Preparador do Flamengo destaca trabalho físico dos jogadores.

Por: Fla hoje

Daniel Gonçalves, preparador físico do Flamengo – Foto: Gilvan de Souza

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: O início não poderia ter sido melhor. Na primeira partida
oficial em 2017, o Mais Querido aplicou uma goleada de 4 a 1 na equipe do
Boavista pela estreia rubro-negra no Campeonato Carioca. Com dois gols de
Guerrero, um do estreante Miguel Trauco, e com Diego fechando o placar, a
equipe de uma amostra de seu potencial técnico e do entrosamento, que vem em
uma crescente desde a temporada passada. No entanto, outro aspecto chamou ainda
mais a atenção. A performance rubro-negra teve grande intensidade até os
últimos minutos de jogo.

Durante
toda a pré-temporada, com treinos em período integral no Ninho do Urubu, o foco
na preparação física foi enorme. Através do trabalho dos preparadores Daniel
Gonçalves e Marcelo Martorelli, aliados aos conhecimentos do consultor da EXOS,
o norte-americano Michael Minthorne, os atletas iniciaram o ano demonstrando em
campo o trabalho realizado no Centro de Excelência em Performance do Flamengo
(CEP FLA). Todo esse trabalho rendeu elogios por parte do meia Diego, que
enalteceu o desempenho da equipe após o fim da partida na Arena das Dunas.
Daniel
Gonçalves, um dos profissionais envolvidos nesta preparação, teceu alguns
comentários sobre o trabalho feito. Durante o papo, o preparador físico
comentou sobre o foco das atividades realizadas tanto no CEP quanto no gramado
dos campos do CT antes de cada treino com bola.
“Temos
uma responsabilidade de preparar o atleta não somente para o primeiro jogo do
ano, mas para uma sequência que o Flamengo terá, com três competições já no
primeiro semestre, que são o Carioca, a Primeira Liga e a Libertadores. Uma
exigência ainda maior se iniciará a partir do dia 8 de março, no jogo contra o
San Lorenzo”, comentou Daniel, referindo-se ao jogo de estreia do Mais
Querido pela Libertadores.
Em
seguida, ele fala sobre os trabalhos feitos especificamente para o confronto do
último sábado (27), contra o Boavista. 

“O que fizemos foi explorar bem a
pré-temporada. Obviamente os atletas ainda não estão no ápice, ainda há etapas
a cumprir. A diferença foi que, para esse jogo contra o Boavista, soltamos mais
o time. Diminuímos a carga de treinamento na quinta e na sexta-feira, com o
objetivo de ter os atletas bem recuperados”, disse, relembrando a sequência
forte que vinha sendo imprimida nos dias que precederam a partida. 

“Nas
ocasiões anteriores, principalmente antes do jogo contra o Vila Nova, vínhamos
em um volume grande de treinos com intensidade elevada. Mesmo sabendo que o
Flamengo entra em quaisquer jogos para vencer, estávamos focando mais a questão
física naquele momento”, completou.

A
compreensão do elenco para que todo esse trabalho tenha o efeito desejado
também é fundamental, como frisa o preparador. 

“A intensidade no último
jogo se deveu à conscientização dos atletas, pois eles se portaram bem durante
todo o período de pré-temporada. Eles fizeram tudo aquilo que foi estabelecido,
principalmente no que diz respeito à execução das estratégias passadas pelo
professor Zé Ricardo, que visou a manutenção da posse de bola e fez com que o
time tivesse menor desgaste através disso. Consequentemente, nos minutos finais
os atletas ainda tiveram fôlego para suportarem a partida em uma intensidade
adequada”, elogiou Daniel.

De
olho na conquista da América, a rotina de exercícios prevê o condicionamento
físico do grupo próximo do ideal para a estreia pela competição continental. 

“O objetivo é chegar em março com uma condição bem próxima à ideal, mas
ainda em fase ascendente. Visamos o auge dos atletas próximo ao término desse
mês, a fim de suportar todas as competições em disputa” disse Daniel, que
fez um parâmetro com relação ao atual momento da equipe. 

“Neste período de
fevereiro, ainda há etapas a cumprir buscando aquisições de ordem física e de
desenvolvimento. À medida que os jogos forem passando, eles estarão
gradativamente melhor condicionados”, explicou.

O
preparador físico também falou sobre o período no qual o grupo alcançará seu
auge, com as competições mais longas do ano em vista. Daniel explica o
princípio que rege a definição do plano de trabalho. 

“Nós estabelecemos a
condição física pelo tempo de atividade e inatividade do atleta. Baseado no
treinamento realizado nas férias, que chamamos de período de transição, e em
toda a pré-temporada, fazemos os cálculos para que esses atletas atinjam o
ápice por volta do mês de abril, independentemente da competição em
disputa”, disse.

A
harmonia entre os aspectos técnico, físico e psicológico definem o sucesso de
uma equipe. Com estes princípios funcionando em capacidade plena, o desempenho
no gramado tende a ser o ideal. Os profissionais do Centro de Excelência em
Performance do Flamengo trabalham com um objetivo em mente: o sucesso do Mais
Querido. Daniel ressalta este foco em suas palavras finais.
“Temos
a grande responsabilidade de representar o Flamengo da melhor maneira possível,
em qualquer que seja a partida, e é isso que norteia nosso trabalho”,
encerrou.

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