segunda-feira, setembro 21, 2020
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Torcedores e o envolvimento com o Basquete do Flamengo.

Foto: Arquivo Pessoal

GARRAFÃO
RUBRO-NEGRO
: Marília, Mogi das Cruzes e Rio Claro – Essas cidades ilustram as
viagens que alguns torcedores fizeram para acompanhar o time da Gávea durante a
oitava edição do Novo Basquete Brasil. O blog Garrafão Rubro-Negro conversou
com esses personagens, que explicaram o sentimento de apoio incondicional ao
basquete do Flamengo, retratado como o Orgulho da Nação.

Atualmente
morando no Distrito Federal, Diego Tomazetto contou a experiência de viajar até
Marilia para acompanhar o Flamengo no quarto jogo da final contra o Bauru.

Comprei meu ingresso pela Internet e comprei a passagem de ônibus para Marília.
Trabalhei das 8 às 17 horas do dia 3 de junho e segui direto para a rodoviária
de Brasília. O ônibus deixou a capital federal às 18:30, passando por cidades
como Itumbiara, São José do Rio Preto e Lins, até chegar no destino final por
volta das 10 horas da manhã. Ao chegar na rodoviária, descobri que não seria
possível embarcar no único ônibus para Brasília e tive de comprar uma passagem
para Goiânia no horário de 23:15. Com a volta garantida em parte, busquei
informações de como chegar ao local da partida. Da rodoviária, peguei dois
ônibus da cidade até o ginásio, onde finalmente cheguei às 11h30. Encontrei
vários rubro-negros na entrada do ginásio e aproveitamos para registrar alguns
momentos da viagem.
Na
sequência, Diego falou da derrota para o Bauru, mas a confiança no título, no
próximo sábado, permanece.
– É
muito ruim perder, mas o time de basquete, seja na vitória, seja na derrota,
demonstra raça, vontade, espírito de luta e jogo de equipe. Mesmo com todas
essas características, sabemos que no esporte temos somente um vencedor. Em
Marília, não foi possível atingir o objetivo, mas tenho a certeza de que a
torcida irá empurrar o time rumo à vitória no jogo 5, dentro de casa, e a mais
um título do NBB.
Morador
de São José dos Campos, Matheus Dantas abordou sua viagem para Mogi das Cruzes
para acompanhar o jogo quatro entre Mogi e Flamengo, pelas quartas de final da
competição. Matheus também abordou o seu envolvimento com o basquete
rubro-negro.

Acompanhar o Flamengo sempre foi um prazer. Aqui em São José dos Campos, eu
tenho amigos no qual considero como irmãos e posso contar com eles para ir
acompanhar o basquete do Flamengo sempre que possível. Esse ano fizemos muitas
viagens. O basquete do Flamengo além de ser uma paixão, formamos amizades
dentro e fora de quadra. Não importa o jogo, se estiver ao meu alcance, eu vou.
O jogo desse ano, sem dúvida foi a viagem para Mogi, quarto jogo da série, com
Mogi tendo a chance de fechar a série no ginásio Professor Hugo Ramos. Eu
estava tenso para essa partida e meu amigo Fábio, que me acompanhou nessa
viagem, tentava me acalmar, dizendo que playoff é assim mesmo, só jogo duro.
Chegando no ginásio a torcida do Mogi provocou nós, torcedores do Flamengo.
Depois dessa chegada com provocações, nós entramos no ginásio, eu tenso o jogo
todo, e meus amigos cantando por eles e por mim em um jogo que foi emocionante.
Ronald Ramon jogou muito e no final saímos com a vitória por 2 pontos. E depois
do término, só foi alegria, todo sentimento de tensão que estava dentro de mim
foi extravasado no final. A saída foi tranquila, os torcedores de Mogi
reconheceram a derrota e muitos vieram nos cumprimentar como forma de respeito.
Saímos do ginásio e fomos sem querer seguidos pelo ônibus do Flamengo,
colocamos nossas camisas e bandeiras para fora do carro e fomos gritando até o
desencontro do ônibus. Um dia inesquecível.
Demonstrando
sentimento de gratidão, Rafael Carneiro abordou a importância do FlaBasquete na
sua vida e seu apoio incondicional ao time.
– Na
atual temporada, fui praticamente em todos os jogos em casa durante a temporada
regular e não fui em nenhum jogo fora, só que nos playoffs, não fiquei de fora
nem em casa, nem fora. Fui em todos os jogos e irei ao quinto jogo da final acreditando
muito que o time será novamente campeão do NBB. O que me move a acompanhar o
basquete do Flamengo na verdade é um sentimento de gratidão. Enquanto minha mãe
estava doente e veio a falecer, dois jogadores me acolheram e essa paixão
começou. Me refiro ao Macetão e ao Olívia. Ainda pré-adolescente, já ia
assistir jogos fora do estado e tinha uma certa relação com o time. Isso
continua até hoje, talvez por morar perto do clube, quando dá assisto uns
treinos e vejo o trabalho de toda a equipe e isso me dá um gosto indescritível.
Como é bom ver o bom clima entre os jogadores, comissão, coordenação. O
basquete do Flamengo realmente é uma equipe, equipe essa de guerreiros que não
baixam a cabeça com uma derrota ou uma eliminação num torneio, pois tem a experiência
e maturidade para superar isso rapidamente. Para eles a equipe está em primeiro
lugar, nada os abala como um possível salário atrasado ou algum outro problema
interno. Isso nunca entra em quadra. Me perguntam muito quem é meu favorito no
time, mas essa é uma pergunta muito injusta, pois todos se doam ao máximo cada
um com suas características, por exemplo Olivinha com sua raça, Rafa Luz com a
defesa forte, Meyinsse que fecha o garrafão e conseguiu em pouco tempo
conquistar a torcida (o gringo mais querido que eu vi nesses 20 anos de
basquete rubro negro), Marquinhos com sua frieza e poder de decisão, Ronald
Ramon que vem sendo talvez o melhor jogador do Flamengo no playoff desse NBB e
o Marcelinho que dispensa comentários.
Rafael
revelou sua expectativa para o jogo decisivo contra o Bauru, no próximo sábado,
na Arena Carioca 2.

Sábado o bicho vai pegar em quadra. Acredito que os jogadores estão
“mordidos” pelo resultado e pelo que houve em Marília. Esse é o jogo
decisivo do NBB 8. Eles farão o melhor deles em quadra e nós, torcedores,
faremos a melhor festa possível nas arquibancadas para empurrar o time. Não
pararemos de cantar, faremos o fator casa valer e ensinaremos a todos como
torcer em paz e receber torcedores adversários.

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