sábado, setembro 19, 2020
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Saiba mais sobre Zé Ricardo, novo xodó da torcida do Flamengo.

Foto: GAZETA PRESS

ESPN: Fluminense
7 x 0 Flamengo. O jogo valia pela categoria sub-20 do Campeonato Carioca, mas o
resultado avassalador causou estragos na Gávea. Foi depois da goleada que Zé
Ricardo recebeu convite para trocar o sub-15 rubro-negro pelos garotos mais
velhos. Sua missão era dar vida à terra arrasada e ele não fracassou. No ano
seguinte, o treinador arrumou a casa e levou o sub-20 ao primeiro título
estadual do clube em oito anos.

A
partir do feito, Zé Ricardo possivelmente começou a atrair de verdade a atenção
do departamento profissional do Fla. No início de 2016, ele venceu invicto o
maior troféu das categorias de base – a Copa São Paulo de juniores -,
recuperando-se de um revés de 2 a 0 para o Corinthians ao final do primeiro
tempo da decisão no Pacaembu lotado, 2 x 2. A conquista veio nos pênaltis.
E
agora o homem egresso do futsal ganha uma chance como técnico interino da
equipe principal do Flamengo. Zé Ricardo é originalmente um esportista das
quadras. Em entrevista de fevereiro deste ano ao site Futebol Latino, ele falou
sobre a paixão pelo futebol de salão.
“Olha,
sou completamente fã e apaixonado pelo futsal, esporte que pratiquei por muito
tempo e tenho toda a minha origem como treinador, trazendo princípios e
comportamentos que utilizo até hoje. Afinal, foram 22 anos nas quadras. Sempre
que posso, vejo e vou a jogos, acompanho de perto novas variações de jogo e
novos atletas para possíveis migrações pros gramados. Mas atualmente me
encontro bem satisfeito no campo e pretendo dar seguimento a minha carreira por
aqui.”
No
futsal e no campo, Zé Ricardo tem prazer em formar jovens talentos. “Gosto
de ensinar e ver o resultado de todo esse trabalho. É fascinante ver meninos
chegando com 11, 12 anos e vê-los posteriormente jogando em níveis altos nos
juniores e no profissional”, afirmou na mesma entrevista.
Não
foi fácil, portanto, recusar um convite da CBF para assumir a seleção
brasileira sub-15, no ano passado. “Foi, sem dúvida, o momento mais
difícil na minha carreira. Havia acabado de receber a promoção no clube,
dirigir o Sub-20 do Flamengo é, além de um prazer, uma grande honra. E senti,
pelo meu coração, que deveria seguir no Flamengo. Senti-me lisonjeado em poder
estar numa lista de possíveis candidatos com tanta gente boa. Um sonho que
ainda espero realizar, mas que naquele momento não foi possível.”
A
decisão foi recompensada. Ou pode ser recompensada. Zé Ricardo chega ao
profissional rubro-negro para apagar um fogo que o interino de longa data Jayme
de Almeida não teve muito tempo para controlar e sob a sombra de Abel Braga e
outros nomes cogitado pela diretoria.
Muricy
Ramalho se afastou em 17 de maio de um time bombardeado por críticas para
cuidar de problemas de saúde. Jayme não reagiu diante do Fortaleza na Copa do
Brasil e acabou eliminado. Venceu na estreia do Brasileiro contra o Sport,
perdeu para o Grêmio e nessa quarta-feira foi derrotado pela Chapecoense em
casa. Um dia depois, a diretoria flamenguista anunciou a saída definitiva de
Muricy e a troca de Jayme por Zé Ricardo.
Novamente
ao Futebol Latino, Zé Ricardo já havia confessado ter trocado informações com
Muricy desde a chegada do vitorioso técnico à Gávea, no começo de 2016.
“Realmente a ideia é alinharmos uma filosofia de jogo e de treino que
entendemos ser a melhor para o Flamengo e não apenas pra o treinador A ou B.
Dessa forma, todas as transições de categorias estariam facilitadas”,
disse, então.
Ditando
as regras, o promissor treinador deve adotar uma linha diferente do antecessor.
Zé Ricardo é descrito como uma pessoa ponderada, que prefere conversas a
broncas, controla os ânimos nos sucessos e anima os espíritos nos fracassos.
“Equilíbrio sempre!” é seu lema. Na base, o 4-1-4-1 era o esquema
preferido.
Uma
animadora carta de apresentação tem em mãos o novo comandante rubro-negro. Seu
sucesso na empreitada, contudo, o próprio já disse do que depende.

“Só
acredito num trabalho de longo prazo, aonde você conhece e reconhece o seu
jogador. E eles a você… Chamo isso de lealdade e fidelidade ao
trabalho.”

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