Segurança, dinheiro… O que os brasileiros querem da Conmebol.

Foto: Reprodução de Twitter

GLOBO
ESPORTE
: Os times brasileiros apresentam nesta quinta-feira, durante a primeira
reunião do Conselho de Clubes da Conmebol, sua lista de reivindicações para a
confederação, que pode ser resumida assim: mais segurança, mais dinheiro, mais
jogadores no banco de reservas. Também serão lembrados casos bizarros, como o
do Grêmio, que foi obrigado a comprar meiões diferentes de seu uniforme para
jogar uma partida no Chile.

Essa
pauta foi definida numa reunião da qual participaram representantes dos seis
times que estão na Libertadores (Atlético-PR, Atlético-MG, Botafogo, Grêmio,
Botafogo, Palmeiras e Santos), e na Sul-Americana (Corinthians, Fluminense e
Sport). Flamengo, Chapecoense e Ponte Preta não enviaram dirigentes ao
Paraguai.
As
reivindicações são técnicas e políticas. Nas competições de clubes da Conmebol,
os times só podem relacionar 18 jogadores por partida – ou seja, sete reservas,
número que é considerado baixo e de risco, sobretudo para jogos em que há
necessidade de longos deslocamentos.
Outro
ponto levantado por dirigentes brasileiros diz respeito ao número de
substituições no elenco que os clubes podem fazer ao longo do torneio. Esta é a
primeira edição da Libertadores disputada ao longo do ano inteiro – portanto, é
a primeira a ser afetada pela janela de transferências para o futebol europeu.
Os cartolas brasileiros avaliam que essas duas sugestões devem ser acatadas sem
problemas pela Conmebol.
Uma
velha reclamação voltou a ecoar em Assunção: a de que a Conmebol paga pouco aos
clubes que disputam a Libertadores. O campeão do torneio em 2017 deve faturar
cerca de US$ 8 milhões (R$ 26 milhões) – menos da metade do que a Copa do
Brasil a partir do ano que vem.
Os
clubes se queixam de que a Conmebol faz exigências demais (como
“ocupar” todo o estádio e impedir a exibição de patrocinadores que
não sejam os dela) em troca de pouco dinheiro.
Por
fim, os brasileiros estão especialmente descontentes com as decisões do
Tribunal de Disciplina no que diz respeito a segurança. O caso do Palmeiras –
que foi vítima de uma emboscada no Uruguai e sofreu uma punição
proporcionalmente mais pesada que a do Peñarol – é citada como exemplo.

– O
que nós queremos é padronização. Em cada lugar onde você vai jogar, a coisa
funciona de um jeito. Queremos que seja igual para todos – diz o presidente do
Santos, Modesto Roma Júnior.
O
Brasil é dono de seis dos 16 assentos do Conselho de Clubes da Conmebol. Estão
lá os seis times que se classificaram para as oitavas de final da atual edição
da Libertadores – Atlético-PR, Atlético-MG, Botafogo, Grêmio, Palmeiras e
Santos.
Os
demais integrantes são os equatorianos Barcelona e Emelec, os argentinos San
Lorenzo, River Plate, Lanús e Godoy Cruz, os bolivianos The Strongest e Jorge
Wilstermann, o uruguaio Nacional e o paraguaio Guaraní.
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