quinta-feira, outubro 1, 2020
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Pressa que pode atrapalhar Flamengo e Palmeiras.

Mauro
Cezar Pereira – O Flamengo passa longe de ser o time com maior número de
finalizações no Campeonato Brasileiro. Mas domingo, contra o Santos, foram 21.
Nenhuma equipe arrematou tanto na 16ª rodada e as que mais finalizam estão
abaixo dessa média — Ponte Preta com 13,9 por peleja, Atlético Mineiro e
Palmeiras 13,8 cada.

Apesar
do volume de jogo, dos muitos arremates, dos 2 a 0 no primeiro tempo, nada
disso parece ter sido notado por parte dos mais de 61 mil torcedores que
estiveram no Maracanã. A mudança de comportamento do Santos no segundo tempo —
o técnico Dorival Júnior (em bom começo de trabalho) corrigiu os erros —
inverteu o placar.
Com os
2 a 2, ainda assim o time carioca buscou o gol e terminou o jogo quase marcando
o terceiro. Um placar justo pela capacidade de reação santista, mas o jogo
inteiro apresentou um Flamengo que progride. Foram os melhores 45 minutos do
time no campeonato os do primeiro tempo. E isso me parece bem claro.
Mas a
pretensão de parte da torcida não é pequena. Há sujeitos que compram ingresso
achando que ele lhe assegura a alegria da vitória. E como ela parecia certa e
não se concretizou, é preciso encontrar um culpado. Claro, o técnico Cristóvão
Borges. Que tem lá sua parcela, no bom primeiro tempo e na queda no segundo.
As
falhas da zaga César/Wallace, que jamais havia atuado, do goleiro Paulo Victor,
voltando de lesão, os gols perdidos por Éverton, tudo isso entrou na conta do
treinador. Um exagero que cega a muitos. Alan Patrick pediu para sair, entrou
Gabriel e reclamaram. Entrasse Cáceres também haveria queixa por reunir
“três volantes”.
O
torcedor precisa entender que um time não se forma de uma hora para outra. Leva
tempo e em geral os progressos, quando existem, são gradativos. O Flamengo
levou a campo sete titulares que não estavam no elenco em 2014, alguns
recém-chegados e um zagueiro em sua segunda aparição pelo clube.
A
incapacidade de entender que uma equipe evolui e fica competitiva com o tempo
pode colocar muita coisa a perder. Mal que ameaçará o Palmeiras se sua torcida
entrar na mesma onda do mal que contamina parte dos rubro-negros. Mas no caso
do vice-campeão paulista, quem tem exagerado é a imprensa mesmo.
Houve
uma boa sequência de resultados e progressos observados com Marcelo Oliveira
aprimorando o time trabalhado iniciado por Oswaldo. Mesmo com mais de um turno
pela frente, não foram poucos na mídia que catapultaram a favorito o time
alviverde, que recebeu duas dúzias de atletas e dois técnicos novos em 2015.
Equipes
como Atlético e Corinthians mantêm espinhas dorsais há mais tempo. Até o
Fluminense preservou a sua após a saída da Unimed. O Palmeiras ainda se
estrutura, tem elenco farto, potencial mas ainda está longe do ápice. Por isso
ainda pode sofrer e perder em casa para o bom Atlético Paranaense, que o
ultrapassou na classificação!
Sorte
do Palmeiras que a reação de sua torcida não tem sido de impaciência. Uma boa
campanha e, possivelmente, uma vaga na Copa Libertadores já estarão de bom
tamanho para uma primeira temporada de trabalho. De reconstrução geral. Se for
possível buscar o título, ótimo, mas não se deve estabelecer meta tão alta já.
Horas
depois de o Palmeiras perder em seu estádio para o Furacão e logo após o
Flamengo ceder empate ao Santos no Maracanã, o Boca Juniors entrou em campo
pelo campeonato argentino. O adversário era o Unión de Santa Fé, que jogaria
por Diego Barisone, atleta do Lanús revelado no “Tatengue” e morto
dias antes em acidente de carro. Seu enterro causou comoção na província.
Carlos
Tévez fez seu primeiro gol na Bombonera após o retorno à velha casa, mas o
Unión não se entregou, explorando os graves erros defensivos xeneizes (vídeo
abaixo), principalmente do veterano Daniel Cata Díaz. Tomou o empate no final e
nos acréscimos fez 4 a 3. Um triunfo histórico para o clube de Santa Fé. Uma
vergonhosa derrota para Carlitos e seus parceiros.
O
fiasco de quem, ao recontratar um atacante de nível europeu no seu auge, se
posiciona na condição de atração principal no campeonato que disputa. Mas o
time ainda não está pronto e a presença de Tévez não impede a defesa de falhar.
Em tempo: a torcida do Boca não esculachou a equipe, nem o treinador.
Tudo
na vida pode ser bem ou mal feito. Tudo. Até torcer por um time de futebol.

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