segunda-feira, setembro 28, 2020
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Quando iremos evoluir?

Foto: Divulgação

BALA
NA CESTA
: Recentemente coloquei aqui e aqui os problemas que houve com a
torcida do Flamengo e também com o técnico Dedé agredindo um torcedor e jogando
uma cadeira no público em Franca.

Não dá
pra defender de forma alguma a atitude do treinador de Rio Claro (de forma
alguma, insisto!), que em minha concepção merece ser fortemente punido, algo
que não irá acontecer porque as entidades que deveriam fazer são reducionistas,
minimalistas, mas é necessário abordar um tema importante para os próximos
passos do esporte brasileiro: o comportamento de torcedores nos ginásios (e
também em estádios, mas neste campo, literalmente, não vou entrar, não).
Não é
exclusivo de Franca, que fique claro, mas usando o exemplo de Dedé e de sua ira
é inadmissível que torcedores vão a ginásios e fiquem cuspindo, xingando e
impedindo a normal saída de atletas adversários da quadra para o vestiário.
Como assim temos gente fazendo isso sem a MENOR punição? É sério que com as
imagens disponíveis ninguém fará nada?
Sei
que este tema é de outra esfera, a policial, mas é tão inadmissível quanto o
comportamento de Dedé no ginásio o que ocorreu pós-confusão no Pedrocão, quando
o ônibus de Rio Claro foi atacado na estrada. Não dá pra acusar, mas uma coisa
(a placa arremessada) e outra (a agressão do técnico) têm relação – quem lançou
a placa contra o veículo de cima do viaduto contra atletas, comissão e
motorista estava na partida minutos antes?
Vou me
perguntar sempre por que diabos uma pessoa sai de casa para uma partida de
basquete e se envolve em confusão, algo incompreensível para mim, mas jamais
terei essa resposta. Sei, obviamente, que passa muito por uma palavrinha mágica
chamada ”educação”, algo em falta neste país desde sempre e provavelmente
para sempre em todas as suas esferas, não só a esportiva. A palavra é um pouco
forte e hiperbólica, mas JAMAIS veremos uma partida de basquete com as imagens
que vemos, por exemplo, no esporte americano, com torcedores de times
diferentes (Lakers e Celtics, para ficar em um caso apenas) sentados lado a
lado e curtindo o ESPETÁCULO. No final das contas, pessoal, é isso que é o
esporte – espetáculo, entretenimento, diversão, alegria.
Ganhar
ou perder é do jogo, mas o que precisamos (como um todo) compreender é que não
dá mais para ter cidadãos que só querem confusão em um local que deveria ser
preenchido apenas por famílias, por pessoas que saem de casa apenas para se
divertir com uma atividade esportiva – como fazem indo ao teatro, cinema,
shopping.
Tenho
conversado com o Pedro Rodrigues, que faz o Podcast comigo, sobre o tema e está
claro que atualmente a ”oferta” de atividades para as famílias é imensa com
as novas mídias. TV, Videogame, Netflix, jogos pela tv aberta, fechada e
internet, video on demand e muito mais. Toda vez que há confusão o basquete (e
qualquer outro esporte) perde torcedores ”bons” de seus ginásios.
Como
”proteger” quem vai ao ginásio apenas para torcer? Como RETIRAR de cena quem
vai a jogos de basquete apenas pela balbúrdia? Como atrair, encantar e reter a
família que quer se apaixonar e se fixar na modalidade?
Não
sei o que precisa ser feito, mas são perguntas que deveriam ser pensadas por
clubes, dirigentes e principalmente Liga Nacional para a próxima temporada e
para os anos que estão por vir.
Para o
basquete brasileiro crescer de forma sustentável as ideias, punições e soluções
precisam sair do papel para serem colocadas na prática. Para ontem.

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