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Promessa do Fluminense foi dispensado pelo Flamengo.

Nelson Perez/Fluminense

UOL: A
timidez com as palavras em nada combina com a desenvoltura que ele vem
demonstrando em campo. Considerado um dos melhores atacantes já formados em
Xerém, Pedro é uma das maiores apostas do ano no Fluminense.

Não
fosse um acidente de percurso, o jovem de 19 anos poderia vestir a camisa
rubro-negra em vez da tricolor. Natural do bairro do Méier, ele chegou ao
Flamengo com oito anos. Entre gols no futsal e no campo, ficou seis anos na
Gávea. A trajetória foi interrompida por um diagnóstico de Gilmar Popoca, hoje
técnico dos juniores do Flamengo: Pedro era frágil fisicamente.
Entre
a saída do Flamengo e o desembarque em Xerém, rodou por clubes pequenos do Rio
até chamar a atenção de um empresário que ficou impressionado com seu
desempenho no Artsul. No Carioca Sub-20 de 2013, marcou 16 gols e terminou com
a artilharia. Era o passaporte carimbado para as Laranjeiras.
“Pedro
é um finalizador, um jogador com faro de gol. Tem muito tempo que nós não vemos
um jogador deste tipo com tanto potencial. Ele finaliza muito bem e sabe atuar
fora da área”, atestou Marcelo Veiga, coordenador técnico da base do
Fluminense.
Na
base do Flu, desandou a fazer gols. Segundo suas próprias contas, já foram
“uns 150” desde que começou. Em 2016, marcou 31 vezes e ligou o
alerta no clube: com o crescente assédio, teve seu contrato esticado até 2021.
Video game com Fred
O
camisa 32 foi integrado aos profissionais em 2016 e já balançou a rede uma vez
na temporada. A adaptação foi facilitada pelos anos de casa e por um padrinho
mais que especial. Então ídolo e capitão do clube, Fred acolheu o jovem. Não
bastassem os conselhos em treinos, o hoje atacante do Atlético-MG chamou a
revelação para campeonatos de vídeo game em sua casa.
“Prestava
muita atenção no posicionamento dele e ele me passou muito da sua
experiência”, ressaltou.
Os
tempos de anonimato vão ficando para trás. Usado com cada vez mais frequência
por Abel Braga, “Queixinho”, como é chamado “carinhosamente”
no vestiário, vê o reconhecimento na rua aumentando aos poucos.
Hoje,
mora com seus pais em Jacarepaguá, mas garante ainda levar uma vida normal,
apesar de já ter sido protagonista de uma sessão de autógrafos em um shopping
na Zona Oeste do Rio. O evento teve boa parte do público formado por familiares
e amigos, mas ele sabe que a atenção só tende a aumentar com o passar do tempo
e dos gols.
“Tenho
de saber lidar, tenho a cabeça boa. Apareceu mais gente, mas ainda não está
muito difícil. Dá para ir na padaria ainda”, disse.


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