quarta-feira, setembro 23, 2020
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Rei da internet, pivô do Flamengo já planeja seu futuro.

SPORTV
– Três copos de açaí, uma máscara do Hulk e uma camisa extra dentro de um saco
plástico na mão direita, seis “figurantes” a tiracolo e um roteiro na
cabeça. Foi assim que Jerome Meyinsse chegou à Lagoa Rodrigo de Freitas em
pleno Dia das Crianças para gravar mais uma de suas megaproduções. Isso mesmo,
o pivô do Flamengo aproveitou seu único dia de folga na semana da partida
contra o Orlando Magic, sábado, às 18h, na Arena da Barra, pela NBA Global
Games, para atacar de ator e diretor. E dos bons, segundo ele. Inusitadas para
as inúmeras famílias presentes ao local, as cenas que se tornaram comuns pelas
ruas do Rio de Janeiro e podem ser conferidas quase que semanalmente através
das redes sociais do “Grandão”, apelido que ele ganhou por acaso, têm
chamado cada vez mais atenção e repercutido entre os torcedores rubro-negros.
Na
mesma proporção em que brilha em quadra pelo time de basquete do Flamengo, o
gigante de 2,06m produz um vídeo atrás do outro e vira literalmente uma criança
com seu celular nas mãos.  Sem mostrar
nenhum tipo de constrangimento ou vergonha durante as cenas, o jogador do
Flamengo aprova seu desempenho diante das câmeras e não descarta investir na
nova carreira quando pendurar a munhequeira.
– Por
que não? Estou gostando mesmo de produzir esses vídeos. Se a oportunidade
aparecer, não vejo nenhum problema. Não vou conseguir jogar basquete durante
toda minha vida e ainda não sei o que quero fazer depois. Então, posso fazer
sim, acho que seria um bom diretor (risos). Ator? Também. Cantor, dançarino, eu
faço tudo – disse, às gargalhadas, o pivô do Flamengo, que desmente uma suposta
fama de tímido na hora das entrevistas.
– Não
é que sou tímido, só que é difícil falar em outro idioma. Se fosse em inglês,
seria tranquilo. Mas em português é complicado. Eu olho para baixo quando dou
entrevista porque estou realmente me concentrando naquilo que vou falar. Acho
melhor do que ficar olhando fixo para as pessoas e falando devagar, pensando no
que dizer. Olhando para baixo eu me concentro e consigo falar mais rápido
(risos).
Se a
chegada à Lagoa Rodrigo de Freitas no feriado da última segunda-feira foi
discreta, a produção que durou cerca de uma hora causou um tremendo alvoroço
entre os muitos curiosos que paravam para ver a atuação do pivô do Flamengo
como ator e diretor.
Entre
um pedido de foto dos fãs e uma gargalhada coletiva a cada tomada, Meyinsse
orientava os amigos, indicava o melhor ângulo ao “cinegrafista” e
comandava a ação, que contou com o running back do time de futebol americano do
Flamengo, Yolandus “Ironman”.
Independentemente
do tema abordado pelo jogador americano, o açaí, fruta tipicamente brasileira e
sua grande paixão no país, é sempre o principal protagonista. Desta vez, não
foi diferente. Ao ver seu copo ser derrubado por chão por um dos amigos, o pivô
rasga a camisa, coloca a máscara do Hulk e se “transforma” no famoso
super herói do cinema. Como num passe de mágica, outro copo aparece em suas mãos
e Meyinsse de acalma. Mesmo sem pé nem cabeça, a cena atrai a atenção de todo
mundo e leva a plateia e os “atores” às gargalhadas.
Quem
pensa que essa rotina vem dos tempos de estudante nos Estados Unidos se engana.
Ele garante que tudo começou no Brasil, por acaso e na companhia do ala
Marquinhos. A brincadeira fez tanto sucesso que virou um vício e Jerome
Meyinsse não conseguiu mais parar.

Lembro que estava no carro com o Marquinhos e escutei aquela música Parakundê
(o nome correto é “Se eu largar o Freio”), e não sei por que tive uma
ideia de fazer um vídeo cantando junto com outras duas pessoas. Fiz e todo
mundo gostou. Depois gravei outro de funk, quando coloquei uma peruca, e também
bombou. A partir daí não parei mais. Às vezes a ideia aparece na hora, em
outras eu começo a planejar com antecedência. Mas tudo depende do vídeo, gosto
de fazer e já virou loucura (risos) – explicou Meyinsse.
Se a
habilidade com o celular não é a mesma que com a bola de basquete nas mãos, a
criatividade do pivô impressiona. Seja pelo improviso e cara de pau que executa
as cenas ou pelas edições caprichadas e divertidíssimas. Afinal, ele se
considera um amador e garante que faz tudo sozinho.
– Eu
não fiz nenhum tipo de aula ou curso, vi um amigo meu que trabalha como
jornalista editando um vídeo e aprendi. Faço sozinho em casa, usando meu
próprio computador. Sou eu mesmo que faço tudo. A ideia chega, gravo as cenas,
edito e está dando certo. Às vezes estou em casa assistindo televisão ou
fazendo qualquer coisa coisas, naturalmente as ideias aparecem e viram vídeo
(risos) – afirmou o jogador do Flamengo.
Sem
Nicolas Laprovittola, que trocou a Gávea pela Lituânia nessa temporada, Jerome
Meyinsse perdeu seu principal protagonista. Não só dentro de quadra, como fora
dela. Cobaia do americano nas primeiras produções, o armador argentino se
transformou numa espécie de Ricardo Darín do diretor rubro-negro. A procura do
substituto ideal, o pivô promete não livrar a cara nem do chefe.

Parece que vou ter que variar. Têm os mais jovens que querem participar, mas
ainda estou procurando o parceiro ideal para fazer os vídeos. Eu tenho uma
ideia até para o (José) Neto, mas é melhor esperar um pouco e perguntar se ele
quer participar (risos). Mas sei que ele também gosta dos vídeos que faço –
brincou.

Mas o
americano também sabe falar sério. Quando o assunto é basquete, ele muda
completamente de fisionomia e deixa as brincadeiras de lado. Apesar de lamentar
as saídas do amigo Nico Laprovittola, de Benite, Walter Herrmann e Cristiano
Felício, Meyinsse torce para que os novos contratados tenham o mesmo sucesso na
Gávea que os antigos companheiros tiveram.
Mesmo
com as muitas mudanças, o pivô americano aposta em outra temporada de sucesso
para o Flamengo. Sobre a partida contra o Orlando, Meyinsse se mostra otimista
e acredita que a experiência no ano passado pode facilitar as coisas para o
time rubro-negro.
– Nós
aprendemos muito no ano passado antes de sentir realmente o talento que eles
têm em quadra. São jogadores muito altos, físicos e atléticos. Assistir esses
caras pela televisão é uma coisa, mas pessoalmente totalmente diferente. Agora
nós já temos essa leitura e estamos treinando e trabalhando sabendo disso tudo.
Sem falar no apoio da nossa torcida. Acho que vamos fazer uma grande jogo.
Claro que vai mudar nossa maneira de jogar, mas isso faz parte do basquete.
Chegaram outros jogadores e temos que jogar de acordo com o talento e a
característica deles, mas ainda não dá para saber se o time será mais forte do
que na temporada passada. Vamos entrar firme para ganhar como sempre fizemos e
só ao longo da temporada poderemos ter essa resposta – analisou.

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