Quero cantar ao mundo inteiro.

Por: Fla hoje

Falando
de Flamengo – Frequento Maracanã desde 1986, quando fui um dos mascotes que
entram de mãos dadas com os jogadores. Era a final do campeonato carioca entre
Flamengo x Vasco. Entrei de mãos dadas com o Jorginho, mas logo que subi no
gramado soltei sua mão e simplesmente me entreguei a uma paixão que já estava
dentro de mim mas se consolidou naquele ato, aos oito anos de idade: a torcida
rubro-negra.

Na
época era permitido soltar aquela fumaça vermelha e preta, mas o que me
impressionou mesmo foi o grito de MEEENNNGGGOOO entoado repetidas vezes e em um
volume tão alto que era impossível não se emocionar. Era assim que o time era
saudado ao entrar em campo. Logo depois, a melhor canção de todos os tempos
“quero cantar ao mundo inteiro, a alegria de ser rubro-negro.” Era impossível,
sendo rubro-negro ou não, que qualquer jogador que vestia o Manto, não
entregasse seu coração por aquela massa.
Não
sou daqueles que falam que no meu tempo, tudo era melhor. Não sou tão
saudosista assim. O Maracanã mudou muito, muitas mudanças foram extremamente
benéficas para o espetáculo e para a segurança dos torcedores. Mas é inegável
que uma pequena mas importante parte da festa ficou no passado.
Estava
no Flamengo e Vasco do temporal. Fui de Leste superior, pois já tinham acabado
os ingressos do setor Norte. De lá, acompanhei a marcação do pênalti no Cirino.
Alecsandro vai para a bola, mas meu olhar é desviado para a arquibancada.
Gritos? Bandeiras? Mãos para o alto emanando energias positivas? Não, apenas
milhares de flashes chamam a atenção. Quantos daqueles flashes não seriam
selfies com o gol do Flamengo de fundo? Estou velho mesmo, pensei.
Foi aí
que reparei duas coisas estranhas: Primeiro, não tinha bandeira nem
instrumentos da Raça e da Jovem (só mais tarde fui lembrar que elas tinham sido
punidas) e segundo: como elas fizeram falta. Logo eu pensando isso, que sempre
critiquei a postura, muitas vezes violenta, das organizadas. Elas inegavelmente
puxam o ritmo. Por isso deveriam se preocupar apenas em fazer esse trabalho tão
fenomenal e admirado: torcer.
Ontem,
sentindo falta novamente dessa liderança, os torcedores resolveram se juntar.
Foi o ponto alto do clássico, já que a partida foi muito ruim. As mesmas
músicas cantadas ao mesmo tempo. Há quanto tempo clamamos por esse momento? Mas
precisamos de mais. Precisamos que os novos torcedores entendam que não existe
selfie, flash e essência de eucalipto nos banheiros que substitua o
MEEENNNGGGOOOO que eu falei lá em cima. Nem o “Oh meu Mengão, eu gosto de você”
em uníssono.
Deixem
as fotos pra saída, os sanduíches para o intervalo e se entreguem ao dever
mágico de ser um soldado rubro-negro. Fechem seus olhos, façam silêncio e
deixem entrar em cada um de vocês o verdadeiro espírito do torcedor
rubro-negro. Logo depois abra os olhos e cantem. Cantem o mais alto que suas
gargantas e pulmões permitirem. Vocês sairão roucos, sem voz, exaustos. Mas com
o sorriso que só o rubro-negro sabe sorrir.
Felipe
Foureaux

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