terça-feira, setembro 22, 2020
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Replay sobre o CT.

Buteco
do Flamengo – Relendo a alguns textos, decidi por republicar um post antigo
aqui do Buteco. É de Junho de 2013, sobre a finalização e construção do CT.
Impressiona bastante sua atualidade, a “sutileza da coincidência”, da
similaridade de situações do presente, abordadas em alguns aspectos abordados
na coluna. Critiquem, divirtam-se. Espero que a leitura seja útil.
*********************

Enxergo
quatro maneiras objetivas de se operacionalizar o termino da construção do CT,
de profissionais e o de base: Vender alguns atletas e propriedades do uniforme,
especialmente as “mangas do futebol profissional”; Ceder por período o nome do
CT; Incluir verba da negociação de estádio, próprio ou negociação com o
consórcio vencedor da licitação do Maracanã, como luvas de contrato; utilizar
de forma ão ostensiva a torcida para contribuir. Faltam aproximadamente R$
26.000.000,00 para que se termine completamente o complexo de treinamento do
futebol que o Flamengo pretende montar, R$ 8.000.000,00 no módulo destinado aos
atletas profissionais e R$ 18.000.000,00 para o módulo de categorias de base.
Com a finalização o CT estaria em um patamar que o clube merece. A verba é
considerável e só aumenta com o “abandono” da obra, quanto mais se demora, mais
se deteriora, considerando a exposição dos materiais e construções, majorando
os custos.

Atualmente
o Flamengo tem alguns jogadores “encostados”, reservas “não
imediatos”, juniores que estouraram a idade e não tem espaço no time de
principal, atletas que retornaram de empréstimo. Vender é difícil e não é bom
ficar pagando salários atoa, por isso defendo a ideia da formação de um
Flamengo B, que possa viajar pelo Brasil e outros países, mantendo os jogadores
em atividade, com ritmo de jogo para possível aproveitamento, caso se
necessite. Uma espécie de time de aspirantes, como se chamava antigamente, pode
dar ritmo de jogo aos atletas sem atividade competitiva a aos que retornam de
contusões, “vitrine para negócios menores” ou até “esconder” jogadores
antes da assinatura de contratos (caso Matheus), treinando.
Uma
opção de rentabilidade para a marca Flamengo e mais trabalho para o Marketing,
porém exige “custos” que em minha ótica são investimento. Futuramente
ocasionaria uma quantias revertidas diretamente para o CT. Seria ótimo se
integrar em turnês os “aspirantes” e o Masters do clube. Um
espetáculo garantido, uma fonte de receita nova, reaproximando velhos ídolos da
Nação, do próprio clube, são patrimônio.

Solução
concreta pode vir a ser a cessão do direito de nome do CT para uma empresa.
Vender esta propriedade não é fácil,  os
números que precisamos atingir são altos. O Bahia saiu para o mercado para
tentar vender o nome da “Cidade tricolor” e o Corinthians está negociando o
Nome do CT por cinco anos a uma empresa pela quantia de R$ 20.000.000,00 (essa
notícia não se confirma, mesmo na fonte citada, mas é algo a se pensar). Porque
o Flamengo não pede R$ 30.000.000,00 “a alguém” por 10 anos e termina
de construir? Essa é uma propriedade que não foi cedida a Adidas e pode sim ser
uma opção para a implantação de um centro de excelência (pesquisa) da empresa
alemã no Brasil, como ocorre com o Bayern de Munique (neste caso a Adidas tem
8,1% das ações do clube).
Trata-se
de um bom negócio, o clube treina muito mais no CT, do que joga suas partidas.
Em um mês que se joga 8 partidas se treina 10, 15 dias com jornal, revista,
blogs e afins cobrindo ao dia do elenco. O Manchester United tem o direito de
nome do CT cedido a uma empresa pelos próximos 8 anos pela quantia de R$
457.000.000,00 ou aproximadamente R$ 47.125.000,00 por ano. Incrível! O Time
inglês tem também um patrocinador exclusivo para o uniforme de treinamento.
Isso mesmo! Como um patrocinador “máster” para o uniforme de treino por R$
9.500.000,00 por ano em 4 anos.

A
terceira opção é se incluir as obras do centro de treinamento numa negociação
pelo estádio ou pela casa em que o Flamengo vai mandar os jogos no futuro. O
Fluminense ao que parece tem negociado este “tipo de luva”
(investimento) com a concessionária que venceu a licitação do Novo Maracanã por
problemas com as CNDs. Nós faríamos o mesmo pelo sentido oposto, visto que o
clube obtém as certidões negativas de débito e também negocia com o consórcio.
O centro de treinamento seria um lugar aplicável da verba das luvas deste
contrato ou qualquer outro contrato para a construção de um estádio próprio
para o clube, caso venha ocorrer. Digamos que o CT sairia do “pré-sal” do
Flamengo, o estádio, a casa das partidas de competição, grande fonte de
receita. Uma renda garantida para a formação de equipes vitoriosas no curto
prazo, curtíssimo, já que o elenco profissional atualmente utiliza o CT, mesmo
que inacabado.

A
última ideia é a integração e o “clamor” à nação, para que o torcedor venha a
contribuir para a construção do CT e ajude ao clube concretamente. Existiram
outras campanhas como a das pulseirinhas ou a dos tijolinhos, a intenção é
maximizar o que já foi executado, num combo. Venderia-se cotas de Sócio Torcedor com preços diferenciados e o fim objetivo. O pacote de ST (com os
benefícios do programa atual e sua rede) sairia comercializado por R$ 300,00 em
plano anual, parceláveis por 12 meses (R$ 25,00/mês). Poderia se obter a cota
por boleto bancário, sem desconto já que se trataria de um fim específico.
Neste pacote estariam inclusos sorteios de visitas ao CT e a treinos do time,
um tijolinho (ou placa) no final dos 12 meses com o nome do ST, no “muro dos
STs”, que teriam gravado seu nome na História do clube, sua contribuição eterna
ao crescimento do Flamengo. Esta opção certamente englobaria uma grande
quantidade de torcedores, principalmente os de fora do RJ.

Uma
opção inovadora, que “comprovaria o engajamento” dos rubro-negros com o seu
patrimônio, seria a criação de um “muro dos tijolinhos” na Gávea, para os
sócios, com verba diretamente revertida para o centro de treinamento, o Ninho
do Urubu. Os tijolinhos ou placas para sócio Gávea custariam R$ 500,00
parceláveis em 10x, sem passar pelo caixa do Fla-Gávea, destinadas à construção
do CT do futebol. Os sócios poderão comprar as placas para homenagear seus
dependentes, familiares, amigos, animais de estimação, empresas (até entes
parentes falecidos). Considerando a adesão de 25.000 ST/CT (R$ 7,5 MI) + 3.000
tijolinhos Gávea, o clube ficaria com R$ 9 MI por ano.
Afirmo
que no final de 2014 o CT pode estar terminado, com algumas destas ações
combinadas e outras ações complementares. Terminada a construção do CT, a sobra
do dinheiro destes programas seriam revertidos imediatamente para o futebol no
caso do ST e para o Fla-Gávea no caso dos tijolinhos da sede social (os tijolinhos
totais: 6000 unidades, no máximo). As ideias citadas acima são apenas algumas
que visam a construção da “padaria” para que a fornada de craques seja
constante e de qualidade.
FLAMENGO
HIC ET UBIQUE!
Luiz
Filho

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