quarta-feira, setembro 30, 2020
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Sem diálogo, final carioca perde chance de ter tecnologia.

Globo
Esporte – Pioneira em usar os árbitros adicionais de linha de fundo – extintos
pela CBF no final do ano passado -, a Federação de Futebol do Estado do Rio de
Janeiro (Ferj) poderia ser também a primeira do país a utilizar a tecnologia da
linha do gol (GLT, sigla em inglês para “Goal Line Technology”),
legado deixado pela Fifa nos 12 estádios da Copa do Mundo no Brasil. Só que
ainda não vai ser desta vez. Não por falta de vontade, mas de comunicação.
Antes de começar o atual Campeonato Carioca, Rubens Lopes, presidente da
entidade que comanda o futebol no estado, admitiu em entrevista ao GloboEsporte.com
que poderia adotar o recurso desde que fosse só para as finais, de modo a não
deixar outras equipes sem o mesmo direito, em partidas fora do Maracanã,
durante a fase de classificação. Porém, a ideia não foi proposta aos clubes.
Finalistas do estadual, Botafogo e Vasco seriam a favor.

Agora,
por meio de sua assessoria de imprensa, Rubens Lopes alegou que não competia a
ele propor algo que traria mais custos aos clubes e, por isso, a ideia deveria
partir deles. O custo de operação por jogo na Copa foi de US$ 3,9 mil,
aproximadamente R$ 11,5 mil – por exemplo, 0,47% da renda de R$ 2.420.610,00 da
bilheteria de Flamengo x Vasco, semifinal de maior público no Maracanã, com
48.221 pagantes. Procurados pelo GloboEsporte.com, Carlos Eduardo Pereira e
Eurico Miranda, presidentes de Botafogo e Vasco, respectivamente, foram pegos
de surpresa sobre o tema, mas alegaram que esse valor não seria empecilho.
– A
gente não tinha essa informação. Eu seria a favor. E até bom para colocarmos
isso em pauta no futuro – disse o mandatário alvinegro.
Também
favorável à medida, Eurico lembrou que em nenhum arbitral da federação foi
abordado o assunto e que, por isso, não aceitaria se a proposta tivesse sido
feita às vésperas da decisão.
– Eu
sou contra tudo que for aprovado em cima da hora. Isso não é algo para dois
resolverem, se fosse aprovado por todos, desde o início.. Mas não quer dizer
que sou contra – afirmou, garantindo que votaria pelo uso da tecnologia se o
tema fosse colocado em pauta antes do Carioca – Claro. Aí mostraria que aquela
bola (defesa de Paulo Victor em cabeçada de Rafael Silva) entrou, não é
verdade? (risos).
O
episódio citado por Eurico, na semifinal entre Flamengo e Vasco, foi o último
de quatro lances de bola dentro ou fora que aconteceram neste estadual. Veja
todos abaixo:
Bressan – Madureira 1 x 1 Flamengo
Na 6ª
rodada, o Flamengo perdia para o Madureira por 1 a 0 no Raulino de Oliveira
quando Bressan, após escanteio, empatou aos 29 minutos do segundo tempo, mas
num lance que gerou muita reclamação por parte dos jogadores do Tricolor
Suburbano. O goleiro Jonathan Ribeiro chegou a espalmar, mas o árbitro Wagner
Nascimento do Magalhães deu gol.
Giovanni – Resende 0 x 1 Fluminense
Na 7ª
rodada, o Fluminense empatava sem gols com o Resende, também no Raulino de
Oliveira, quando Giovanni, ao tentar cruzar, mandou direto para a meta do
goleiro Arthur, aos 10 minutos de jogo. A bola bateu no travessão e quicou no
solo antes de voltar na direção dos jogadores. O árbitro Pathrice Wallace
Correa Maia não deu gol, o lance prosseguiu, e os atletas tricolores não
chegaram a reclamar.
Paulo Henrique – Nova Iguaçu 0 x 0
Flamengo
Na 15ª
rodada, o Nova Iguaçu empatava sem gols com o Flamengo no Moacyrzão quando
Paulo Henrique soltou uma bomba de longe e viu Paulo Victor se atrapalhar
sozinho aos três minutos do segundo tempo. O goleiro rubro-negro deixou a bola
escapar na queda e espalmou antes de ela quicar no gramado, completando a
defesa na sequência. Os jogadores da Laranja da Baixada pediram gol, mas o
árbitro Grazianni Maciel Rocha não deu.
Rafael Silva – Flamengo 0 x 1 Vasco
O
lance citado por Eurico Miranda aconteceu no Flamengo x Vasco do último
domingo, pelo segundo jogo da semifinal. O Clássico dos Milhões seguia com
placar em branco quando Madson cobrou falta na área aos sete minutos do segundo
tempo. Em meio aos zagueiros, Rafael Silva ganhou pelo alto e cabeceou forte em
direção a Paulo Victor, que teve dificuldades para encaixar. Os jogadores do
Vasco pediram gol, mas o árbitro Rodrigo Nunes de Sá não deu.
Além
do Maracanã, a tecnologia da linha do gol está presente no Mineirão, Mané
Garrincha, Arena Corinthians, Beira-Rio, Fonte Nova, Castelão, Arena
Pernambuco, Arena da Baixada, Arena das Dunas, Arena da Amazônia e Arena
Pantanal. O recurso funciona com 14 câmeras de alta resolução, sete em cada
gol, que juntas fazem um monitoramento em três dimensões da área das traves.
Sempre que a bola cruza a linha, as câmeras identificam, e um aviso é
transmitido aos relógios usados pelos árbitros do jogo quase instantaneamente.
O primeiro gol validado com o auxílio da ferramenta foi do francês Benzema, no
jogo entre França e Honduras, na fase de grupos da Copa do Mundo. O árbitro da
partida, o brasileiro Sandro Meira Ricci, depois disse ao GloboEsporte.com que
“seria impossível a olho nu” confirmar que a bola havia ultrapassado
a linha e recomendou a adoção do procedimento no Brasil.

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