sexta-feira, setembro 18, 2020
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Do guerreiro com amor.

FOLHA
DE SÃO PAULO – Vagner Love, outra vez, tropeçou, escorregou, errou passes, deu
trombadas, levou trombadas, perdeu gol, mas, outra vez outra vez, fez gol.
Desta
vez, o único gol.
O gol
da vitória sobre o Flamengo, já nos acréscimos do primeiro tempo, numa das
poucas vezes em que o Corinthians conseguiu trocar passes contra a forte
marcação do Flamengo, ao receber de Malcom e ser frio o suficiente para vencer
o goleiro Paulo Victor.
Prêmio
para quem vem sendo muito criticado, aqui, inclusive, mas não por falta de
esforço, porque sempre com espírito guerreiro, agora com 11 gols, um dos cinco
principais artilheiros do campeonato, o que não é pouco, distante oito gols de
Ricardo Oliveira, mas perto de Lucas Pratto e de Jadson, com 12, empatado com
André.
Antes
de fazer o tento solitário do clássico dos times mais populares do país, ele
mesmo havia desperdiçado boa chance e Jadson outra, exatamente por tentar dar o
gol a Love.
E bem
antes de o jogo começar, quem monopolizava as atenções era o outro
centroavante, o peruano e ex-corintiano Guerrero, que não foi hostilizado como
não deveria mesmo ser, recebeu vaias compreensíveis, mas equivocadas, e não
jogou nada, isolado num Flamengo sem a menor criatividade.
Pois
foi Love, ex-rubro-negro, o personagem do clássico, numa tarde em que o
meio-campo alvinegro não brilhou e Gil foi de novo um gigante.
O jogo
perdeu a graça logo no começo do segundo tempo quando o time carioca ameaçava
reagir e perdeu Jonas por expulsão.
Reduzido
a dez jogadores, o Flamengo se limitou a ficar mais com a bola, a sofrer pelo
menos três claras ameaças de levar o segundo gol e não conseguiu levar perigo
ao arco de Cássio.
Todos
os ventos conduzem o Corinthians ao título e a única nota destoante de ontem
foi o terceiro cartão de Elias, que o tira do jogão de domingo que vem, no
Independência, contra o Galo.
Veja o
que um erro de arbitragem é capaz: Elias sofreu um pênalti claro, reclamou
porque não é de ferro, e foi punido.
Mas
nada que mexa com o astral corintiano.
OBRIGAÇÃO
Time
algum tem obrigação de vencer outro time de seu tamanho, mesmo em casa.
Que o
torcedor palmeirense exija a classificação à final da Copa do Brasil com a
eliminação do Fluminense depois de amanhã é normal.
Só que
a obrigação ficará por conta de quem tomou a decisão de não encarar o Sport, e
perder por 2 a 0 para o time pernambucano, com força máxima, principalmente
após o Santos ficar no 0 a 0 com o Figueirense.
Ora, a
vitória devolveria o Palmeiras ao G4 e o que seria defensável em caso de
vitória santista, deixou de ser diante da nova circunstância.
Se
falta padrão de jogo ao time titular alviverde, que dirá do misto?
O
Marcelo Oliveira do Cruzeiro bicampeão parece ter ficado em Belo Horizonte e o
diretor Alexandre Mattos de “Mitos” nada tem, talvez porque o
mecenato de Paulo Nobre seja das atitudes mais antigas do mundo do futebol.
Pipocam
aqui e ali críticas aos métodos do treinador –coletivos, coletivos e mais
coletivos– e a desconfiança de que as pressões num Palmeiras sejam demais para
ele.
O
Fluminense será osso duro de roer.
Juca
Kfouri

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