domingo, setembro 27, 2020
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Saiba quem ex-Presidentes do Fla apoiarão nas eleições.

Globo
Esporte – As eleições que apontarão o presidente do Flamengo para o triênio
2016/2017/2018 serão realizadas apenas em dezembro, mas as peças do xadrez
político rubro-negro começam a se movimentar. São quatro possíveis candidatos
até o momento: correligionários em 2012, Eduardo Bandeira de Mello e Wallim
Vasconcellos se enfrentarão nas urnas. Além deles, estão na disputa Cacau
Cotta, vice-presidente do Fla-Gávea durante a administração de Patrícia Amorim,
e Lysias Itapicurú, que concorreu em outras oportunidades. Wallim concederá
entrevista coletiva nesta terça-feira para abordar os planos da chapa
“Vencer, vencer, vencer”.

O
prazo para inscrição de chapas expira no dia 30 de setembro. Apesar de ainda
existir longo tempo até o pleito, ex-presidentes e dirigentes influentes nos
bastidores da Gávea começam a analisar o panorama eleitoral da Gávea.
Kleber
Leite, mandatário do clube entre 1995 e 1999, disse que seu objetivo maior é
ver Luiz Eduardo Baptista e Flavio Godinho, vices de marketing e relações
externas respectivamente no início da atual administração, unidos novamente. Os
tratou como “cabeças iluminadas”. Já o ex-vice de futebol Marcos Braz
preferiu evitar qualquer declaração oficial por decoro em função de ser
secretário municipal de Esportes e Lazer.
MÁRCIO BRAGA
Presidente
do Flamengo por seis vezes, Márcio Braga não tem um lado definido no pleito.
Elogia a atual gestão no tocante à administração financeira. Em contrapartida,
a critica fortemente no tratamento dado ao futebol.

Vamos ver o que está acontecendo. É preciso fazer uma pesquisa não de
quantidade, mas de qualidade para saber o que está passando pela cabeça do
nosso eleitor, porque está me parecendo que, tendo a Chapa Azul se rachado em
duas, dá um espaço para uma terceira via. Time rachado não ganha campeonato.
Partido rachado não ganha eleição (risos). Esse pessoal, sem sombra de dúvidas,
foi bem naquilo que se propôs a fazer, que era o ajuste financeiro da
instituição. Agora, na parte política do clube e no futebol não foram nada bem.
Isso que precisa ser analisado para ver como está a cabeça do nosso eleitor em
relação a isso – avaliou.
Márcio
acredita que não apenas a situação está rachada, mas também os principais
opositores à ideologia do grupo que venceu o pleito de 2012. Segundo ele, se
muitas candidaturas forem lançadas, os potenciais oponentes à atual gestão não
terão quaisquer aspirações no pleito.
– Do
lado da oposição à Chapa Azul, a gente ouve falar em tantos candidatos, tantas
posições. Se essa terceira via se racha e forma uma quarta, quinta ou sexta
vias, também não há a menor condição de ganhar. Mas tem tempo, porque só em setembro
as chapas serão inscritas.
PATRÍCIA AMORIM
Antecessora
de Bandeira, Patrícia Amorim foi a mais neutra dos entrevistados. Afirmou,
inclusive, não se sentir pressionada a apoiar Cacau Cotta, um de seus vices no
triênio 2010/2011/2012. Por ter se sentido isolada no pleito passado, no qual
tentou a reeleição, julga ser cômodo para os atuais postulantes procurá-la em
busca de apoio.
– Não
tenho candidato por enquanto. Até porque não foi definido quem são os
candidatos. Converso com muita gente, muita mesmo. É muito dinâmico isso, mas
com certeza a pessoa que deve estar mais à vontade (nessas eleições) sou eu. As
pessoas estão sempre ligando (buscando apoio). Têm umas coisas estranhas, uns
grupos. Hoje a política do Flamengo é dividida em grupos, e eu não concordo com
isso. Sou Flamengo, não sou de grupos. Fulano pode estar aqui ou estar lá, mas
eu procuro ver no final da história o que é melhor para o Flamengo. Grupo? Eu
não concordo com essa divisão. Cor disso, cor daquilo? Não penso assim.
KLEBER LEITE
Kleber
Leite garante ainda não ter seu apoio definido, mas é muito elogioso quando
fala no nome de Luiz Eduardo Baptista, o Bap, ex-vice de marketing do Flamengo
e um dos fundadores da Chapa Azul. Bap é considerado um dos líderes da
“Chapa Vencer, vencer, vencer”, cujo candidato a presidência é Wallim
Vasconcellos. Outro por quem tem grande apreço é Flávio Godinho, também
vanguarda no grupo que triunfou no pleito passado e ex-vice. Uni-los novamente,
aposta Kleber, é a chave para um Rubro-Negro mais forte no próximo triênio.
– Eu
tenho profunda empatia por duas pessoas que compuseram e ajudaram a fundar a
Chapa Azul: Bap e Godinho. Esses dois são brilhantes, figuras geniais. Só
imagino para o Flamengo pessoas brilhantes e vamos conversar com um e com o
outro, porque é muito importante que os dois estejam inseridos no mesmo
contexto. É hora de brigar em torno de uma união e para que essas duas pessoas
retornem o mais rapidamente possível (para o mesmo lado). Encontrar cabeças
iluminadas não é fácil e nós temos duas – afirmou Kleber.
Kleber
prega a reaproximação dos dois, pois, nos corredores da Gávea, fala-se que
Godinho não descarta lançar candidatura ao lado do deputado estadual pelo Ceará
Gony Arruda, possibilidade tratada como “um terceiro “tom azul”.
Esta, porém, é integralmente rechaçada por Godinho.

Afeganistão Azul? Era só o que me faltava! Com todo respeito à qualificação e
aos predicados dos representantes dos diversos tons de azul, o Flamengo precisa
mesmo é de união. Minha prioridade é esgotar os esforços para unir as duas
“chapas azuis”, tendo em vista que a eleição para valer é só em
dezembro e muita água ainda vai passar debaixo da ponte rubro-negra –
metaforizou Godinho, falando ao GloboEsporte.com.
HÉLIO FERRAZ
Presidente
que assumiu o clube após o impeachment de Edmundo Santos Silva em 2002, Hélio
Paulo Ferraz, o Helinho, disse ser muito prematuro para opinar.

Ainda não tomei uma posição, não. É cedo. Eu, por exemplo, não sabia da chapa
do Cacau. Depende ainda do número de postulantes. É preciso ver exatamente qual
é o cenário – opinou Helinho, vice-presidente geral na administração de
Patrícia Amorim.
JORGE RODRIGUES
Candidato
à presidência nas eleições passadas e homem de forte influência no Flamengo há
muitos anos, Jorge Rodrigues ainda não definiu se concorrerá novamente ao cargo
em dezembro. E garante que não tem um preferido caso abra mão de se candidatar.
– A
chance é muito pequena, de um para 99 (risos). Mas também não defini (se
apoiará alguém).

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