sábado, setembro 26, 2020
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Strauch fala de estrutura da Gávea, Arena McFla e Estádio.

flamengo

MULAMBO
VIP – Entrevistamos o Rafael Strauch, Vice-Presidente do Fla-Gávea, membro do
SóFLA e grande rubro-negro, que mais uma vez, gentilmente, nos respondeu
algumas perguntas.

Confira
a entrevista:
1 – Havia a intenção de se criar um
Plano Diretor para a Gávea. O projeto foi levado adiante? Em que estágio está?
R: O
Plano Diretor consistia em algumas etapas e ficou a cargo do mesmo arquiteto
que fez projeto do Pinheiros (SP), uma das mais completas sedes esportivas do
país. A primeira dessas etapas, ainda em 2013, foi consultar os sócios sobre
quais deveriam ser as prioridades para cuidar na sede. Cerca de mil pessoas
responderam as 70 perguntas do questionário – o que nos trouxe uma imagem
bastante clara sobre o que precisávamos enfatizar na revitalização. O
escritório elaborou uma primeira versão de como ficaria o clube, em meados do
ano seguinte. Em função dos valores necessários para cumprir todos os ajustes e
detalhamentos que o projeto estabelecia, decidimos por privilegiar a aplicação
de recursos em outras áreas que julgávamos mais prioritárias. A expectativa é,
quem sabe, podermos retomar essa questão em breve, no próximo triênio onde o
Flamengo esteja numa condição financeira mais folgada para investir neste
projeto.
2 – Quantos sócios Off Rio exercem
atualmente o direito de frequentar a sede do clube? Houve um aumento nesse
último ano?
R:
Atualmente, são cerca de 1,6 mil sócios Off-Rio ativos e cerca de mil em dia
com as suas mensalidades. O aumento mais relevante foi neste mês de julho.
3 – Hoje, quais as maiores reclamações
dos sócios em relação a Gávea?
R: A
principal demanda é com relação a alimentação. Os sócios pedem mais
alternativas de restaurantes na Gávea. Há uma questão contratual em andamento
que previa a exclusividade desse serviço a um fornecedor que está há mais de 27
anos na sede e estamos discutindo na justiça essa questão para que possamos
melhorar o serviço ao associado.
4 – A Arena McFla tem gerado grande
expectativa por parte dos torcedores, que inclusive se manifestaram junto ao
IPHAN e outros órgãos para pressionar sua liberação. Qual é a realidade da
arena hoje?
R: A
CET-Rio pediu alterações no projeto que entende serem importantes para reduzir
o impacto no trânsito do entorno. O Flamengo repassou a demanda para os
arquitetos contratados pelo Mac Donalds e o documento está em fase final para
ser entregue na Prefeitura e segue em permanente contato para conseguir
oferecer a Arena aos associados e à cidade. É importante lembrar que o Rio de
Janeiro receberá os Jogos Olímpicos no ano que vem e esse espaço poderia servir
para abrigar alguma seleção ou até mesmo para amistosos preparatórios para a
competição. Além disso, a cidade carece de espaços esportivos de porte pequeno
para médio, como é a proposta levada ao Município (são cerca de 3,5 mil
lugares) e ela será totalmente financiada pela nossa parceira.
5 – Durante o último estadual o Flamengo
entrou em conflito direto com a federação, em um campeonato estadual que se mostrou
deficitário economicamente. Desde então houve o racha e discute-se alternativas
para 2016; Nesse sentido, e de acordo com tua visão, a Liga Sul Minas é de fato
uma opção factível? Não pode se transformar em mais um cabo de guerra “perdido”
contra a Federação, em caso de não podermos disputar esse torneio?
R: O
modelo atual do futebol carioca é muito nocivo aos principais clubes. Há uma
concentração muito grande de poder na mão da federação, sem que ela faça uso de
práticas minimamente aceitáveis no que diz respeito a gestão ou transparência.
Alguns filiados encontram enorme dificuldade em ter acesso a informações sobre
balanços, empréstimos, situação financeira. Esses são apenas alguns exemplos.
Desportivamente falando, a questão é ainda mais grave: ela promove um
campeonato extremamente deficitário para quase todos os clubes participantes
saem no prejuízo. Enquanto isso, ela cobra taxas abusivas de 10% sobre a renda
bruta de cada partida, ainda por cima desconta todos os custos com quadro
móvel, arbitragem e outras questões por fora disso. Ou seja: ela organiza um
campeonato em que todos os riscos e prejuízos são daqueles que permitem que ele
aconteça, mas os proveitos ficam todos na mão dela. Isso é justo? Prefiro nem
entrar no mérito sobre aspectos nebulosos, como a determinação inconstitucional
da “lei da mordaça” ou das arbitragens assustadoras.
Enquanto
isso, nossos rivais de outros estados participam de competições lucrativas, com
médias de público e renda decentes. Com relação à Sul Minas, vemos como uma
oportunidade de ocuparmos o calendário de forma mais racional. No entanto, isso
passa por uma discussão com outros entes importantes do futebol brasileiro. Não
se trata de bravata, todas as alternativas estão sendo estudadas – até as mais
radicais – e serão divulgadas no momento oportuno.
6 – De que forma o Flamengo se preparou
para os 6 meses de fechamento do Maracanã? Você entende que esse período pode
gerar prejuízo direto ao Sócio Torcedor?
R:
As informações de que dispomos apontam para um menor do que esse sem o
Maracanã. Ainda assim, é uma preocupação importante porque envolve jogos do
Campeonato Brasileiro. O Marketing e outros departamentos estão estudando as
melhores alternativas para minimizar perdas com o programa de sócios-torcedores
ou arrecadação nos estádios e, certamente, teremos um bom planejamento para
enfrentar esse desafio.
7- Outra questão levantada nesta gestão
foi a adaptação do estádio da Gávea para receber jogos menores do Flamengo,
sendo inclusive chamado pelo próprio presidente EBM de ‘estádio-boutique’.
Ainda existe essa possibilidade?
R:
Isto é um sonho de todo Rubro-Negro, mas não há muita viabilidade num curto
prazo. Há uma série de questões técnicas que estamos enfrentando para aprovar a
arena multiuso que nos fazem perceber que a construção de um estádio, mesmo que
de pequeno porte, como 20 mil lugares, está um pouco mais distante. Mas, se
tivermos uma sinalização positiva das autoridades e com um projeto financeiro
bem estruturado, poderemos providenciar a realização desse sonho. Mas,
ressalto: é apenas um sonho nesse momento.
8- A Fla Experience foi inaugurada há
menos de um ano. Como você avalia a iniciativa até o momento?
R:
Eu acho a iniciativa excelente. Temos um ambiente de primeiro mundo, que contou
com parceiros para ser viabilizado. Gostaríamos de ampliar a exposição e
estamos elaborando um projeto nesse sentido, afinal, temos muita história para
contar, mas estamos muito satisfeitos de oferecer esse espaço para os nossos
torcedores.
9 – O ‘racha’ na famosa Chapa Azul deu
já o ‘start’ na eleição no Flamengo. Sua posição é de apoio ao atual
presidente. O que te levou a tomar essa decisão?
R: A
minha leitura é de que houve uma dissidência. Saíram três vice-presidentes que
se juntaram a um quarto, que tinha saído no início do ano. Nesses dias, o
Wallim anunciou a candidatura e vem falando em nome de outras pessoas – o que,
inclusive, gerou um certo constrangimento. Eu e o Claudio Pracownik já nos
pronunciamos publicamente até porque temos contas em mídias sociais e
entendemos que era importante deixar claro algumas coisas. Participamos de três
reuniões em que foi referendada a candidatura do presidente Eduardo Bandeira de
Mello a reeleição. Os vice-presidentes recém saídos dos seus cargos também
pediram e apoiaram a candidatura única do Eduardo à época. Apesar do discurso
atual, não está claro o que teria mudado. Agora, ninguém é obrigado a manter a
mesma opinião, basta dizer “olha eu mudei de opinião, não quero mais apoiar a
candidatura do Eduardo e quero ser presidente ou apoiar outro candidato”. As
razões de cada um competem a si mesmo. O que causa estranheza é tentar imputar
ao Eduardo e aos demais vice-presidentes a quebra de um acordo que nunca
aconteceu.
Equipe
Mulambo VIP: Rafael, obrigado pelo tempo e disponibilidade em nos atender.
Saudações
Rubro-Negras!!!

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