Testes valem mais que a goleada do Flamengo.

Por: Fla hoje

Mancuello com a camisa do Flamengo – Foto: Gilvan de Souza / Flamengo

ANDRÉ
ROCHA
: No primeiro teste com a maioria dos titulares em campo durante os
noventa minutos, o Flamengo apresentou novidades. Entre as previstas, a
utilização de Mancuello como ponta armador pela direita – o ”dublê” de Conca
– e a estreia de Romulo como volante ao lado de Willian Arão no 4-2-3-1 que
segue como o desenho tático rubro-negro.

As
surpresas foram do lado esquerdo: Adryan como o ponteiro mais agudo à esquerda
no lugar de Everton, vetado minutos antes por problema estomacal, e Trauco,
lateral contratado para herdar a vaga de Jorge, negociado ao Monaco na
quinta-feira. Poderia ser mais à frente, maduro e valorizado. A boa notícia é
que estava no planejamento, sem desespero.
No
primeiro tempo, Trauco não econtrava espaços para descer, pois Adryan guardava
o posicionamento mais aberto, sem buscar as diagonais. Diante do 4-1-4-1 armado
por Joel Santana no Boavista, o Fla sofria para criar espaços e tinha problemas
com os contragolpes adversários. Romulo e Arão precisam de tempo para acertar a
proteção da retaguarda.
Mancuello
ainda precisa de tempo para se adaptar à nova função.  Com o time acostumado a jogar pelos flancos,
triangular e cruzar, não é fácil se acostumar a trabalhar por dentro. Pará não
tem a característica de buscar o fundo com velocidade e os companheiros têm que
criar opções de passe.
Passes
de primeira. Uma dificuldade de Diego em toda carreira. É meia de condução de
bola e finalização. Sem espaços, não consegue acelerar na zona de criação,
fazer o jogo fluir. Como joga adiantado, Willian Arão fica mais preso e não
aparece como surpresa.
Trauco
começou a ser destaque e personagem quando Adryan abriu o corredor e o lateral
acertou centro perfeito para Guerrero no primeiro gol do jogo na Arena das
Dunas. Mas também foi notável o erro de posicionamento na jogada do lado oposto
que encontrou Mosquito livre às suas costas. Vacilos que se repetiram na
segunda etapa.
Compensadas
pelo gol marcado na segunda etapa, com bela assistência de Mancuello. O lateral
peruano é mais agudo que Jorge, porém menos habilidoso e seguro atrás. Pode
evoluir e ser muito útil. Assim como Rodinei, que entrou na vaga de Adryan.
Mais adiantado, fazendo dupla com Pará. Talvez para ser o ”dublê” de Berrio,
atacante colombiano contratado para ser o ponta mais vertical. Um ”upgrade”
em relação a Marcelo Cirino.
O
Boavista cedeu espaços, o jogo rubro-negro ficou mais fluido, com volume.
Centro preciso de Rodinei, mais um gol de Guerrero. Diego completou os 4 a 1 no
final, em outra assistência de Trauco. Mais que a goleada na primeira partida
do Carioca, valeram os testes para Zé Ricardo preparar a equipe com base
mantida e as contratações com o propósito de suprir as carências.
Para
um início de trabalho, o saldo no desempenho foi positivo.

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