“Só temos noção da grandeza do Flamengo lá dentro”, diz Fischer.

Foto: Divulgação

GARRAFÃO RUBRO-NEGRO: por Rafael Rezende

A
passagem de Ricardo Fischer, contratado para ser um dos destaques do time na
última temporada, terminou na manhã desta terça-feira (04). Em mensagem
divulgada nas redes sociais, o atleta agradeceu ao clube pela oportunidade,
falou em decisão difícil, e se despediu.
Logo
após o comunicado, o GRN entrou em contato com o camisa 5 e conseguiu uma
entrevista exclusiva via telefone. Na totalidade, o armador conquistou o título
Estadual e fez 21 jogos pelo NBB, somando médias de 8.2 pontos, 4.7
assistências e 9.6 de eficiência. Seu destino deve ser o continente europeu.
Confira o papo na íntegra a seguir.
Avaliação
geral repleta de sinceridade
“Minha
passagem pelo Flamengo não foi do jeito que eu queria e imaginava. A
expectativa estava muito alta, mas todo mundo me disse que seria uma temporada
difícil por causa da lesão. Acabei me machucando outras vezes e isso foi
tirando a confiança. A cada dia que passava, me cobrava ainda mais, pois queria
ajudar a equipe e dar alegrias aos torcedores. No fim, acabou que não joguei
bem, a performance não foi tão boa. Estava seguro em relação ao joelho, mas meu
corpo não ficou totalmente adaptado. A cirurgia mexeu bastante com a estrutura
corporal.”
Análise
de 2016/2017
“É
claro que se você for analisar o resultado final do NBB, pode falar que foi uma
péssima temporada para o Flamengo. Mas não foi dessa forma. Ganhamos o carioca
e lideramos o NBB com diversas lesões (além de de mim, Humberto, Marcelo e
Pedrinho). Seguimos para os playoffs completos e acabamos perdendo para o ótimo
time do Pinheiros. Faz parte do esporte. Não tivemos concentração suficiente e
eles aproveitaram. Ainda assim, acho que teve muita coisa positiva.”
Importância
de Marcelinho Machado
“Foi
fantástico atuar ao lado dele. É o cara que, hoje, sou mais próximo, e que se
tornou um amigo que vou levar para a vida inteira. Liderença e respeito são
duas características incríveis, fora a qualidade de jogo que ele tem. Aprendi
muito e, para mim, é o maior do Brasil pós era Oscar. Eu costumo dizer que tive
o privilégio de ter jogado com Alex e Marcelinho.”
Relação
com a torcida e partida especial fora do Rio
“Realmente
recebi muito carinho e achei fantástico. Me senti importante na chegada e minha
relação foi ótima. Eles me apoiaram na hora que tinham que apoiar e criticaram
quando foi necessário. Meu melhor momento foi, com certeza, contra o Vasco, em Manaus.
Principalmente, por se tratar de um rival do Flamengo.”
Elogios
à Institução e ‘promessa’ de retorno
“Vestir
essa camisa foi um sonho. A gente acha que o Flamengo é grande, mas só tem
noção da grandeza quando está lá dentro. Foi uma decisão difícil por conta da
temporada. Queria ficar para levar o clube ao topo novamente, mostrar que posso
jogar em alto nível e corresponder a expectativa do torcedor. Ainda não posso
revelar meu futuro, porém, adianto que pretendo retornar um dia e conquistar
muitos títulos.”

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