quinta-feira, outubro 1, 2020
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Só um hino foi respeitado, o deles.

Torcida do Flamengo no Estádio Luso Brasileiro, a Arena Botafogo – Foto: Gilvan de Souza / Flamengo

ESPN
FC:
Flamengo e Botafogo é um clássico diferente. É jogo de antíteses, e
exageros.

De um
lado, nós. Numerosos, confiantes, sorridentes. Felizes simplesmente por sermos
Flamengo, por representarmos o que há de mais belo e forte no âmbito da vida. O
time de todos. Do miserável ao bilionário; de Zico a Josafá. Um aglomerado de
tantos e tamanhos corações que faz com que nada abale as estruturas. Cada
rubro-negro tem a razão de se fazer e sentir parte do maior clube de todos.
Do outro,
eles. Poucos, desconfiados, conformados. Representantes da paixão e defensores
da grandeza que vem do passado. Encantadores esquadrões, craques, ídolos. Não
existe clube mais perfeito que o Botafogo para os signos a ele designados.
“Estrela Solitária”; “Glorioso”. Lá atrás, Garrincha, Didi,
Nilton Santos e cia fizeram dos seus flertarem com o status de Flamengo. Mas
eles são Botafogo. Flamengo somos nós.
O 16
de julho de 2016 instaurou a possibilidade de algumas inversões de papéis. Com
o mando de campo, sem a divisão igualitária das torcidas, o Botafogo teve a
rara oportunidade de estar em maioria nas arquibancadas. Esteve, com claros
clarões. Alvinegros não lotaram o espaço a eles destinado.
O
maior número de vozes poderia ajudar o fraco time botafoguense a superar o do
Flamengo, melhor. Foi o visto no primeiro tempo. Nós com a bola, eles ditando o
jogo. Airton inspirado no lado de lá, Éverton no de cá – 2 jogadores que
conhecem ambas as faces da rivalidade. Coube ao nosso abrir o placar, empatado
pelo lateral-esquerdo deles, cuja camisa contava com “Nilton Santos”
escrito logo acima do escudo.
O
Botafogo teve Nilton Santos; o Flamengo, Júnior. O lateral-esquerdo rubro-negro
também marcou. Jorge desempatou para o Mengo, em mais uma boa jogada de Éverton,
que também deu o passe para o terceiro gol. Depois de algumas finalizações à la
Cristian Borja, baixou o Doval em Guerrero: 3 a 1 e começou a festa, pintou-se
a alegria. Sentimento e ação mais Flamengo que há.
Faz
parte da história rubro-negra uma série de tropeços vergonhosos por acharmos
que já ganhamos. Efetivado – como Carlinhos, Jayme e Andrade -, Zé Ricardo
pensou de tal forma. Sacou o péssimo Cirino e colocou Canteros, na intenção de
segurar a praticamente garantida vitória. Chamou para nosso campo o Botafogo,
que descontou.
Restavam
pouco mais de 10 minutos, era só nos defendermos. Assim, na figura de Zé
Ricardo, abdicamos do ataque. Abrimos mão da conquista dos 3 pontos por
cogitarmos que eles já estavam conquistados. Saiu a estrela de Éverton, entrou
cautela de Cuéllar. E o jogo que, aos 34′, estava 3×1; aos 37′ estava empatado.
Canteros teve a chance de sair do banco para decidir um clássico, mas faltou a
ele o fator Bottinelli.
No
final das contas, Flamengo e Botafogo foram Flamengo e Botafogo. Eles saíram
realizados, já que “não podem perder e não perderam para ninguém”.
Nós, decepcionados. O “Vencer, vencer, vencer” foi desrespeitado,
ignorado.
Fosse
um só “Vencer”, teríamos vencido. Mas aí não seríamos Flamengo.
Por
Marcos Almeida

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