Relembre jogadores que mudaram o estilo de jogo para brilhar.

Por: Fla hoje

Júnior com a camisa do Flamengo – Foto: Divulgação

PERÓN
NA ARQUIBANCADA
: Não faz muito tempo fiz um texto falando das qualidades e da
importância do volante Renato, que brilha no Santos (aqui). Nos comentários
alguns leitores questionaram o fato de o jogador só ter suas qualidades
reconhecidas agora que é veterano. Não concordo no caso de Renato, sempre achei
um jogador importante nos times que ele atuou, mas também é importante dizer
que a maturidade faz alguns jogadores crescerem de produção.

Não
podemos esquecer que todo atleta passa for inúmeras fases em sua carreira. Chegando
ao profissional, ele tem todo vigor físico e corre muito, mas muito da energia
é gasta em lances que não trazem nada para a equipe. Com a maturidade, o
jogador começa a conhecer os “atalhos” do campo, se coloca melhor no gramado e
consegue ser mais efetivo para a equipe, sem precisar correr mais do que a
bola.
No
processo de amadurecimento há jogadores veteranos que acabam se destacando por
conseguirem ter um desempenho excelente, mesmo atuando de uma maneira
totalmente diferente daqueles que tinham no começo de carreira – e que os
consagraram. Cito alguns exemplos aqui no nosso futebol.
Zizinho – Grande craque do
futebol brasileiro nas décadas de 1940 e 50 (ele é o maior ídolo do Rei Pelé)
por muito tempo se destacou por seu talento jogando mais no ataque. Mas no
final de carreira, já aos 37 anos no São Paulo, sem a mesma velocidade para
driblar os zagueiros adversários, jogou um pouco mais recuado e se transformou
no grande armador do time do São Paulo que conquistou o título paulista de
1957.
Jairzinho
Suas arrancadas, dribles rápidos e os sete gols marcados por ele na Copa de
1970 renderam a ele o apelido de “Furacão da Copa”. Seis anos depois, já sem a mesma
velocidade que o consagrou na Copa do México, Jairzinho, jogando como armador
foi um dos grandes destaques do Cruzeiro que conquistou o título da Copa
Libertadores da América em 1976.
Júnior – Quando jovem, como
lateral-esquerdo, já se destacava é muito pela habilidade e pelo apoio ao
ataque, tanto jogando aberto pela lateral, ou entrando pelo meio das defesas
adversárias. Mas no final de carreira, atuando como meia se transformou em um
maestro. Com sua técnica refinada, errava poucos passes e foi o fundamental
para que o Flamengo conquistasse o título brasileiro de 1992.
Muller – Quando surgiu no São
Paulo, em meados da década de 1980, Muller era um jogador que usava muito a
velocidade, principalmente pelo lado direito do campo. Como o passar dos anos,
Muller foi aprimorando seu futebol. Jogando pelo lado esquerdo ele aprimorou um
drible curto e se transformou num dos maiores assistentes da história do
futebol brasileiro, até o final dos anos 1990.
Rincón – Quando despontou
para o futebol mundial, jogando pela Colômbia, Rincón atuava como um meia bem
ofensivo. Com sua força física, ajudava os atacantes e sempre procurava
penetrar nas defesas adversárias. Fazia essa função quando veio jogar no
Palmeiras em 1994. Mas o seu grande momento no futebol, foi quando já veterano,
no Corinthians, quando passou atuar como volante. Com a experiência adquirida,
ele sabia se colocar muito bem no campo, recuperava com facilidade muitas bolas
e como tinha habilidade no passe começava, com muita eficiência os ataques do
time.
Evair – O atacante sempre
teve muita facilidade para fazer gols e essa qualidade ele já mostrava no
início de sua carreira no Guarani. Mas nessa época, ele atuava mais parado no
centro do ataque para finalizar as jogadas. Mas com passar da carreira ele
começou a sair, com inteligência, da marcação dos zagueiros e começou a servir
aos seus companheiros com assistências perfeitas.
Paulo Baier
Depois de anos atuando como lateral, sem muito brilho com o nome de Paulo
César, o jogador explodiu, já quase trintão, jogando em todas as partes do
campo e também fazendo muitos gols. Teve grande fase no Cricúma, Goiás e no
Atlético-PR, e é um dos artilheiros do Campeonato Brasileiro disputado por
pontos corridos. A mudança fez o jogador prorrogar muito a sua carreira.
Zé Roberto – Ele
começou a carreira como lateral-esquerdo na Portuguesa. Transformado em meia
ele brilhou na Europa e aqui no Brasil. Já veterano voltou ao Brasil e voltou a
atuar na sua posição de origem – uma das que mais exigem do jogador no aspecto
físico – e foi eleito o melhor da posição no Campeonato Brasileiro de 2014,
jogando pelo Grêmio. No Palmeiras, também se firmou como titular absoluto na
posição e segue ganhando títulos. Hoje, aos 43 anos, ele pode não ter a mesma
velocidade, mas tem o tempo de bola e colocação corretos para fazer antecipações.
Quando vai ao ataque faz cruzamentos certeiros para os companheiros.
No
futebol, juventude e a renovação sempre serão importantes, mas experiência
acaba tornando os alguns jogadores bem melhores.

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