sábado, setembro 26, 2020
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Sabedor do que é a ‘vida de técnico’, evita projetar 2016.

GLOBO
ESPORTE – Embora o Flamengo tenha perdido quatro de seus últimos jogos pelo
Campeonato Brasileiro, Oswaldo de Oliveira ainda não sofre pressão no Flamengo.
Tem 21 pontos em 33 disputados na competição, o que lhe dá aproveitamento de
63,6%, superior ao do Grêmio (61,1%), terceiro colocado. Mas o técnico evita
projetar 2016. Em entrevista concedida na sexta-feira, colocou na condicional
sua permanência no clube por diversas vezes. Seja ao abordar a Copa
Sul-Minas-Rio ou para tratar do próximo carioca. “Se eu continuar” e
“tomara que ainda esteja aqui” foram algumas das expressões
utilizadas.
A
instabilidade sentida por Oswaldo no comando da equipe, segundo o próprio,
deve-se ao fato de ter conhecimento de como é a “vida de técnico” no
Brasil. É contra essa rotineira descontinuidade a qual estão entregues os
treinadores brasileiros que o comandante rubro-negro vem opondo-se a cada
entrevista que dá. Depois da derrota para o Figueirense, na última
quarta-feira, tratou de listar alguns de seus trabalhos de sucesso. Em sua
apresentação ao Rubro-Negro, em agosto, inclusive, mostrou-se triste com a demissão
de Cristóvão Borges, seu antecessor.
– Se
for levar por tempo – e estou aqui não tem nem três meses -, trabalhei dois
anos no Botafogo, ganhei um Carioca e uma classificação para a Libertadores.
Trabalhei um ano no Corinthians, ganhei Paulista, Brasileiro e Mundial.
Trabalhei cinco no Japão, ganhei nove títulos e um tricampeonato. Quando se tem
continuidade para trabalhar, isso reflete nos títulos e no aproveitamento da
equipe.
Instável
e irregular, aliás, é o Flamengo no Campeonato Brasileiro 2015. São 14 vitórias
e mesmo número de derrotas. O Rubro-Negro é a equipe que menos empatou (duas
vezes). O treinador revela preocupação com o quadro e admite que, em
determinadas situações, uma igualdade ficaria de bom tamanho, mas o estilo
“tudo ou nada” do time será mantido nesta reta final.
– É
como eu já venho dizendo: até mesmo as principais equipes sofrem com
desequilíbrio, as que têm técnico há pouco tempo acabam sentindo mais essa
questão. O Flamengo realmente empata pouco. Foram só dois e comigo, um, o da
Copa do Brasil, contra o Vasco. Preocupa, porque eu preferiria trocar algumas
derrotas por empates, mas hoje se fala muito em “jogar por uma bola”.
O Joinville aqui no Rio contra nós foi um exemplo disso. Essas equipes que
lutam contra o rebaixamento às vezes são um pouco mais conservadoras. Quem tem
sonhos maiores acaba jogando no campo do adversário, criando mais
oportunidades. Esse é o caso do Flamengo, que venceu muito, seis partidas
consecutivas, e depois acabou perdendo outros jogos. Mas jogando assim é que
alcançamos a condição de brigar por Libertadores. Não vamos mudar nada, vamos
partir para cima dos adversários, porque nos interessa mais a vitória do que o
empate. Dependendo da situação do jogo, de você estar com menos um no final de
uma partida, até vale o empate. Mas não foi o nosso caso, e a minha intenção é
a vitória. Vamos buscá-la sempre, porque é isso que nos faz brigar pelo G-4.

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