quarta-feira, setembro 23, 2020
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Refugiados celebram cargo de funcionários em lojas do Fla.

GLOBO
ESPORTE – Os refugiados recém-contratados pelas lojas oficiais do Flamengo
participaram de confraternização na tarde desta segunda-feira, Dia do Comércio.
A festa acontece anualmente no feriado entre funcionários da empresa, e contou
com a “apresentação oficial” dos novos integrantes, que foram
apadrinhados por Júlio César “Uri Geller” e Adílio, ídolos do clube.
Em clima de descontração, os 10 congoleses comeram churrasco, beberam cerveja,
dançaram ao som de funk e fizeram a festa com os rubro-negros presentes,
entoando cantos tradicionais da torcida.

Charly
Kongo, porta-voz do grupo, foi chamado ao palco para falar sobre as
expectativas em relação ao novo emprego.
– É
importante não confundir refugiados com fugitivos. Somos refugiados. Viemos do
nosso país (Congo) ao Brasil para melhorar nossa situação e ajudar nossos
familiares. O desemprego lá é muito grande, as coisas são bem mais difíceis.
Somos gente como todo mundo, pessoas normais. Temos desejos e ambições.
Esperamos dar nosso melhor agora e, futuramente, quem sabe possamos virar
gerentes (risos) – brincou.
Os
novos contratados foram ovacionados pelos funcionários da empresa. Em seguida,
Charly recebeu uma camisa de Adílio, lembrando ritual entre dirigente e
jogadores na apresentação de reforços à imprensa. Muito felizes, os congoleses
seguiram a festa no palco ao som de cantos da torcida rubro-negra. Alguns já
sabiam a letra, outros aprenderam na hora.
Marcelo
Plaisant, diretor da SM Plai, empresa que faz interlocução do clube com os
donos das lojas licenciadas, acredita que sua equipe assumiu um compromisso de
integrar os novos funcionários ao novo trabalho. O empresário afirmou que a
língua não deve ser uma barreira, já que todos falam bem português. Eles
passarão por processo de adaptação e, se o funcionário ainda não estiver com
condições de trabalhar atendendo o público, passará primeiro pelas áreas de
personalização de camisas e estoque.
Apesar
de feliz com a novidade, Marcelo se mostrou triste com algumas críticas que a
empresa vem sofrendo nos últimos dias em relação as contratações. Algumas
pessoas, atentando para o período de crise no Brasil, consideraram
“absurda” a oportunidade dada para os congoleses “em
detrimento” de brasileiros desempregados.

Infelizmente sofremos criticas preconceituosas por dar emprego a essas dez
pessoas. Queria dizer que a gente já emprega 450 rubro-negros e estamos
contratando mais 50 para as novas lojas que vão abrir. Além de mais 100 para o
Natal. Eles são uma realidade do Brasil, não fomos buscar os caras no Congo.
Eles são legais, têm carteira de trabalho. O cara fala três línguas, passou na
prova… Por que não posso dar emprego para ele? Não é nem 2% da empresa –
afirmou.

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