terça-feira, setembro 29, 2020
Início Notícias Sul-Minas-Rio enfraquece Ferj e Eurico, e interessa à Globo.

Sul-Minas-Rio enfraquece Ferj e Eurico, e interessa à Globo.

Cosme
Rimoli – A audiência do futebol na TV Globo caiu 22 pontos nos últimos dez
anos. A Coca Cola já desistiu este ano de seguir patrocinando o esporte na
emissora. Os campeonatos estaduais foram como veneno. Os executivos sabem que
os torneios estão obsoletos, não levam a nada, perderam sua razão de ser. E só
atrapalham a preparação daqueles que suaram sangue para chegar à Libertadores
da América.
Não
tem adiantado nem forçar os times grandes a escalarem seus principais atletas.
Os jogos contra times de aluguel, montados por empresários, não representam as
cidades interioranas. São equipes feitas para durarem três meses. E só.
Os
grandes clubes querem se livrar há anos dessa competição de início de
temporada. Por comprometimento com os presidentes de federações, preguiça e
estúpida defesa da ‘tradição’, como usar suspensórios, os estaduais têm
resistido. Foram diminuídos, enxutos. Mas seguem existindo.
A Copa
do Nordeste deu o exemplo. Em 2010, o torneio envolvendo os principais clubes
voltou depois de estar cancelado por seis anos. As federações nordestinas
pressionaram a CBF. Queriam mais dinheiro. Os estaduais também por lá são
fracassado. E a Lampions League voltou a ser disputada com muito sucesso.
O
exemplo lucrativo chegou até o ‘Sul Maravilha’. A Copa Sul-Minas teve três
edições. A última em 2002. A CBF cancelou o torneio interestadual. Não
interessava se era mais lucrativo que os estaduais. Mas 13 anos depois, os
clubes mineiros, gaúchos, paranaenses e catarinenses decidiram ressuscitá-lo. O
que já seria ótima novidade. Mas ganharam dois ‘intrusos’. Flamengo e
Fluminense.
As
diretorias dos rivais históricos se rebelaram contra a Federação Carioca. E
decidiram repetir o que o Atlético já faz no estadual paranaense.
Colocar
times sub-23.
Para
não perder dinheiro, Eduardo Bandeira de Mello e Peter Siemsen optaram por se
unir. Disputar, com suas equipes principais, o torneio com mineiros, gaúchos,
paranaenses e catarinenses. Foram muito bem recebidos. Receberam formar uma liga
independente da CBF. O presidente dela é Gilvan Tavares, principal dirigente do
Cruzeiro. E o CEO, executivo maior, é o ex-presidente do Atlético Mineiro,
Alexandre Kalil.
Apesar
de 15 clubes já terem aderido à liga, apenas dez querem disputar o torneio em
2016. Atlético, Cruzeiro, Fluminense, Flamengo, Internacional, Grêmio, Avaí,
Figueirense, Coritiba e Atlético Paranaense. Os clubes serão divididos por
sorteio dirigido em dois grupos de cinco. Jogam entre si. Apenas os dois
primeiros se classificam para disputar semifinal e final. Nove datas serão
suficientes. O planejamento prevê a competição acontecendo ao mesmo tempo dos
estaduais.
O
presidente Marco Polo del Nero viu na liga uma rebeldia. E o nascimento de uma
futura inimiga da CBF. Mandou divulgar o calendário de 2016. Sem incluir a Copa
Sul-Minas-Rio. Quis dar voto de apoio ao presidente da Federação do Rio, Rubens
Lopes, brigado com Siemsen e Bandeira de Mello.
Mas a
negativa apenas uniu ainda mais os clubes. “A competição vai sair de
qualquer jeito”, garantiu Alexandre Kalil.
Diante
do impasse, chegou a luz aos executivos globais. O que daria mais audiência.
Sub 23 do Fluminense contra Tigres do Brasil, Botafogo diante do Macaé. Ou
Atlético Mineiro contra Flamengo, Grêmio e Cruzeiro?
A TV Globo
se interessou no novo torneio. Seria uma maneira de escapar de mostrar menos
jogos desinteressantes nos estaduais. E ainda ganhar mais audiência com
confrontos de muito mais qualidade.
Marco
Polo del Nero não esperava essa postura da emissora. E por isso, teve de rever
sua postura frontalmente contrária à competição. Pediu aos presidentes do
Atlético Mineiro, Atlético Paranaense, Flamengo, Fluminense, Cruzeiro, Coritiba
e Avaí paciência. Disse que o departamento técnico da entidade vai estudar a viabilidade
da competição. Ou seja, encaixá-la em 2016.
O
presidente da CBF não é desprovido de inteligência. Ele ouviu que se a entidade
que preside não autorizar, os dirigentes vão organizar a competição da mesma
maneira. Como Marco Polo está fragilizado com as investigações do FBI que
prenderam José Maria Marin, ele não quer confronto.
Mas
antes de mais nada precisa agradar quem banca o futebol neste país.
A
Globo.
Tudo
indica que o torneio deva realmente acontecer.
Com a
busca da emissora carioca por mais audiência.
E com
Marco Polo tentando sobreviver.
Pior
para Rubens Lopes e Eurico Miranda.
Os
dois são inimigos de Siemsen e Bandeira de Mello.
E que
não queriam o Carioca esvaziado.
Com
Flamengo e Fluminense com times sub-23.
Mais
um golpe certeiro nos mortos vivos Estaduais.
Outro
está sendo articulado.
O
retorno do Rio-São São Paulo…

MAIS LIDOS

Grupo City fica perto de contratar Lincoln

O Fla hoje possui uma das bases mais promissoras do futebol sul-americano. Ao longo dos últimos anos, vários atletas de muita qualidade técnica foram negociados...

Agente se revolta e não descarta a saída de Lincoln

O Flamengo mediu forças diante do Palmeiras, na tarde deste domingo, em jogo válido pelo Campeonato Brasileiro. O time Rubro-negro foi a campo com...

Segundo Fábio Sormani, Flamengo usou de “laranja” para se beneficiar

Na tarde desta segunda-feira, o grande e responsável jornalista Fábio Sormani soltou mais uma daqueles declarações complicadas de se ingerir numa rede de televisão....

Presidente do Sport admite interesse em contratar atacante do Flamengo

O Flamengo possui uma das bases mais qualificados do futebol sul-americano. O Rubro-negro se acostumou a fazer grandes negócios com o mercado da Europa,...