Emerson
resolveu “dar uma” no Andrezinho. Lembram do segundo gol do Figueirense, também
pelo Brasileiro, no Orlando Scarpelli? Emerson acabara de dar um rolinho no
adversário e achou legal também deixar o cotovelo na cara dele. Perdemos a
posse e eles marcaram, na sequência.
Hoje,
Emerson Sheik está indefensável no time do Flamengo.
Dá pra melhorar até o Brasileiro
Dá?
Dá! Mas tem de se fazer dar. Muricy Ramalho precisa parar de insistir nos
erros. Ele alega que são só 2 meses de trabalho. 2 meses em que poucas melhoras
foram vistas no Flamengo. O time segue cheio de defeitos e sem brio. Mudanças
táticas e comportamentais são necessárias urgentemente.
Se as
coisas continuarem do jeito que estão, a gente vai batendo em Madureiras e
penando contra times maiores até acabar o Estadual. Aí já é Brasileiro, e nada
vai ter melhorado.

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