Técnico sub-17 pede calma com Vinicius Jr: “É apenas promessa.”

Carlos Amadeu, técnico da Seleção Brasileira Sub-17 – Foto: Raphael Zarko

GLOBO
ESPORTE
: Ainda antes vitória por 3 a 0 sobre o time colombiano – na noite desta
quinta-feira, em Rancagua, o Brasil sub-17 entrou classificado para o Mundial
de outubro na Índia. A melhor campanha da competição sul-americana impressiona
– são oito jogos, seis vitórias, dois empates, com 19 gols marcados (média de
2,3 por partida) e apenas três sofridos. Vinicius Junior é o maior destaque do
time e artilheiro do Sul-Americano com sete gols em sete partidas. Mas a
geração vai muito além do promissor jogador do Flamengo, cobiçado por grandes
clubes europeus e observado por olheiros no Chile.

O
baiano Carlos Amadeu pode dizer que vive em dois mundos neste momento. O
técnico da seleção sub-17 não se cansa de elogiar seus atletas, de ressaltar a
força do grupo, a evolução partida a partida e aponta para outros destaques,
que não fique apenas no óbvio holofote em cima de Vinicius Junior. As atuações
de Alan, camisa 10, também empolgam. O jogador do Palmeiras colocou Vinicius na
cara do gol duas vezes e ainda bateu o escanteio para Alerrandro finalizar o
placar no estádio El Teniente. Mas por outro lado Amadeu se preocupa também em
frear a empolgação em cima desses meninos.
– O
Vinicius, assim como todos outros atletas que temos aqui, é promissor. São
apenas promissores. Nenhum deles é realidade. Não atuaram na equipe
profissional dos seus clubes ainda. Não são Neymar, Gabriel Jesus… Calma!
Temos que ter muita tranquilidade nessa hora – disse Amadeu, em entrevista ao
GloboEsporte.com, após a vitória sobre a Colômbia.
Grupo formado desde o sub-15
O
discurso Amadeu ecoa na palavra dos próprios garotos. Vinicius, Paulinho, Alan,
Lincoln… todos garotos, quando questionados sobre a ascensão para os times
profissionais de seus clubes, repetem: “não estou pensando nisso agora. Na
hora certa vai acontecer”. Mas nem mesmo o técnico da seleção consegue disfarçar
a expectativa em ver essa geração chegar longe. Há dois anos sete dos atuais 11
titulares do time que joga o Sul-Americano no Chile foram campeões invictos do
continente no sub-15. Deste grupo campeão há dois anos, 12 subiram de categoria
e permanecem na seleção sub-17.
Amadeu
está na seleção sub-17 há dois anos. Ao lado, hoje, tem o auxiliar Guilherme
Dalla Déa, técnico da maioria desses meninos no sub-15 há dois anos. Eles
lembram que o maior desafio é justamente criar condições, gerar evolução, para
que essa garotada continue subindo de categoria. E aposta alto: a base do grupo
pode repetir a do tetracampeonato de 1994.
– A
última geração que chegou em grande quantidade no profissional foi a de Dunga,
Jorginho, Bebeto, Giovani, Gilmar, Taffarel… Série de jogadores de muita
qualidade que subiram juntos. A gente espera que essa geração represente esse
retorno e esse resgate de futebol brasileiro, com pitada de futebol atual. Com
a dinâmica de jogo, a compactação, a intensidade de jogo, nível de concentração
mais elavado possível – lembrou Amadeu.
Um novo camisa 10
Alan –
chamado também de Alanzinho – tem apenas 1,62m e 59 kg. A dobradinha que o
atleta faz com Vinicius Junior torna missão quase impossível dos adversários
pará-los neste Sul-Americano. Na partida contra a Colômbia, além dos dois
passes para gols, o garoto do Palmeiras deixou Vinicius na frente do goleiro
colombiano outras vezes.

Jogamos juntos desde o sub-15, fomos campeões sul-americanos sub-15 e a gente é
bem entrosado de tanto tempo que joga junto, dos treinamentos – comentou o
garoto do Palmeiras.
Amadeu
lembra que o papel de Alan no Sul-Americano enfraquece o discurso de quem acha
que o futebol brasileiro não revela mais jogadores de criação como antigamente.
O treinador vê resultado na filosofia dos treinadores contratados ainda sob
coordenação de Erasmo Damiani, ex-coordenador da base, demitido após o quinto
lugar no Sul-Americano sub-20. 


Quando chegamos na CBF, toda equipe, liderada na época pelo Damiani, projetava
a ascensão desses jovens. Ao invés de convocar muitos jogadores maturados, de
muita força, mas que de desempenho duvidoso mais à frente, preferimos jogadores
que talvez não tenham níveis de força para competir num Sul-Americano, num
Mundial, mas mais talentosos. O grande desafio é levar o maior número de
jogadores possíveis da sub-17 para a sub-20, da sub-20 para a olímpica e depois
para o profissional – comentou Amadeu.

Por: FlaHoje

MAIS LIDOS

Ribamar faz jogo horroroso e flamenguistas brincam: ”Pior que Vitinho”

A quinta-feira foi de futebol. No Rio de Janeiro, o Vasco da Gama mediu forças diante do Defensa y Justicia, em duelo válido pela...

Marí retorna de lesão e faz gol pelo Arsenal

Pablo Marí ficou alguns dias lesionado pelo Arsenal. O zagueiro que rendeu aos cofres rubro-negros cerca de 95 milhões de reais, logo que chegou...

Flamengo pede e CBF libera Natan para partidas do Brasileirão

O Flamengo solicitou nos últimos dias a CBF a liberação do seu zagueiro da base de maior potencial. O jovem Natan se destacou com...

Adeus: Fla vende jogador por R$ 20 milhões

O Flamengo está vivendo um dos momentos mais complicados do mandado de Rodolfo Landim. O Rubro-negro foi eliminado da Liberadores da América e deixou...