quinta-feira, setembro 24, 2020
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Renato Maurício Prado: E a freguesia continua!

Renato
Maurício Prado – É sem sombra de dúvida a maior freguesia entre clubes grandes
nos últimos tempos. O Vasco venceu, mais uma vez, o Flamengo, de virada e
prosseguiu assim na sua fantástica reação, tentando fugir do terceiro
rebaixamento em oito anos. Ainda é difícil, mas a cada rodada fica um pouquinho
menos complicado. Os cruz-maltinos estão agora a apenas cinco pontos do
primeiro clube fora da zona da degola. E tendo enfileirado nada menos do que
quatro vitórias e um empate nos últimos cinco jogos, quem pode dizer que não
conseguirão aquilo que até bem pouco tempo parecia só ser possível através de
um milagre?
Os
rubro-negros, por sua vez, viram o G-4 afastar-se um pouco mais. Após os seis
triunfos consecutivos, sob o comando de Oswaldo de Oliveira, sofreram hoje a
terceira derrota seguida. Saíram na frente, no placar (1 a 0, gol de Emerson)
mas não conseguiram manter o resultado no segundo tempo, permitindo a virada em
duas penalidades. A primeira, fora da área, foi cobrada por Rodrigo e Paulo
Victor não conseguiu espalmar a bola, embora tivesse chegado a tocar nela. Na
segunda, pênalti que Nenê bateu com perfeição, no canto.
As
duas marcações do sempre polêmico árbitro Vuaden podem ser contestadas. Na
primeira, a impressão que fica, ainda mais quando se vê o lance no replay, é
que Andrezinho atirou-se ao chão, quando Emerson chegou para o combate. Na
penalidade máxima, evidentemente Jorge não tinha a intenção de colocar a mão na
bola, mas dentro da nova (e ridícula) orientação da comissão de arbitragem,
como estava com os braços levantados, o juiz apitou e colocou a bola na marca
da cal. Detalhe: foi Jorge mesmo quem cabeceou a bola na própria mão. Só um
débil mental faria isso de propósito…
Seja
como for, é justo dizer que o Vasco foi bem melhor no segundo tempo e soube
neutralizar os ataques rubro-negros, após virar o placar. Afobado, o Flamengo
limitou-se a alçar bolas altas sobre a área, todas sem o menor efeito prático.
Fazer com que as jogadas cheguem ao seu artilheiro Paolo Guerrero parece ser o
maior desafio de Oswaldo de Oliveira, daqui pra frente. O peruano não recebeu
nem sequer um passe decente dentro da área, a não ser o cruzamento bem feito
por Jorge, que ele, de cabeça, tocou para o Sheik marcar.
Não
adianta nada ter um centroavante da sua categoria e não municiá-lo
decentemente. O estabanado Leandrão, do Vasco, recebeu muito mais bolas
perigosas dentro da área. Perdeu todas, é verdade. Exatamente porque se trata de
Leandrão e não de Guerrero. Mas o Vasco foi muito mais efetivo na tarefa de
servir o seu goleador.

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