sexta-feira, setembro 18, 2020
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ST de São Paulo e Santos despencam, e do Fla estagna.

ESPN –
Se considerado o que de fato vale, isto é, os fãs que estão em dia com o
pagamento de seus planos, o Palmeiras ultrapassou o Internacional e assumiu a
liderança do sócio-torcedor no Brasil. Pelo mesmo critério, São Paulo e Santos
despencaram em suas listas de adimplentes.
É esta
a constação da reportagem do ESPN.com.br após entrevistar representantes dos 12
principais clubes do país e cruzar as informações passadas pelos mesmos com as
do Torcedômetro, do Movimento por um Futebol Melhor e que é atualizado a partir
da comunicação feita pelas agremiações.
Foram
três perguntas, a primeira delas esta:
Quantos sócios-torcedores adimplentes o
clube tem hoje?
O
Palmeiras, via sua assessoria de imprensa e do Avanti, seu programa de
fidelidade, respondeu ter exatamente o mesmo número que consta no site do
Movimento, 117.474.
Já o
Internacional, por meio de seu vice-presidente de marketing e mídia, Luiz
Henrique Nuñez de Oliveira, respondeu 107 mil sócios. Uma diferença de mais de
23 mil a menos em relação ao número do Torcedômetro, que é 130.134.
O
motivo da diferença na quantidade informada por clubes e Movimento está no
tempo que os primeiros levam para abastecer o segundo com números atualizados.
Segundo apurou o ESPN.com.br, o Palmeiras chega a fazer isso mais de duas vezes
por dia, enquanto outras agremiações chegam a ficar várias semanas sem fazê-lo.
No
Torcedômetro, segundo o Movimento por um Futebol Melhor, a “atualização é
permanente e pode ser feita 24h por dia”, no entanto, o sistema precisa da
informação do clube para mostrar novos dados.
A
segunda pergunta também ajuda a entender a diferença. Foi ela:
Quanto
tempo o clube demora para tirar um sócio-torcedor da lista de adimplentes
quando o mesmo deixa de pagar o plano?
O
Inter respondeu 12 meses;
o
Palmeiras, 3 meses;
o
Flamengo, 7 dias.
No
geral, a diferença entre o número de sócios-torcedores adimplentes informado
pelos clubes em relação ao informado pelo Movimento varia pouco ou é nenhuma,
caso de sete dos 12 clubes consultados: Botafogo, Corinthians, Cruzeiro,
Flamengo, Fluminense, Grêmio e Palmeiras.
O
Atlético-MG negou-se a informar sua quantidade atual de pagadores. Limitou-se,
nesta questão, a responder: “O clube trata este número como informação
interna.” A reportagem considerou o número do Movimento.
Internacional,
Palmeiras, Santos e São Paulo foram os que mais chamaram a atenção, os dois
primeiros pelo já relatado acima; os dois últimos pelo que será destrinchado
abaixo. 
O
Vasco teve a sua gerente de marketing e relacionamento, Danielle Vilhena, consultada,
mas não foi considerado nesta reportagem porque não tem, ainda, um programa de
sócio-torcedor. Segundo ela, será lançado este ano.
Os
16.126 associados do clube carioca que constam no Movimento por um Futebol
Melhor são “sócios estatutários”, que não seguem as regras de um
programa padrão de sócio-torcedor – embora gozem dos descontos oferecidos pelas
empresas participantes da iniciativa.

Santos
e São Paulo, juntos: mais de 28 mil sócios-torcedores a menos
Os
casos de Santos e São Paulo são diferentes. Há um verdadeiro abismo entre a
base de sócios-torcedores adimplentes dos dois informados ao e pelo Movimento
por um Futebol Melhor e o que os clubes dizem ter de fato.
A
agremiação da capital paulista tem a situação mais preocupante. Entrevistado, o
vice-presidente de comunicação e marketing tricolor, Douglas Schwartzmann,
afirmou ter, no momento, 37 mil sócios em dia com seus pagamentos, logo, mais
de 17 mil a menos que os 54.283 que constam no Torcedômetro.
Pelo
que apurou o Blog Dois Toques, a esperança do São Paulo em se recuperar neste
ponto está na remodelação que está fazendo em seu programa e que deve ser
anunciada em maio, muito provavelmente na primeira quinzena.
Pelo
Santos, quem falou com o ESPN.com.br foi o presidente, Modesto Roma Júnior.
Segundo ele, o clube tem 46 mil sócios-torcedores adimplentes, mais de 11 mil a
menos do que se observa na página do Movimento: 57.689.
A
terceira e última pergunta feita pela reportagem foi sobre como os clubes lidam
com seus adimplentes e tentam recuperá-los. Foi ela:
Se o sócio-torcedor deixa de pagar o plano
por um mês, por exemplo, mas decide retomar o mesmo, ele tem que pagar o
período em aberto? Há desconto, parcelamento?
A
maioria respondeu que sim, que cobra o tempo em que o associado deixou de
pagar; alguns não conseguiram precisar a quantidade de vezes nem o prazo, mas
garantiram haver desconto e parcelamento. O Corinthians dá até a opção de
máquina de cartões.
Chamou
a atenção a iniciativa do Grêmio.
“Ele
tem que pagar o plano em aberto. O que lançamos agora é um período de
reativação. Então, se o sócio deixa de pagar o plano dele por um período, ele
pode retomar o plano ou até mesmo fazer o de outra categoria. E se ficar um ano
pagando corretamente, a dívida do período anteriormente em aberto
é esquecida”, explicou o diretor de marketing tricolor, Beto Carvalho.

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