quarta-feira, setembro 23, 2020
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Reavaliação de imóveis evita déficit da Ferj em 2016.

Foto: Úrsula Nery/Ferj

DE
PRIMA
: A Federação de Futebol do Rio (Ferj), segundo balanço aprovado na
sexta-feira, teve um superávit de R$ 8,4 milhões em 2016. A entidade, apesar de
ter obtido mais receitas do que no ano anterior, escapou do déficit no ano
passado graças a uma reavaliação de imóveis.

O
ganho com a “mensuração a valor justo” foi de R$ 19,4 milhões, impulsionando o
resultado financeiro da Ferj. Se não houvesse a reavaliação, o saldo do
exercício seria negativo – após despesas financeiras, tributos e o Profut – em
R$ 10,9 milhões.
É que
a contabilização das despesas da Ferj também acabou mostrando aumento
significativo no quesito “tributos e encargos sociais”. Coisa antiga, mas tem
explicação. Em janeiro de 2016, ficou definido um parcelamento em 84 meses de
uma dívida da Ferj pela ausência do recolhimento de Imposto Sobre Serviços
(ISS) em algumas operações feitas em 1995, 2006 e 2007. E isso entrou no
balanço da entidade, com uma conta que ficou em R$ 8,3 milhões em 2016.
Na
lista de irregularidades do passado estão, por exemplo, ausência da emissão de
nota fiscal para partidas disputadas no Maracanã, não recolhimento de ISS sobre
receitas relativas aos serviços de intermediação dos contratos firmados entre
clubes e emissora de TV e até ausência de comunicação de alteração de endereço.
As
despesas operacionais também não contribuíram para um resultado tão folgado
para a Ferj em 2016. A entidade registrou um aumento de quase R$ 5 milhões nos
gastos, saindo dos R$ 19,7 em 2015 para os R$ 24,4 milhões em 2016. A Ferj
tirou mais dinheiro do bolso para bancar despesas administrativas e com
pessoal.
Antes
da apuração de Profut, ISS e resultado financeiro, o saldo da Ferj até ficou
positivo em R$ 1,7 milhão.
RECEITA MAIOR
Mas
nem tudo é negativo na prestação de contas da administração Rubens Lopes, já
que a entidade conseguiu aumento na arrecadação. O salto foi de R$ 23,4
milhões, em 2015, para R$ 26 milhões, em 2016. Direitos televisivos e
comerciais impulsionaram as receitas (indo de R$ 5,4 milhões para R$ 8,78
milhões), apesar de o rendimento com patrocínios ter caído (de R$ 8,42 milhões
para R$ 7,75 milhões). A arrecadação com bilheteria e renda de jogos ficou
quase estável, com uma redução de R$ 700 mil um ano para o outro.
As
contas da Ferj foram aprovadas na sexta-feira, em assembleia geral que não
contou com a presença dos representantes de Flamengo e Fluminense.

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