domingo, setembro 27, 2020
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Quebrando o clichê: Diego.

Foto: Divulgação

VIRANDO
O JOGO
: Agora é oficial: Diego é jogador do Flamengo. Sem dúvida, é a
contratação de maior impacto da atual janela de transferências internacionais.
E dessa vez, a “novela” rubro-negra teve um final feliz. Será mesmo?

A
chegada de Diego despertou a euforia da torcida, mas também muitas dúvidas,
principalmente por conta do seu alto salário e do passado recente no futebol
europeu. Afinal, a contratação do meia foi muito cara? Será que as temporadas
ruins na Turquia vão influenciar no desempenho do atleta no Brasil? O Quebrando
o Clichê dessa semana analisa o reforço do Flamengo.
Há 12
anos no futebol europeu, o jogador chega ao time carioca para suprir a
implacável busca por um camisa 10. Desde a saída de Ronaldinho Gaúcho, em 2012,
a torcida clama por um meia cerebral, que pense e consiga armar o jogo com
qualidade.
Analisando
as carências do time, podemos dizer que a contratação foi acertada.  Diferentemente do ano passado, quando a
equipe tinha diversas carências e praticamente todo o orçamento foi investido
na contratação equivocada de Guerrero, dessa vez o reforço vem para dar o toque
de qualidade que o bom elenco do Flamengo precisava. Com Diego, é possível
imaginar um meio campo bem mais criativo, com boas opções para supri-lo, como
Alan Patrick, Ederson e até mesmo Mancuello.
Os
críticos da vinda de Diego argumentam que o jogador vinha muito mal no futebol
europeu. De fato, o meia nunca se tornou o grande craque que se esperava, após
sua aparição meteórica com o Santos de 2002. É verdade também que Diego nunca
foi destaque absoluto em nenhuma equipe grande da Europa, tampouco se firmou na
Seleção Brasileira. Ainda assim, é injusto dizer que o atleta fracassou lá
fora, afinal, foram 12 anos na Europa, sempre em equipes de bom porte.
No
Werder Bremen, entre 2006 e 2009, o meia foi um dos principais jogadores da
equipe. Chamou atenção da Juventus, onde ficou por um ano. Mesmo sem ser
protagonista na Itália, foi titular em 42 dos 45 jogos da temporada 2009-2010.
Depois
disso, Diego viveu altos e baixos com as camisas do Atlético de Madrid e do
Wolfsburg. Nos últimos meses na Espanha, porém, o meia teve papel importante na
equipe de Simeone vice-campeã da Liga dos Campeões em 2014, mesmo sem a
titularidade.
Já na
Turquia, onde chegou em 2014, Diego mais uma vez não foi bem, mas também não
foi um fracasso. Na última temporada, foram 45 partidas disputadas, 31 vezes
como titular.
O que
muitas vezes passa despercebido é que o nível do futebol europeu, nas grandes
ligas, é muito superior ao praticado aqui no Brasil. É claro que o jogador já
vinha numa trajetória decadente na Europa, mas, se não fosse por isso, Diego
sequer voltaria para o Brasil aos 31 anos, certo?
Exemplos
recentes provam que um jogador “em decadência” na Europa pode render em alto
nível e brilhar no futebol brasileiro: nomes como Deco, Seedorf e Nenê não
vinham muito bem na Europa quando foram contratados por Fluminense, Botafogo e
Vasco, respectivamente.
Há de
se pesar que jogadores como Seedorf e Deco atingiram um patamar que Diego
jamais alcançou, mas, além dos números do novo reforço rubro-negro serem um
pouco melhores, Diego ainda tem duas vantagens: a idade e o baixo número de
contusões na carreira. Isso significa que o jogador tem, na teoria, condições
de render em alto nível por mais vezes que os veteranos que vieram para o
futebol brasileiro. Ou seja: mesmo em baixa no futebol europeu, as chances de
Diego brilhar no Brasil ainda são grandes.
Outro
fator contrário à contratação do meia ex-Santos é o alto custo. Pelo que se
noticia, Diego receberá, entre luvas e salário, valor semelhante ao que recebe
o peruano Paolo Guerrero. É um salário alto e, provavelmente, superfaturado,
mas ainda assim é menor do que de muitas outras estrelas do nosso futebol como
Fred, Barrios, Robinho e Alexandre Pato. Será que Diego vai jogar mais bola que
esses nomes?
O
Flamengo já provou que pode pagar altos salários em dia. Na gestão de Bandeira
de Mello, o clube pode ter muitos problemas, mas não estoura o orçamento. Se
assim continuar, o Flamengo só tende a crescer.
Por
Felipe Barros e Felipe Diuana

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