domingo, setembro 27, 2020
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PV reforça necessidade de contratações, mas vê Fla forte.

Globo
Esporte – Se o objetivo de Vanderlei Luxemburgo no ano passado era “sair
da confusão” no Campeonato Brasileiro, neste ano mudou drasticamente. O
treinador só pensa em brigar pelas primeiras posições. Destaque do Flamengo
atual, Paulo Victor tem grande importância nessa missão. E a fase ajuda. Em
2015 ele sofreu apenas nove gols nos 23 jogos em que esteve em campo – no
empate por 1 a 1 com o Macaé, PV se machucou e foi substituído por César antes
de o Fla levar um gol. Mas o goleiro também confia na capacidade de seus
companheiros para que, juntos, levem o Rubro-Negro ao topo da competição
nacional. A estreia será neste domingo, às 16h (de Brasília), contra o São
Paulo, no Morumbi.

– A
gente vem se preparando desde o começo do ano sabendo que tem uma equipe muito
competitiva, que vai estar brigando lá na frente. A confiança no time é total.
E a gente sabe que no Flamengo a cobrança é sempre já buscando o título. Nós
vamos atrás disso aí, pois sabemos que temos qualidade – disse.
Paulo
Victor, por outro lado, acredita que todo time grande precisa estar sempre se
reforçando e vê com muito bons olhos a chegadas de novos jogadores. Mas esses
reforços, a princípio, não seriam para o gol. PV não poupou elogios ao seu
reserva imediato, César, e aos meninos Daniel e Thiago, que ainda fazem parte
da equipe sub-20 e também estão na intertemporada em Atibaia-SP. O titular da
meta rubro-negra, que esperou nove anos para ganhar a posição, costuma passar
orientações para os outros três. Agora, com ele de titular absoluto, o trio
precisará ter paciência na espera por uma oportunidade.
– O
diferencial, que poucas equipes do Brasil têm, são os quatro goleiros formados
na base. A gente sabe que existe um tempo de adaptação e tudo, mas são goleiros
que vão ter uma carreira grande se continuarem trabalhando como estão. Não
tenho dúvida. Faz parte do processo, então tem que saber esperar o momento
certo. Mas acima de tudo tem que trabalhar sempre firme para quando aparecer a
oportunidade.
A
seguir, veja a entrevista com Paulo Victor na íntegra:
GloboEsporte.com: Como um dos líderes do
grupo, você vê o Flamengo com qual nível de confiança para começar o
Brasileirão?
Paulo
Victor: A gente vem se preparando desde o começo do ano sabendo que tem uma
equipe muito competitiva, que vai estar brigando lá na frente. A confiança no
time é total. E a gente sabe que no Flamengo a cobrança é sempre já buscando o
título. Nós vamos atrás disso aí, pois sabemos que temos qualidade. Falta
talvez uma ou outra peça, mas nada que vá nos atrapalhar no começo do
campeonato.

O elenco atual dá conta do recado ou essas
peças que ainda não vieram vão fazer muita diferença?
A
gente sabe que time grande, não só o Flamengo, tem que estar se reforçando. O
Flamengo quer trazer pessoas para fortalecer seu grupo, independentemente se
vai ser titular ou não. Tem que ter essa consciência de que precisa se
reforçar, porque o Campeonato Brasileiro é longo, tem a Copa do Brasil no meio.
Então, com certeza vai ser muito importante a chegada de novos companheiros.
Por que você acha que o Flamengo vai se
dar bem nesse campeonato?
Primeiro,
pela confiança que a gente tem no elenco. Tem jogador que faz a diferença ali.
Mostramos isso ao longo do Carioca. Temos um ataque veloz e que faz gol. Isso é
um diferencial da nossa equipe. Tem que aproveitar o que a gente tem de melhor
para poder usar no Brasileiro. É uma competição longa, completamente diferente
do que a gente viveu no começo do ano. E nós vamos buscar o título com certeza.
Como ficou a cabeça dos jogadores após a
eliminação para o Vasco no Carioca?
Não
abalou o Paulo Victor. Futebol é assim, um ganha e o outro perde. Não vou ficar
aqui justificando a forma como a gente perdeu. Não cabe a mim ficar falando. Já
acabou, passou. Mas futebol é desse jeito. Talvez se a gente tivesse conseguido
fazer um golzinho, dois golzinhos, isso não aconteceria. Mas passou. Nós temos
que pensar agora no decorrer do ano, nas competições maiores, Brasileiro, Copa
do Brasil, para que não aconteçam os mesmos erros que aconteceram no Carioca.
Você fechou o gol na primeira semifinal do
Carioca contra o Vasco, mas o time perdeu a segunda. O que faltou para a classificação?
Um
golzinho só. Era o que precisava. Mas a gente sabe que envolve muitas outras
coisas. Tem que ter a tranquilidade dentro do campo e saber que,
independentemente do que aconteça fora do campo, o importante é colocar a bola
na rede. Isso ninguém tira. A gente tem que ter essa consciência e estar
buscando e crescendo cada vez mais, porque a gente vai entrar numa competição
muito difícil, que é o Brasileiro.
Temos
um ataque veloz e que faz gol. Isso é um diferencial da nossa equipe. Tem que
aproveitar o que a gente tem de melhor para poder usar no Brasileiro”
Paulo
Victor
Por que você evitou entrevistas durante a
semana depois de ter tido grande atuação?
É uma
coisa minha que tenho feito, tanto é que já não falo há 30 dias. Às vezes a
gente tem que respeitar o momento de um, de outro, saber que não é hora de
falar. Não queria falar naquele momento porque achava que era hora de focar só
no trabalho, por isso pedi à assessoria compreender. Estou sempre à disposição
em momentos bons e ruins, mas vezes tem que dar uma segurada.
Essa semana em Atibaia vai ser diferencial
para o Flamengo no Brasileiro?
Não
tenho dúvida. Faz parte da preparação, é o momento que a gente tem para se
recuperar bem, fazer um excelente trabalho. Não tenho dúvida que isso vai fazer
uma diferença muito grande do meio para o final do campeonato.
O clima nos treinos é bom, e vez por outra
tem apostas entre você e Wallace, você e Cáceres, naquela rivalidade sadia…
O
Wallace é um grande amigo que tenho, meu padrinho de casamento, e vou levar
essa amizade para fora do futebol. A gente brinca ali, é uma coisa produtiva,
porque faz as apostas valendo R$ 50 e isso acaba valendo muito para o jogo,
fica mais contagiante. A gente aproveita para estar trabalhando. O Cáceres
também brinca muito comigo. Quando vai na finalização, faço essa competição
individual com ele para não deixá-lo fazer gol. Isso acaba sendo uma motivação
para o treino, tanto para eles fazerem o gol, quanto para eu defender. Procuro
fazer isso para mexer com o jogador de linha para mexer com ele como se
estivesse jogando.
E o retrospecto está favorável para o seu
lado?
Ontem
(terça) eu ganhei. Com o Cáceres foi 5 a 1 nos chutes, e do Wallace ganhei as
duas que disputamos nos pênaltis. Hoje posso falar, não sei amanhã ou depois
(risos).
Além de você e do César, vieram também de
goleiros o Daniel e o Thiago, do sub-20. Você vê muito potencial nesses
garotos. Como é a convivência com eles?
Muito.
O diferencial, que poucas equipes do Brasil tem, são os quatro goleiros
formados na base. O Daniel acabou de ser campeão (da Taça Guanabara de
juniores), o Thiago também vem jogando e foi convocado para a seleção
brasileira de base. A gente sabe que existe um tempo de adaptação e tudo, mas
são goleiros que vão ter uma carreira grande se continuarem trabalhando como
estão. Não tenho dúvida. O Cesão é um excelente goleiro. Faz parte do processo,
então tem que saber esperar o momento certo. Mas acima de tudo tem que
trabalhar sempre firme para quando aparecer a oportunidade, como apareceu com o
próprio Daniel na última partida do ano passado. E ele pôde corresponder.
Você teve que aguardar bastante tempo,
pacientemente, para ter sua chance no Flamengo. A situação do César é parecida
com a sua. Ele é jovem e talentoso, mas o titular é o Paulo Victor, o momento é
do Paulo. O César se espelha muito em você até nessa questão da paciência. Como
é esse dia a dia com ele?
A
convivência com o Cesão já é boa há muito tempo, desde quando ele subiu para o
profissional. É uma excelente pessoa e um excelente goleiro. Esse processo é
normal que o César e os goleiros de outras 19 equipes da Série A vivem: saber
que cada um tem seu espaço no momento certo. Tem que trabalhar, falo sempre
isso para ele, para estar sempre preparado, porque a gente não sabe quando ela
vai aparecer. Lembro que em 2013 eu vinha trabalhando, sem jogar, e tive que
entrar nos dois jogos da semifinal da Copa do Brasil devido a uma contusão.
Naquele momento, se eu não estivesse preparado, talvez o Flamengo não chegasse
à final. A gente tem que estar sempre buscando melhorar para nunca ser pego de
surpresa.
Saiu a convocação para a Copa América.
Apesar de você nunca ter sido chamado, chegou a ficar atento à lista, com
alguma expectativa, pela boa fase que vive no Fla?
Como
sempre falo, tenho sonho de jogar na Seleção, mas isso não é uma obsessão.
Tenho que ter tranquilidade e paciência. Esperei nove anos para jogar no
profissional como titular. Então, isso não me incomoda, não tenho essa cobrança
por dentro. Faço meu trabalho no Flamengo porque só o clube vai poder me levar
à Seleção. Fico tranquilo quanto a isso. No dia em que eu for convocado, com
certeza não vou ser pego de surpresa, mas também não ficar com aquela
ansiedade. Tenho que trabalhar e fazer minha parte dentro do Flamengo.
Que goleiros você coloca no primeiro
pelotão do futebol brasileiro hoje em dia?
O
Jefferson, que se destaca muito. Gosto muito da postura dele e do jeito de
jogar. Gosto do Diego Cavalieri, que acho um excelente goleiro. Nem vou
comentar do Rogério Ceni, que para mim é o cara que ganhou tudo e ficou muito
tempo em alto nível. O (Marcelo) Grohe é um excelente goleiro. Gosto muito do
Alisson, do Inter. São goleiros que hoje estão fazendo a diferença em seus
clubes, e isso é bom para a gente. Procuro observar todos para que possa tirar
um pouco de cada um.
Tem um em quem você já se espelhou ou se
espelha mais?
Gosto
muito do Rogério Ceni, pela postura e por tudo o que já fez. A gente não pode
esquecer. Um cara que é vencedor, titular do clube há muitos anos. Ganhou tudo.
Com certeza me espelho nele pela pessoa que é e até pela pouca convivência que
já tive com ele. É um cara acima da média.
Aos 28 anos, acha que está no ponto máximo
da carreira? Ou isso é mais com jogador de linha, não tem muito com goleiro?
Todos
dizem que dos 28 aos 33 anos é a melhor idade. Mas você vê hoje o Magrão, o
Rogério Ceni e outros goleiros com idade avançada jogando em alto nível. A
gente sabe que o goleiro muitas vezes pode estender um pouco mais a carreira.
Com certeza é uma idade boa, em que você pode se doar muito mais. Depois disso
tem que começar a ver como o corpo reage, uns mais e outros menos. Você o
Fábio, o Victor, tudo em alto nível ainda. E eu penso em prolongar minha
carreira, e que seja no Flamengo.

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