terça-feira, setembro 29, 2020
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Saiba a situação de patrocínio dos Clubes de Rio e SP.

ESPN –
Na última quinta-feira, o Palmeiras renovou com a Adidas, sua fornecedora de
material esportivo há 10 anos, até o final de 2016. Isso, somado ao dinheiro do
patrocínio master da Crefisa e de outros patrocinadores, como a FAM, fazem a
equipe alviverde já sair na frente dos rivais do eixo Rio-São Paulo na questão financeira.
Enquanto
boa parte dos times paulistas e cariocas ainda busca fontes de renda para 2016,
o clube do Palestra Itália já garantiu a grana para a próxima temporada.
Só em
patrocínios, o Palmeiras já tem assegurados R$ 19 milhões da Adidas e mais R$
23 milhões da Crefisa para o ano que vem, o que dá R$ 42 milhões. A
patrocinadora master, além de investir diretamente na contratação de jogadores,
como o atacante Lucas Barrios (que tem os salários bancados pela operadora de
crédito), ainda está ajudando a reformar o CT e a finalizar prédios inacabados
do Allianz Parque.
A
situação contrasta bastante com a de vários rivais, que vêm sofrendo com a
crise econômica no Brasil para fechar parcerias vantajosas, tanto com
patrocinadores quanto com fornecedores de material esportivo.
O Flamengo, por exemplo, tem contratos de
patrocínio apenas até o final deste ano, e ainda está negociando para o ano que
vem. Contudo, nada ainda foi acertado.
“A
gente está em um momento complicado para todos os setores. Ninguém é cego de
ver o que está acontecendo”, disse o vice de marketing do clube
rubro-negro, José Rodrigo Sabino, ao ESPN.com.br.
Depois,
o dirigente amenizou.
“Agora,
o que o Flamengo criou nesse período, se estiver ruim para alguém, vai ser
menos ruim para o Flamengo. O clube está organizado, com uma estrutura
executiva e super profissional. Nosso patrocinadores mostram satisfação com
retorno, nível de atendimento, exposição. Compara-se com outros e dá exposição
10 a 15 vezes maior do que outro clube de nível intermediário. Acho que o que
pagam o Flamengo é abaixo do que deveriam pagar, pelo nível de exposição”,
completou.
Em
dezembro, chegarão ao fim os acordos com a Caixa Econômica Federal (R$ 16
milhões), Viton 44 (R$ 20 milhões) e Jeep (R$ 4,5 milhões). Em março de 2016,
termina o da Tim (R$ 2,5 milhões). São R$ 43 milhões que entraram no caixa do
clube em 2015 e que, por enquanto, não têm garantia de permanência no próximo
ano.
Dono
da Viton 44, o empresário Neville Proa, aliás, já admitiu ser difícil manter o
nível de investimento em 2016 diante da crise econômica que assola o país.
Situações
semelhantes vivem Corinthians, que
tem contrato com a Caixa só até o início do ano que vem e ainda não tem nada
certo para depois, e o Santos, que nem patrocinador master tem – o clube
praiano também está sem perspectivas para 2016.
No São Paulo, foi firmado recentemente um
contrato de cinco anos com a norte-americana Under Armour, que pagará no total
R$ 135 milhões, dos quais R$ 75 milhões em dinheiro (R$ 15 milhões por ano) e
R$ 60 milhões (R$ 12 milhões por ano) em material esportivo. No entanto, a
equipe do Morumbi segue procurando um master.
Após a
renúncia de Carlos Miguel Aidar, na última terça-feira, o presidente interino
da equipe, Carlos Augusto de Barros e Silva, o Leco, admitiu que a
credibilidade são-paulina está em baixa, o que pode dificultar na busca por
novas fontes de receita. Todavia, disse acreditar que o clube tricolor pode
“virar o jogo”.
“(A
falta de credibilidade) Se não é o grande problema que estamos enfrentando, é
um dos. Mas tenho confiança total no trabalho de nosso diretor de marketing.
[…] Temos toda a condição, a história e a tradição, a força dessa gente, a
massa que ama esse clube, e certamente vamos virar esse jogo”, comentou,
em entrevista coletiva.
No Fluminense, a perda da Unimed foi
reposta pela Viton 44, que paga R$ 14 milhões por temporada. A fabricante de
bebidas energéticas tem previsão de renovação para 2016, mas ainda não definiu
a situação, já que o dono da empresa, Neville Proa, admitiu que deve reduzir
seus investimentos no futebol para 2016.
O Vasco também acertou recentemente com
um novo material esportivo, a Umbro, que pagará R$ 56 milhões em três anos e
meio. O patrocinador master é a Caixa Econômica Federal, cujo contrato também
acaba no início do próximo ano.
O Botafogo, por sua vez, tem contrato com
a Guaramix também só até o final do ano, e é outro time do eixo precisará
correr atrás de um patrocinador master no ano que vem.

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