sábado, setembro 19, 2020
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Roteiro repetido?

Foto: Reprodução

BUTECO
DO FLAMENGO
: Irmãos rubro-negros,

quarta-feira
foi mais uma derrota para a conta.
Fomos
eliminados de forma melancólica, numa partida em que a torcida do Flamengo, como
bem disse o Flavio ontem, foi um espetáculo à parte.
E para
finalizar a noite, o nobre Márcio Araújo solta a seguinte pérola após o jogo:
“a gente estava reclamando do cansaço, agora teremos uma competição a
menos para aproveitar para descansar”.
Amigos,
o Márcio Araújo apenas está reproduzindo o discurso que o Muricy Ramalho tem
adotado desde o início do ano.
Existe
evidente ruptura entre o discurso da diretoria e o da comissão técnica e elenco
quanto às viagens que o clube tem feito semana sim, outra também.
Isso é
grave e já deveria ter sido resolvido desde os primeiros ruídos.
O fato
é que nós estamos quase em abril e o Flamengo ainda não decidiu onde jogará em
2016.
Reconheço
o esforço da diretoria em qualificar o elenco e melhorar a estrutura do clube.
Todavia,
a omissão quanto ao estádio em 2016 é algo bastante reprovável, digno de
acerbas críticas, pois todos estamos cientes da situação há pelos menos cinco
ou seis anos.
Me
recordo do presidente Eduardo Bandeira de Mello, em entrevista em agosto do ano
passado, repito, agosto do ano passado, dizendo que havia negociações avançadas
sobre o estádio para 2016.
Quando
perguntado sobre a Ilha do Governador, Brasília ou Ítalo Del Cima, as
respostas, embora evasivas, como lhe é peculiar, sempre eram otimistas.
Pois
então, onde foram parar “essas negociações avançadas”?
Por
que a diretoria do Flamengo, que tem se mostrado muito firme na questão da
transparência dos balanços do clube, não age da mesma forma em relação a outras
questões relevantes?
Por
que tudo que gira em torno do futebol do clube é tratado hermeticamente,
mediante meias palavras, na base do “nem sim, nem não, vamos ver”?
O
torcedor por um acaso não tem o direito de saber o porquê das negociações
voltadas para a Arena da Ilha não darem certo? Será que não havia negociação
alguma e as únicas opções sempre foram Juiz de Fora, Volta Redonda e Brasília?
Nada
contra, muito pelo contrário, a torcida na quarta-feira foi espetacular, apenas
gostaria de entender essa necessidade de despistar a torcida rubro-negra o
tempo inteiro sobre os assuntos do clube.
Agora,
quanto tempo é necessário para resolver a questão do estadio? São vários e
vários meses de indefinição, o que é muito ruim para todos, menos para os
nossos adversários.
O
Campeonato Brasileiro começará em trinta dias e o Flamengo não sabe onde vai
jogar.
Se me
coubesse decidir, eu optaria por Juiz de Fora. Cidade de médio porte, próxima
ao Rio de Janeiro, e que tem em seu entorno uma miríade de municípios como Três
Rios, Barbacena, Leopoldina, Muriaé, São João Del Rei e Petrópolis, dentre
muitos outros, com maioria absoluta de rubro-negros.
Mas a
indefinição perdura e a desculpa já está pronta em caso de fiasco.
Estamos
em fins de março e o Flamengo já mergulha em sua primeira crise.
Foi
assim em 2014 e 2015. Nesses dois anos, o time começou pessimamente o
Campeonato Brasileiro, somando poucos pontos, tendo de se recuperar para se
distanciar da zona de rebaixamento e ficando bem longe das primeiras posições.
Será
que esse roteiro medíocre se repetirá em 2016?
Torço
muito para que isso não aconteça.
Porque
o final do filme nós sabemos muito bem: a demissão do técnico.
Daí
iremos para o nono ou décimo treinador da gestão.
E fica
a pergunta: o erro está aonde?
A
diretoria não tem conseguido lidar adequadamente com o futebol do clube.
Não
consegue inspirar os profissionais a terem uma postura desejosa de glórias, de
títulos, de conquistas.
O time
continua com queixo de vidro desde 2014. Joga sem vibração, sem élan, como um
burocrata numa repartição pública.
Jogadores
frouxos, desinteressados e indiferentes.
Isso
vai continuar até quando?
O
Flamengo exige muito mais que isso, a torcida do Flamengo quer muito mais que
isso.
Onde
estão o Rodrigo Caetano e o Flávio Godinho?
O
Vice-presidente de Futebol tem ao menos acompanhado os jogos do time? Ou está
sem tempo para o cargo?
Em
nome de um suposto profissionalismo, acaba que na atual gestão tudo sempre
deságua no técnico.
O
momento de ajustar e resolver os problemas é agora. Não adianta deixar as
coisas caminharem sem rumo para depois chorar pelo leite derramado.
A
expectativa para 2016, com ou sem estádio, é muito grande.
É
aconselhável fazer de tudo para atendê-la.
Não há
mais espaço para desculpas. Todas elas foram dadas nos últimos três anos.
O
momento é de realizar, fora e dentro de campo.
A
torcida do Flamengo sempre cumpre exemplarmente o seu papel; está na hora do
time também fazer o seu.
Aproveito
para desejar a todos e às suas famílias uma Feliz Páscoa.
Abraços
e Saudações Rubro-Negras a todos.
Uma
vez Flamengo, sempre Flamengo.
Luiz
Mengão Eduardo

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