quarta-feira, setembro 30, 2020
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Reage Mengão.

Buteco
do Flamengo – Irmãos rubro-negros,

antes
de iniciar a coluna propriamente dita, peço aos amigos que não discutam uns com
os outros.
Os
ânimos estão exaltados, com todos à procura das causas de mais esse fiasco e
achando que suas perspectivas são as corretas.
Na
verdade, todos temos um pouco de razão.
Na
minha modesta opinião, um conjunto de fatores contribuem, uns mais, outros
menos, para a situação calamitosa do futebol rubro-negro.
Que o
time é frouxo, covarde e uma porcaria, creio ser consenso na torcida. Time
covarde e Flamengo não combinam e não combinarão nunca. Está aí uma pista para
o fracasso.
Mas a
despeito de todos os defeitos do plantel, e são muitos, não é time para figurar
na décima-nona colocação do campeonato.
Para
ilustrar o que digo, basta fazer um simples cotejo com outros elencos.
Flamengo:
Paulo Victor; Pará, Wallace, Bressan (Samir), Armero (Pico); Cáceres, Jonas
(Márcio Araújo), Canteros e Everton; Cirino e Eduardo da Silva.
Atlético-PR:
Weverton; Eduardo, Gustavo, Kadu e Natanael; Otávio, Hernani e Nikão (JAdson);
Cleo (Giovanni), Douglas Coutinho (Ytalo) e Walter.
Ponte
Preta: Marcelo Lomba; Rodinei, Tiago Alves, Pablo e Gílson; Josimar, Fernando
Bob e Renato Cajá (Roni); Biro Biro, Felipe Azevedo (Cesinha) e Diego Oliveira
(Borges).
Chapecoense:
Danilo; Abuda, Rafael Lima, Vilson e Dener; Elicarlos, Bruno Silva, Gil
(Wanderson) e Wagner (Nenén); Ananias (Maranhão) e Edmílson.
Grêmio:
Tiago; Galhardo, Geromel, Rhodolfo e Marcelo Oliveira; Walace (Fellipe Bastos),
Maicon, Giuliano e Luan; Pedro Rocha (Vitinho) e Yuri Mamute (Lincoln).
Goiás:
Renan; Everton, Felipe Macedo (Fred), Alex Alves e Rafael Forster; Péricles,
Rodrigo, Patrick (Robert) e Felipe Menezes; Erik (Ruan) e Wesley.
Analisando
os elencos acima, o do Flamengo é inferior aos demais?
Pode
não ser uma maravilha, mas o plantel do Flamengo está, no mínimo, no mesmo
nível da grande maioria das equipes, excetuando-se evidentemente quatro ou
cinco clubes cujos elencos se destacam em meio à mediocridade geral.
Então
por que o Flamengo está na décima-nona posição? Por que o Flamengo, pelo
terceiro ano seguido, inicia o Campeonato Brasileiro realizando uma campanha
pífia, ridícula?
Falta
de dinheiro? Não creio. O nosso Vice-presidente de Futebol disse recentemente
que o Flamengo possui a oitava folha salarial do futebol brasileiro.
Ora,
pelo aspecto estritamente financeiro, o elenco do Flamengo não é para
décimo-nono lugar, mas para oitavo.
Além
disso, após dois anos e meio de gestão, escudar-se na falta de grana me parece
uma desculpa para justificar o injustificável: mais um péssimo início de
Brasileiro.
A
campanha patética do Flamengo, portanto, não é fruto da carência de recursos.
Dirão
alguns: essa campanha horrorosa é resultado do trabalho medíocre realizado pelo
Vanderlei Luxemburgo. Essa, tanto quanto a fragilidade do elenco, também é uma
verdade.
Mas eu
pergunto: por que todo técnico faz terra arrasada no futebol do Flamengo?

havia sido assim antes do Luxemburgo, com Ney Franco, Jayme de Almeida e
Jorginho. Todos esses treinadores deixaram não um time, mas um bando.
O
Cristóvão me abstenho de criticar, pois mal sentou no banco. Mas nem aquela
motivação inicial que todo novo técnico traz ele conseguiu gerar no grupo de
jogadores. Isso para não mencionar a insistência com o Alecsandro, que além de
não jogar nada, ainda está sendo negociado. Preocupante.
Mas o
fato é que são sete técnicos em dois anos e meio de gestão, uma média superior
a dois por ano.
E o
tal diretor técnico? Até agora foram três diretores diferentes, ou seja, mais
de um por ano.
Qual a
razão para que o Flamengo tenha de mudar o diretor técnico a cada ano?
Como é
feita a avaliação do trabalho desses profissionais?
Qual
perfil o clube procura naquele que irá comandar o departamento de futebol?
O
problema do diretor se assemelha ao do técnico. Por que nenhum diretor consegue
sentar na porcaria da cadeira e ficar mais de um ano nela?
A
falta de estrutura também concorre para esse quadro lamentável.
Estamos
em 2015 e o Flamengo ainda não tem um Centro de Treinamento à altura de sua
grandeza.
Isso
atrapalha muito o desenvolvimento não apenas do futebol profissional, mas
também da base, reduzindo as possibilidades do clube atrair jovens promissores
e de gerar atletas qualificados para a equipe profissional.
A
diretoria prometeu entregar o módulo do futebol profissional do Ninho do Urubu
pronto e acabado no segundo semestre deste ano.
A
promessa será cumprida?
Porque
essa sim é uma carência que necessita ser suprida com toda a pressa.
Outra
questão remete à capacidade da diretoria compreender as necessidades que o
Flamengo, e só ele, tem em relação ao comando do futebol.
Não me
interessa como é feito na Inglaterra, na Espanha, na Itália ou na Alemanha.
Estamos
no Brasil e estamos falando do Clube de Regatas do Flamengo.
Algumas
medidas implementadas lá fora podem servir aqui; outras não.
Esse
papo de que dirigente não se mete no trabalho do futebol não funciona no
Flamengo.
Os
dirigentes do Flamengo, em última análise, são os representantes da Nação
Rubro-Negra. Eles têm o dever institucional de agir de acordo com a
responsabilidade do cargo que exercem.
E isso
requer presença, cuidado e atenção constantes ao que ocorre no departamento de
futebol.
Brigar,
impor e exigir dos seus subordinados, sejam quem forem, atitudes compatíveis
com o que manda a genuína tradição flamenga, construída durante mais de cem
anos, é incumbência básica de todo aquele que se dispõe a gerir o Flamengo.
A
diretoria tem cumprido seu papel?
O
fato, meus amigos, é que o Flamengo conquistou um ponto em quinze disputados.
Sofreu
dez gols em cinco jogos, o que demonstra a necessidade premente de resolver o
problema do setor defensivo da equipe.
Pelo
terceiro ano seguido, o Flamengo inicia o Campeonato Brasileiro figurando nas
últimas colocações.
O
futebol do Flamengo padece de grave problema.
Como
resolvê-lo?
Com a
palavra a diretoria do Clube de Regatas do Flamengo.
Sábado
o Flamengo entrará em campo extremamente pressionado.
Mais
do que vaias, o momento é de apoio integral, do início ao fim do jogo.
A
torcida, sempre ela, precisa mais uma vez carregar o time no colo e ajudá-lo a
sair dessa situação em que ele se meteu.
A
reação tem de começar no Maracanã, no sábado.
Se os
jogadores, o técnico, o diretor e a diretoria eleita não fazem seu trabalho,
cabe à Nação Rubro-Negra fazer o dela, suprindo a incompetência dos demais.
Avante
Mengão! Na base da raça, do coração e da alma.
Aproveito
a oportunidade para parabenizar os nossos amigos e grandes rubro-negros,
Guilherme de Baère e Bruno Trinkenreich, pelo nascimento dos seus filhos. É a
Nação Rubro-Negra crescendo e se multiplicando. Saúde, paz e amor, amigos.
E um
abraço especial no coração do meu querido amigo e xará, Luiz Filho. Estamos
juntos, Luiz. Sempre.
Abraços
e Saudações Rubro-Negras a todos.
Uma
vez Flamengo, sempre Flamengo.
Luiz
Mengão Eduardo

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