terça-feira, setembro 22, 2020
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Punição a jogadores já coloca Flamengo no Mercado da Bola.

O
GLOBO – Não foi à toa que o Flamengo puniu cinco jogadores por estarem em uma
festa na última terça-feira. Mais do que uma demonstração de rigor da
diretoria, criticada pelos opositores de não ter pulso firme, as punições dão
ideia da cara que o elenco rubro-negro terá, ou melhor, que não terá em 2016 —
independente de quem vencer a eleição presidencial em dezembro.

Quinta,
ao falar sobre os companheiros, Paulo Victor evitou polêmicas. Mas, ao falar
sobre a vida de um jogador do Flamengo, deixou claras as privações que deveriam
ter sido feitas pelo quinteto.
— Aqui
a cobrança é da maior torcida do mundo. Tudo que você faz aqui é maior. Eu
tenho certeza de que 90% dos jogadores têm o sonho de jogar no Flamengo, mas
sabem da responsabilidade que isso traz — disse o goleiro.

— É preciso
sabedoria quando se escolhe (jogar no) o Flamengo. Tive boa proposta no meio do
ano, mas optei por ficar. Receber cobrança faz parte da vida de jogador.
Estamos devendo em campo e, por isso, é que essa cobrança vem acontecendo.

Dos
cinco, três têm contratos longos com o clube: Éverton, Paulinho e Marcelo
Cirino — que tem o caso mais complicado a ser resolvido. O atacante foi
contratado com pompa no início do ano junto ao Atlético-PR graças à
participação do fundo de investimento Doyen, que comprou 50% dos direitos
econômicos do atleta.
Para
ter o jogador, o Flamengo se comprometeu a pagar € 3,5 milhões até dezembro de
2017 — caso os investidores não consigam negociá-lo por um valor maior. O preço
sofre acréscimo de 10% ao ano. À época, o valor em moeda nacional era de R$
11,3 milhões. Hoje, com a crise econômica, subiu para R$ 14,8 milhões.
Em 41
jogos pelo rubro-negro, 30 deles como titular — a maior parte destes no
primeiro semestre —, Cirino, de 23 anos, esteve longe de agradar à torcida e à
direção. Na temporada, marcou 11 vezes, mas nove dos gols foram no Carioca,
quando atuava como centroavante. Deixou sua marca uma vez na Copa do Brasil e
outra, no Brasileiro. Em recuperação de cirurgia no joelho direito, ele foi na
quinta ao Ninho do Urubu para realizar fisioterapia.
O caso
dos demais parece ser mais simples. Em compensação, como todos vinham atuando
como titular, o afastamento representa uma dor de cabeça para Oswaldo de
Oliveira. Ontem pela manhã, ele escalou Ayrton na lateral direita, Luiz Antônio
e Jajá no meio-campo e Gabriel no ataque. À tarde, os antigos titulares Pará,
Alan Patrick, Éverton e Paulinho fizeram apenas atividade física, separados do
restante do elenco, no Ninho do Urubu.
O
afastamento de Pará causou uma situação, no mínimo, curiosa. Como o jogador
está emprestado pelo Grêmio até o fim do ano — e não ficará no rubro-negro em
2016 —, ele não poderia enfrentar o clube gaúcho, neste domingo, na Arena do
Grêmio. Já que o Flamengo também tem um jogador emprestado ao Grêmio, Erazo,
foi acordado na manhã de quarta-feira que ambos poderiam atuar. Tudo fazia
sentido até que, no mesmo dia, o Flamengo afastou Pará. Na prática, o
rubro-negro permitiu que o equatoriano entrasse em campo sem o pagamento de uma
multa de R$ 500 mil.
Outro
jogador emprestado até o fim do ano, o meia Alan Patrick, que pertence ao
Shakhtar Donetsk, não deverá permanecer na próxima temporada. Com cinco gols em
21 partidas, ele foi considerado peça fundamental para a arrancada rubro-negra
no início do segundo turno. Seu desempenho, no entanto, caiu com o restante da
equipe.
SAÍDAS SERÃO FACILITADAS
Com
direitos econômicos ligados ao Flamengo e contratos longos, Éverton e Paulinho
deverão ser liberados para negociar com outros clubes. Contratado no início de
2014 por mais de R$ 4 milhões, após boa passagem pelo Atlético-PR, Éverton tem
contrato até o fim de 2017. Titular em 40 jogos do ano, o meia-atacante é visto
como um jogador com mercado. Um clube chinês estaria interessado no meia e o
Flamengo deve facilitar a negociação.

Paulinho, contratado por empréstimo em 2013 junto ao XV de Piracicaba, quando
ainda era um desconhecido, nunca mais repetiu as boas atuações que o fizeram
ser comprado em definitivo. Em maio de 2014, o Flamengo pagou R$ 1 milhão por
60% dos direitos econômicos do jogador. Este ano, uma nova quota de 10% foi
vendida pelo clube paulista por R$ 250 mil. Em 2015, em 31 jogos, ele deixou
sua marca cinco vezes.
Embora
não tenha participado da festa, o colombiano Armero, atualmente recuperando-se
de lesão na coxa direita, é mais um que deve ser liberado. Ele está emprestado
pelo Udinese, da Itália, até o fim do ano. O meia Almir é outro que não deve
permanecer. Emprestado pelo Bangu, ele tem contrato até o fim do ano.

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