domingo, setembro 20, 2020
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STJD exige que Santos comprove acusações contra Flamengo

Presidente do Santos, Modesto Roma Júnior – Foto: Divulgação

GLOBO
ESPORTE: 
O
presidente do Santos, Modesto Roma Júnior, foi denunciado pela procuradoria do
Superior Tribunal de Justiça Desportiva por não apresentar provas de que houve
interferência na arbitragem do jogo contra o Flamengo, no último dia 26, pela
Copa do Brasil. O processo está na pauta da Terceira Comissão Disciplinar do
STJD e será julgado na próxima quarta-feira, às 14h30.

A
Procuradoria considera que Modesto desrespeitou os membros da comissão de
arbitragem e colocou em dúvida a credibilidade da Copa do Brasil. Por isso,
responderá com base nos artigo 258 e 191 do Código Brasileiro de Justiça
Desportiva. O primeiro trata de conduta antidesportiva e reclamações
desrespeitosas contra a arbitragem. O segundo pune quem descumpre o Regulamento
Geral das Competições com declarações que questionam a lisura da competição. O
dirigente corre risco de ser suspenso por até 180 dias, além do pagamento de
multa de R$ 100 a R$ 100 mil. Modesto está enquadrado também no artigo 53 do
RGC, cuja punição prevê a proibição de registro de atletas; advertência; multa
e até o desligamento da competição.
No dia
seguinte à partida, o Santos enviou à CBF, em papel timbrado, uma carta pedindo
a anulação da partida sob o argumento de que o repórter Eric Faria, da TV
Globo, teria avisado ao quarto árbitro que não houve falta de Réver em Bruno
Henrique. O árbitro Leandro Vuaden, que havia marcado pênalti, voltou atrás
após conversa com o quarto árbitro. O repórter e dos dois árbitros garantiram
que não houve essa conversa citada pelo clube.
Na
carta, o Santos dizia ter provas da interferência – inclusive imagens. Até
agora, porém, não apresentou nada que corrobore a sua versão.
Segundo
comunicado publicado pelo site do STJD, a procuradoria diz que o Santos negou
ser responsável pela divulgação da carta que enviou à CBF. No entanto, lembra
que Modesto fez as acusações em diversos meios de comunicação.
– Com
a ausência completa de elementos mínimos a caracterizar as acusações do clube e
por entender que os fatos narrados são graves, a Procuradoria passou a analisar
a conduta do Santos e de seu presidente com base no Código Brasileiro de
Justiça Desportiva. De acordo com a Procuradoria, as acusações infundadas da
prática de um ato grave e lesivo à competição e aos árbitros envolvidos é um
ato contrário à disciplina e ética desportiva e um desrespeito que expõe,
desmoraliza e macula a imagem da arbitragem que atuou na partida – diz o texto.

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