sábado, setembro 26, 2020
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Recorde de público e da falta de paciência.

Linha
de Fundo – Depois de uma semana animada pela vitória contra o Goiás, o Flamengo
iniciou uma campanha para a torcida lotar o Maracanã. As mais de 61 mil pessoas
presentes fizeram uma bela festa, bateram o recorde de público do campeonato e
tiveram que aguentar um time apático no segundo tempo.
A
primeira etapa foi exatamente como a torcida precisava. A consistência tática
ditou o ritmo e a boa movimentação mostrou um Flamengo pronto para atacar. O
rubro-negro foi para cima desde o primeiro minuto e todos deram o máximo de si.
Foi bonito de ver quantas possibilidades nós tínhamos e como podíamos
trabalhá-las. Só faltava uma coisa e aos 39 minutos Alan Patrick tratou de
resolver. O jogador pegou uma bola de fora da área e deu um chute espetacular.
Um golaço para abrir o placar e dois minutos depois, antes que a torcida
pudesse parar de comemorar, Emerson Sheik recebeu um ótimo passe de Canteros e
mandou para dentro. O 2×0 no placar refletiu o bom início, mesmo que os gols
tenham saído tarde.
Novamente
fico sem palavras para explicar o que aconteceu em seguida. Depois de um grande
desempenho no primeiro tempo, o time voltou completamente perdido para os 45
minutos finais. Paulo Victor falhou aos 7 minutos, aos 28 Lucas Lima acertou um
golaço e o Flamengo seguia parecendo uma equipe completamente diferente. O
segundo gol serviu para uma coisa: iniciar o desespero rubro-negro. Chutões,
bolas sem destino, finalizações para qualquer lado, passes errados e marcação
distante. Nada parecia fazer sentido.
O
torcedor foi ao Maracanã e, como prometido, cantou durante 90 minutos para
incentivar o time. Cantamos para eles e esperávamos que eles jogassem para nós.
Não devemos culpar apenas o Cristóvão por não fazer alterações, devemos sim
olhar para o elenco como um todo. A época de Vanderlei Luxemburgo, que dividia
as falhas entre “minhas, nossas e deles” já passou. Precisamos de
raça daqueles que estão em campo e opções fora dele.
Um
time só pode ser um time se jogar junto. Se um não se organiza na marcação, por
exemplo, é impossível alguma coisa dar certo. Nós já tivemos provas suficientes
que as falhas individuais têm feito o time perder pontos no campeonato,
precisamos corrigir isso. O “fator casa” deveria ser o nosso
diferencial, não nosso maior problema.
O
Flamengo precisa pensar nessa semana como está e onde quer estar no final do
ano. Se a mudança não começar agora, qual será o momento certo? Que a torcida
possa finalmente ver o time que ela merece.
Mariana
Sá || @imastargirl

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