Rubro-Negro desde criança, fã de NBA… Conheça Vinicius Júnior.

Foto: Arquivo pessoal

GLOBO
ESPORTE
:  Esqueça Barcelona, Real Madri e
a multa de 30 milhões de euros por traz do nome de Vinicius Junior. O garoto do
Flamengo e da seleção sub-17 é apenas isso: um garoto que não completou nem 17
anos. A cada golaço abre sorrisão com aparelho nos dentes que o faz brilhar
mais ainda.

Nesta
noite, contra o Chile, às 22h15, em Rancagua, no estádio El Teniente, ele quer
fazer mais para o Brasil a levantar o 12º troféu do Sul-Americano da categoria.
O jogo decisivo terá transmissão do SporTV. Com empate, o Brasil pode ser
campeão se o Paraguai não fizer goleada de sete gols de diferença sobre a
Colômbia.
Até
seis meses atrás, antes do staff do atleta recomendar que ele mudasse de
hábito, Vinicius ia com o pai e com os amigos para a arquibancada torcer para o
seu Flamengo, time do coração e com quem assinou o primeiro contrato
profissional, até 2019, há seis meses.
Nascido
no bairro de Mutuá, em São Gonçalo, Vinicius já se mudou duas vezes desde que
começou a treinar no Fla. Morou na Piedade com o tio e agora vive com a família
– tem um irmão e uma irmã – perto do centro de treinamento do clube, em Vargem
Grande. Vida de jovem estrela que muda a cada dia. Mas devagar. Ele volta do
Sul-Americano para jogar nos juniores do Flamengo.
Entre
uma entrevista e outra no Chile, Vinicius teve bate-bola com o
GloboEsporte.com, no hotel. O garoto esqueceu um pouco a badalação, sorriu
muito e falou mais à vontade.
GloboEsporte.com: Tirei foto sua no Brasil
x Colômbia, no jogo para ajudar as vítimas da Chapecoense. As pessoas já o
reconhecem na rua?
Vinicius
Junior: Naquele jogo o pessoal me reconheceu bastante. Eu estava com o Rafael
Santos, que é zagueiro dos juniores do Flamengo, um outro amigo, meu pai e meu
tio. Eles estavam comigo aqui no Chile também, mas já foram embora.
Você tem sido muito procurado para dar
entrevista. Você gosta?
Ah,
mais ou menos, mas estou mais tranquilo agora. O pessoal do Flamengo, da
Traffic (representantes do jogador), da CBF, me ajuda. Comecei a dar entrevista
com uns 15 anos, eu acho. Depois da Copinha que aumentaram bastante (os pedidos
de entrevista). Antes, eram bem poucos. Os jogos não eram televisionados, então
era muito menos.
E como foi seu início? Você é de São
Gonçalo né?
Foi
numa escolinha do Flamengo, aos cinco anos. Lá no Mutuá. Aí, o professor tem
contato com o Flamengo. Com 10 anos ele me levou direto para o campo. Era um
campo de society lá na escolinha, mas depois fui para o salão no Canto do Rio,
de Niterói, onde fiquei até os 10 anos.
E jogava na rua também?
Jogava.
Bastante.
Como era o campo?
Era
areia mesmo. Na rua, descalço (risos).
Muita gente fala que a habilidade se
desenvolve nesses campinhos. Você também acha?
Acho
sim. Ajuda muito. Na quadra também aprendi bastante dribles curtos. Aí depois
para botar no campo, com grama boa, é bem mais fácil.
Qual seu drible preferido?
A
lambreta e elástico.
E o balão? Você deu três num jogo aqui.
Balão
é mais fácil. Mas sai mais no improviso mesmo.
Quem te inspira a fazer essa lambreta?
Você deu uma em São Januário contra o Vasco.
O
Falcão. Mas aquela lambreta de costas que ele dá nunca fiz em jogo, não. Tem
que treinar mais (risos).
Como é a vida de um garoto que treina,
viaja, joga no fim de semana? Como era a vida antes?
Eu
gostava de soltar pipa, jogar bolinha de gude. Brincar de pinque-esconde. Agora
não dá mais. Mas a gente improvisa, chama os amigos para casa, fica jogando
videogame, que é quase a mesma coisa também.
Joga o que no videogame?
Futebol
e NBA. Gosto bastante de NBA.
Qual teu time na NBA?
É o
time do Lebron. Onde ele está eu estou (risos).
E no futebol?
No
futebol é Flamengo. Mas como no Fifa não tem o Flamengo jogo com o Barcelona
por causa do Neymar.
E aquela mensagem que o Neymar te mandou?
Você já o conhece pessoalmente?
Um
amigo dele, que é meu amigo, pediu para o Neymar. Ele (Neymar) já me conhecia,
tinha assistido alguns jogos e me mandou mensagem depois do jogo. Fiquei muito
feliz com a mensagem dele. Mas ainda não o conheci, não. Vou tentar conhecer no
jogo do Brasil em São Paulo, vou lá tentar conhecê-lo. Nas olimpíadas não
consegui. Assisti todos os jogos, mas não consegui encontrá-lo.
Vi umas fotos suas em Las Vegas. Viajou de
férias?
Foi de
férias, mas fui com a Traffic fazer trabalho na Exos, que trabalha com o
Flamengo. Fizeram trabalho de avaliação, de fortalecimento.
Você falou que ainda precisa se
desenvolver mais até chegar ao profissional. O que acha que precisa?
Acho
que é mais um trabalho psicológico mesmo. No profissional a gente cansa mais.
No profissional, fiz um jogo-treino quando voltei da Copinha, mas cansei
bastante. Acho que foi psicológico mesmo.
Como foi treinar no profissional?
Conversou com os jogadores?
Treinei
três dias. Conversei mais com o Rodinei. Mas eu tenho mais contato com o Vizeu,
Paquetá, os garotos que vieram da base.
Eu vi no seu Instagram, você disse que é
mais bonito que o Rodinei…
Lógico
(risos).
Você se inspira também em NBA, falou do
Lebron, cita frases do Michael Jordan. Qual mensagem dele que te marca, que te
inspira no dia a dia para seu futebol?
Li um
livro dele. A frase que eu gosto é “o medo é uma ilusão”, que ele fala. Isso
que guardo na mente.
Fora videogame, o que dá para fazer no
tempo livre? Gosta de ver filme?
Vejo
Netflix. Estou esperando agora a quinta temporada do “Prison Break”.
Você é rubro-negro de criancinha. Ia muito
a jogos?
Fui a
primeira vez com seis anos, num Flamengo x São Paulo. Entrei em campo com os
jogadores, isso foi em 2006. Tinha seis anos só.
A família toda é rubro-negra. Você contou
que seu irmão é jogador também né.
Isso,
José das Neves. Ele é goleiro, está na escolinha do Flamengo, lá em São
Gonçalo. Ele é bom. Só que agora mudei para o Rio e meu pai está vendo ainda
onde ele vai treinar. Mas o Noval (Carlos Noval, diretor da base) já me disse
que daqui a um ano mais ou menos ele vai para o Flamengo fazer um teste.
Por que ele virou goleiro?
Sei
lá. Ele gosta de futebol e quer brincar um pouco (risos). Mas tem altura. Vai
ser bom também.
Neste domingo o estádio vai estar lotado.
Você já foi campeão invicto do Sul-Americano sub-15 e já conhecido dos
adversários. Eles te provocam?
Até
que não provocam muito, não. Se eles falam alguma coisa, finjo que nem escuto.
Alguma coisa que eles falaram você lembra?
Não,
eles são mais de bater mesmo. Falar, não falam muito não (risos).
Nesse jogo contra a Colômbia eu ouvi da
arquibancada uma porção de “mal parido”. Ouviu nada disso?
Não.
Só escutei alguém falando para eu parar de me jogar toda hora. O número 4, que
levou cartão amarelo, disse isso para mim. Mas não me joguei não. Ele chegou
para machucar (risos).

Por: FlaHoje

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