quarta-feira, setembro 30, 2020
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Só times do Brasil, China e Emirados querem Alexandre Pato.

Foto: Divulgação

COSME
RIMOLI
: Alexandre Pato sabe que tem a imagem de alienado. E até a cultiva.
Quando a pergunta não o agrada, ele fala qualquer coisa e se afasta. Foi assim
por anos. Mas a três meses de fazer 27 anos, se cansou. Percebeu o enorme erro,
o grande passo atrás que deu na carreira ao voltar para o Brasil, ao fechar com
o Corinthians. Foram três anos e meio perdidos.

Dos
cofres do Parque São Jorge já foram destinados R$ 24,8 milhões para o seu
bolso. O São Paulo pagou R$ 8,8 milhões nos 22 meses que passou no Morumbi. Se cumprir
o contrato até dezembro, o total chegará R$ 29,4 milhões. O São Paulo pagou R$
8,8 milhões nos 22 meses que passou no Morumbi. Ele segue sendo o atleta que
mais recebe dinheiro de um clube brasileiro. Somados aos milhões que ganhou em
cinco anos de Milan, até os seus bisnetos têm a garantia de vida repleta de
mordomias.
Mas
depois de ser dispensado do Chelsea, criou coragem e olhou no espelho. E,
narcisista assumido, pela primeira vez não gostou do que viu. Seu reflexo é
pior do que na festa de Halloween.
Acabou
a ilusão que era um príncipe.
Está
preso a um clube que odeia. E é odiado. Não tem a menor perspectiva de atuar na
Seleção Brasileira. De estrela internacional, midiática, se tornou um atleta
que têm três empresários experientes, vividos, sendo rejeitados dos grandes
clubes europeus. Mesmo tendo apenas de pagar seus salários.
Kia
Joorabchian, Giuliano Bertolucci e Gilmar Veloz não sabem mais o que fazer. Já
falaram com presidentes, diretores, managers. Não há jeito de convencê-los. A
janela europeia vai começar e Alexandre Pato não desperta o menor interesse.
Como
explicar que, em plena forma física, só tenha feito duas partidas no ano? E
marcado um só gol? Esse é a sua triste estatística em 2016. Esquecido pela
Seleção Brasileira.
Pato
olha no reflexo do espelho e sabe que só há três países que querem seu futebol.
Três lugares que ele não quer atuar. Brasil, China e Emirados Árabes.
“Vai
vender o Pato como? Ele quer ser vendido? O que você acha? Tem proposta aí para
vender. Tem de monte. Teve no começo do ano e agora tem de novo. Ele quer? Não
sou eu ou o Corinthians que vendemos alguém. Jogador só sai se quiser. Todo
jogador que sai é porque quis. Eu posso até querer, mas depende do
atleta”, disse, Andrés Sanchez, ao Lance!
O
deputado federal pelo PT sabe que exagera. Só houve uma proposta da China.
Prontamente recusada. No final do mês passado, empresários que representam
times dos Emirados Árabes o procuraram para saber do atacante. Outra recusa.
Atlético Mineiro, Cruzeiro, Flamengo, Internacional e São Paulo gostariam de
tê-lo por empréstimo neste seis últimos meses de contrato com o Corinthians.
Outra
vez Pato disse não.
“Você
acha que ele quer (jogar no Brasil de novo, emprestado a outro clube)? Ele quer
dinheiro. Quer receber R$ 6 milhões até o fim do ano e ficar livre. Pode vir o
Barcelona que ele não vai aceitar. Só que as pessoas não entendem isso e nos
criticam.”
“Se
eu pudesse, emprestaria ele para o Bragantino. Mas nem isso eu posso fazer. A
lei não me permite mandar o jogador para onde quero. Ele faz o que quer.”
Assim
como o draconiano contrato para pagar o Itaquerão trava a vida financeira
corintiana, Andrés é o principal responsável pelo fracasso da contratação de
Alexandre Pato. O homem que avaliou o clube fechar um compromisso de quatro
anos com o atacante. E despachar R$ 38,4 milhões para os seus bolsos.
Andrés
foi convencido que o time campeão da Libertadores e Mundial de 2012 precisava
de uma estrela midiática. Passou por cima da opinião de Tite. O treinador nunca
quis o atacante. Previa que sabotaria o grupo campeão. Buscar uma prima donna
só desvalorizaria todo o elenco. Ainda mais ganhando muito mais dinheiro do que
todos os companheiros.
O
atacante tinha a obsessão de disputar a Copa do Mundo 2014. Tinha certeza que
os corintianos o levariam até ela. Afinal, atuaria no clube mais popular de São
Paulo, estado mais rico do Brasil. E que havia acabado de ganhar o título
mundial. Ele seria a cereja do bolo. Acreditava que seria tratado com todo
carinho e atenção por Tite e pelo time. Bastaria apenas se curar. No Milan teve
14 contusões musculares em cinco anos. Na Itália, ninguém diagnosticou seu
desequilíbrio muscular. Tinha a certeza que Tite e os novos companheiros de
time o aguardavam com ansiedade.
Sua
avaliação não poderia ser pior.
Pato
foi rejeitado desde o início. E devolveu a rejeição. Logo os chefes das
organizadas, com livre acesso ao Parque São Jorge, souberam. Sua vida virou um
inferno. Na famosa invasão ao CT, aquela que inúmeras câmeras não filmaram
qualquer vândalo, membros de organizadas caçaram o atacante. E cantando a todos
os pulmões que, se o achassem, iriam quebras suas duas pernas. Por não se
dedicar ao Corinthians.
Trancado
no vestiário, segurando os armários que foram arrastados até a porta para
servir de barricada, Pato decidiu ir embora. Acabou qualquer relação afetiva ao
Corinthians. Só voltou a treinar neste início do ano porque foi obrigado por
contrato. Mas avisou Gilmar Veloz que não desejava jogar de novo pelo time. De
jeito algum. Se preciso fosse, treinaria até o final do ano. Até acabar seu
contrato.
Foram
cinco meses na Europa para que Kia apelasse à sua amizade com o dono do
Chelsea, o bilionário russo Roman Abramovich aceitasse Pato por seis meses. O
então treinador Guus Hiddink não queria o atleta. Descontou sua ira o colocando
pouco para jogar. O brasileiro foi considerado um ‘peso morto’ por jornais
ingleses. Saiu ainda mais desmoralizado do que chegou.
Kia,
Bertolucci e Veloz seguem como antigos vendedores de Barsa. Batendo de porta em
porta. Explicando que o brasileiro poderá assinar um pré-contrato em julho. E
que qualquer equipe terá apenas de pagar os R$ 800 mil mensais até dezembro que
o Corinthians tem direito. Depois, novo compromisso pode ser acertado, a partir
de janeiro de 2017.
“Não
vou mentir para você. O Pato está queimado no mercado europeu. Os clubes de lá
mantêm representantes por aqui. E eles mandam relatórios mensais sobre os
principais jogadores. A primeira pergunta é por que ele não jogou a Copa do
Mundo? Depois, por que não está nesta seleção que tem de apelar para o Ricardo
Oliveira, atacante de 36 anos, dez a mais do que ele?
“E
todo mundo viu que o Chelsea não o colocou para jogar, mesmo fazendo uma
temporada fraca. Se ele quiser, terá de se submeter a atuar em um time médio ou
pequeno na Europa. E começar do zero. Isso porque sei que não quer voltar a
jogar no Brasil.
“Pato
sabe que se passar mais um, dois anos aqui, sua carreira na Europa não existirá
mais. Nem nos pequenos.”
A
análise me foi feita por um veterano empresário, acostumado a negociar com os
europeus. Ele não quer seu nome divulgado para não entrar em choque com o
Corinthians, com Kia, Bertolucci e Veloz.
Pato
mandou um recado claro por Gilmar Veloz a Andrés. Chineses e árabes o querem
levar neste meio de ano. Disse que sua cabeça está na Europa. Só quando fechar
a janela e não haver acerto, ele decidirá o que fazer. Jogar fora os R$ 800 mil
até o final do anos, não vai jogar.
No
máximo, aceitará atuar em outro clube brasileiro até dezembro.
Vestir
a camisa corintiana, reencontrar os vândalos nas organizadas, que ameaçaram
quebrar suas pernas, de jeito nenhum.
Até
prefere atuar fora de São Paulo. No Rio de Janeiro, no Flamengo. Em Minas, no
Atlético ou no Cruzeiro. Ou, quem sabe, no clube que o viu nascer para o
futebol, o Internacional?
Mas só
pensará nisso após a janela europeia fechar.
Antes
está se olhando no espelho.
O
atacante que já teve o mundo aos seus pés admite.
Voltar
para o Brasil, jogar no Corinthians foi seu maior erro.
Sabotou
sua carreira internacional à toa.
O
sonho de disputar a Copa do Mundo de 2014 virou um pesadelo.
Interminável…

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