Técnico da Católica usa do Rugby para motivar jogadores.

ESPN: Adversária
do Flamengo nesta quarta-feira, às 21h45 (de Brasília), pela 2ª rodada da fase
de grupos da Libertadores, a Universidad Catolica, do Chile, tem um treinador
que busca inspirar seus jogadores de uma maneira diferente, usando
principalmente o rugby.
Trata-se
de Mario Salas, 49 anos, ex-meio-campista multicampeão pelo Colo-Colo nos anos
90 – e que, antes de virar futebolista, jogou rugby de maneira amadora e até
disputou o Campeonato Sul-Americano Juvenil de 1986 com a seleção chilena.
Após
pendurar as chuteiras do futebol, em 1999, ele se dedicou à carreira acadêmica,
tornando-se professor de educação física da Pontifícia Universidade Católica de
Valparaíso no meio dos anos 2000.
Em
2010, porém, resolveu se arriscar como treinador profissional de futebol e vem
em rápida ascensão na carreira.
Depois
de boas passagens por Barnachea (pelo qual foi campeão da 3ª divisão chilena),
seleção sub-20 do Chile e Huachipato, ele chegou à Universidad Católica em 2015
e já conquistou dois Campeonatos Chilenos e uma Supercopa do Chile – foi a
primeira vez na história, aliás, que a equipe conseguiu vencer duas vezes
seguidas a liga nacional.
Isso
vem ajudando a demolia a fama da Católica, que é de time “azarado”.
“Agora,
o torcedor da Universidad Católica pode dizer que é um vencedor. […] Todos
devem ser conscientes que em algum momento as coisas vão dar certo. É esse o
horizonte que você deve ter, e não o contrário. Assim, você irá se desenvolver
cada dia melhor”, explicou, em entrevista ao jornal As.
Na
atual Libertadores, seu time conseguiu uma grande façanha na 1ª rodada, ao sair
perdendo por 2 a 0 para o Atlético-PR e buscar um empate por 2 a 2 nos minutos
finais, em uma incrível reação em plena Arena da Baixada.
Esse é
o mote de Mario Salas no comando da equipe: não desistir nunca.
E para
motivar seus atletas, o técnico, conhecido como El Comandante pela semelhança
física com o guerrilheiro Ernesto “Che” Guevara, usa como exemplo em
suas palestras e preleções aquela que é considerada talvez a maior “zebra”
da história das Copas do Mundo de rugby.
Em 19
de setembro de 2015, o Japão, tradicional “saco de pancadas” do
torneio, venceu ninguém menos que a África do Sul, uma das grandes potências do
esporte e bicampeã mundial da modalidade, por 34 a 32, pela 1ª rodada do grupo
B.

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O
vídeo do último try do jogo, que deu a vitória aos japoneses é sempre usado por
Salas para mostrar a seus jogadores como devem se portar em campo, sempre
respeitando, mas jamais temendo um adversário, e sempre usando força de vontade
aliada à estratégia para conquistar os objetivos na partida.
As
táticas motivadoras de Salas, aliadas à sua expertise tática, são consideradas
um sucesso no Chile, tanto é que já renderam três títulos em dois anos à
Universidad Católica. No mundo acadêmico, ele também é bem quisto, sendo
frequentemente convidado para dar palestras para os mais variados cursos, não
só em educação física.
“Quem
escreve a história são os que se atrevem, que fazem as coisas de fato, não os
que ficam à beira do caminho vendo o futuro passar diante de seus olhos”,
bradou, durante conversa com estudantes da Escola de Engenharia da Universidad
Católica do Chile.
O
rugby agora faz parte dos treinos do time de futebol da Católica. Ao final dos
trabalhos, o treinador reúne todo o grupo de jogadores em uma roda. Com todos
abraçados, eles soltam um tradicional grito do esporte: “Ubuntu!”.
“É
uma regra ética sul-africana, enfocada na lealdade das pessoas e as relações
entre elas. É uma palavra que vem das línguas zulu e xhosa”, explicou o
treinador.
Segundo
ele, o objetivo é unir os jogadores e fazer com que eles deem tudo de si pelo
companheiro em campo, um dos motes do rugby.
A
ética do esporte britânico também é a linha de conduta que Salas pede para seus
jogadores seguirem em campo, principalmente o jogo limpo e o respeito à
arbitragem.
“No
rugby, há disciplina, respeito pelo rival, pelo árbitro, e também capacidade de
gerar liderança e autonomia para que os jogadores tomem decisões dentro e fora
de campo”, explicou o comandante, revelando também que segue em contato
com o rugby para aprender cada vez mais lições a serem aplicadas com sucesso no
futebol.
“Sigo
vendo sempre jogos de rugby, converso com treinadores que são amigos meus. Sigo
sempre me compenetrando e me aprofundando nas ideias do esporte”,
finalizou.

Por: FlaHoje

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