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Tema complicado.

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Kleber Leite – Ontem, no Maracanã, nas mais
variadas rodinhas, um assunto que estava em todas era o da medida provisória
que garante parcelamento aos clubes mediante algumas contrapartidas. E, aí é
que começa o papo e, aí é que pinta o perigo.

Quando ouvi no discurso da presidente Dilma,
ela se referir ao Flamengo, como “o clube Flamengo”, tive a certeza absoluta de
que, o que a nossa presidente conhece sobre o mundo dos clubes, sobre futebol,
é o mesmo que eu sobre botânica, ou seja, zero. Claro que muita gente deve ter
enfiado o bedelho, palpitando muito, até sair o formato final da medida
provisória. Não que considere de todo ruim, apenas há algo nesta contrapartida
que me assusta um pouco. Para que fique bem claro o meu ponto de vista, faço questão
de repetir o que já disse uma centena de vezes. Considero saudável qualquer
tipo de renovação. Quando me candidatei à presidência do finado Clube dos
Treze, o meu primeiro compromisso de campanha foi o de garantir a renovação no
comando da entidade, propondo modificação estatutária que permitisse apenas uma
reeleição. Portanto, que fique bem claro que acho toda renovação saudável.
Agora, daí a enfiar goela abaixo de quem quer que seja que este meu ponto de
vista é definitivo, que de tão bom deva virar lei, vai uma distância enorme.
Que direito tem o governo de exigir, por exemplo, que não deve haver reeleição
no Vasco da Gama, se o quadro social do clube deseja fazer de Eurico Miranda
presidente vitalício? Cheguei a este ponto para deixar claro que, quem sabe da
vida do Vasco, quem sabe o que é melhor para o Vasco, é o seu quadro social e
não uma medida de força, tão comum aos ditadores da vida…
A minha esperança é que deputados e senadores
corrijam esta autêntica grosseria ao processo democrático.
E por
falar em senador…
Que alegria rever Romário ontem no Maracanã. O
Baixinho não parava de dar autógrafos e, lá pelas tantas, me pegou pelo braço
dizendo que tinha algo importante para contar. Falou de uma entrevista coletiva
em Brasília em que, já no finalzinho, uma repórter sapecou a pergunta: ”Senador
Romário, qual é o seu projeto político?” A resposta do Baixinho foi inesperada:
“Projeto político eu só tenho um. Quero ser presidente do Flamengo!!!” A
maioria esmagadora aplaudiu. Ainda segundo Romário, alguns vascaínos que lá
estavam, não gostaram e protestaram. Como era a última pergunta, Romário caiu
fora…
Quem “babou”, ouvindo esta historinha contada
pelo nosso Baixinho, foi o grande rubro-negro Michel Assef.

Alguém duvida que Romário seja rubro-negro de
corpo e alma?
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