segunda-feira, setembro 21, 2020
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Renato Abreu comanda Pizzaria mas não tira o futebol da rotina.

Foto: Divulgação

ESPORTE
INTERATIVO:
“A vida de jogador não é para sempre. Ela tem uma durabilidade
de 15, 20 anos no máximo e você sabe que depois desse tempo você ainda está
novo. Eu sempre soube que quando fosse a hora de parar eu tinha que fazer
alguma coisa, porque não sou um Ronaldinho, um Neymar. Pensei em trabalhar com
algo relacionado ao futebol mas tinha que ter um plano B. E o brasileiro deixa
de comprar uma roupa, uma cadeira em casa mas não deixa de comer por isso
pensei logo na gastronomia.”

Nascido
e criado em São Paulo, Renato Abreu é apaixonado por pizza, também por isso
resolveu unir suas duas paixões, as massas e o futebol, já que a Elleven é
totalmente decorada com itens relacionados a bola redonda.
“Eu
sou exigente com pizza, sempre em São Paulo o meu primeiro plano é a pizza.
Quis fazer algo no meu estilo, estilo temático. Meu nome está relacionado ao
esporte, não tem como fugir disso. Então a gente aqui fez algo bem aconchegante
para os amantes de pizza e futebol. Aqui tem a parte das camisas, as ações
relacionadas ao futebol, passamos todos os jogos não só do futebol nacional
como internacional também.”
Além
de comandar administrativamente o local, o jogador também deu seus pitacos no
cardápio e decorou o espaço do seu gosto, com muitas camisas de futebol, é
claro. Uma delas é a camisa que vestiu na final contra o Botafogo na conquista
do Campeonato Carioca de 2007.
Mas
não pensem que tem apenas artigos do Flamengo no espaço. Uma das camisas que
Renato mais sente orgulho é uma que Romário usou no dia em que marcou 998 gols
na carreira vestindo as cores do Vasco.
Apesar
de estar curtindo esse momento na Elleven, Renato Abreu não pensa em abandonar
de vez o futebol, mesmo que não entre mais em campo, ele deseja seguir atuando
nessa área, sem escolher apenas uma função ele apenas tem a certeza de que não
quer ser treinador.
Técnico
é complicado, posição as vezes ingrata, porque a cobrança é sempre em cima do
treinador, e também é instável, hoje você está aqui, amanhã está ali e não tem
nada a longo prazo. Minhas filhas estão adaptadas ao Rio e eu não gostaria de
trocar o tempo todo de cidade. Meu foco maior é trabalhar com gestão,
gerenciamento de base ou profissional, talvez auxiliar de clube. Gostaria de
trabalhar com categoria de base, auxiliar na transição do atleta para o
profissional, porque essa fase é complicada e precisa ter alguém com
experiência de campo para ajudar a eles a terem sucesso dentro do clube a longo
prazo”.
Renato
Abreu conhece perfeitamente a importância de um trabalho específico para os
atletas que estão em início de carreira. Após se destacar com a camisa do
Guarani, ele se transferiu para o Corinthians com apenas 20 anos e apesar de
não ter sido protagonista com a camisa Alvinegra, o jogador ganhou bastante
bagagem para brilhar, um tempo depois, pelo Flamengo.
“No
início eu não queria ir para o Corinthians, na verdade eu não achava que era o
momento, eu estava focado no Guarani e não tinha ideia de sair. Mas acabei indo
para lá, o Vanderlei Luxemburgo pediu a minha contratação, então para mim foi
maravilhoso porque ele pedir a contratação de um jogador de 20 anos é
espetacular para o atleta”.
“Lá
tinha jogadores de Seleção e eu era um menino, estava chegando por um projeto,
para ser coadjuvante e para aprender. Na minha posição tinha jogadores como
Ricardinho, Vampeta, Rogério. Os quatro anos que estive lá eu aprendi muito,
mesmo não tendo o papel principal eu tive grande participação, agregava quando
era preciso, era um bom reserva. Talvez não tenha brilhado lá porque não era a
hora, mas o Corinthians foi um vestibular daquilo o que eu poderia ter no
Flamengo.”
No
time Rubro-Negro, Renato alcançou a idolatria, conquistou títulos importantes
como o Campeonato Carioca e a Copa do Brasil de 2006 em cima do rival Vasco.
Ele conquistou o torcedor com a sua canhota potente, seus gols de falta e a
entrega dentro de campo. Especialista quando o assunto é o Flamengo, o ex-meia
do clube falou sobre a possibilidade do título brasileiro este ano.
“No
início eu falava que o Flamengo estava montando um time forte, que ia brigar e
muita gente não acreditava, agora está ai com condições de ser campeão, com um
elenco forte e um trabalho bem consistente. Tem o Palmeiras também, mas vamos
ver. A briga é boa.”
Toda
essa ligação com o time da Gávea não vem de berço, ao contrário do que muita
gente pensa, Renato Abreu nasceu torcedor do Santos, e pôde realizar um sonho
ao vestir a camisa do Peixe antes de se afastar do futebol.
“Jogar
pelo Santos foi diferente, porque a minha família toda era santista, eu fui
sempre torcedor do Santos. As pessoas perguntavam ué mas você é Flamenguista,
mas eu nunca fui torcedor do Flamengo antes, porque eu sou de São Paulo e
naquela época não tinha tv a cabo, internet para poder passar as coisas, sempre
fui santista apaixonado. Sempre fui ao estádio junto com o meu pai, e sempre
tive esse sonho de infância. Era o sonho do meu pai também. Depois de tanto
tempo não esperava mais jogar lá, pra mim foi maravilhoso. Vestir aquela
camisa, está ali dentro vendo o torcedor torcendo por mim, pra mim foi
marcante, infelizmente foi por pouco tempo.
Além
de Guarani, Corinthians e Flamengo, Renato Abreu também vestiu as cores do
Joinville, União Barbarense, Al-Nasr e Al-Shabab. Aos 33 anos foi convocado
pelo técnico Mano Menezes, para vestir pela primeira vez a camisa da Seleção
Brasileira. Ele disputou o Super Clássico das Américas vencido pela Canarinho
em 2011.

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