segunda-feira, setembro 28, 2020
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“Três volantes”, “retranca”? Vitória do Flamengo chuta longe clichês.

O 4-1-4-1 montado por Zé Ricardo sem Diego: Márcio Araújo na proteção da defesa e força pelas laterais com triangulações. Mais efetivo pela esquerda, atacando o lado fragilizado do Botafogo no habitual 4-3-1-2 que se desmembra em duas linhas de quatro sem a bola (Tactical Pad).

ANDRÉ
ROCHA:
 A
semana inteira de preparação do Flamengo foi de expectativa para a solução que
Zé Ricardo encontraria para repor o lesionado Diego. Ao sinalizar a entrada de
Rômulo, surgiu a velha confusão de conceitos. Misturando função e posição.

”Três
volantes”, ”Flamengo vai jogar pelo empate”, ”técnico retranqueiro”. Foi o
debate que se viu e ouviu sobre o time rubro-negro antes da bola rolar. Até
pela vantagem de empate na semifinal do Carioca por conta da melhor campanha.
No
Maracanã molhado pela chuva, o que se viu foi o time ”cauteloso” propondo o
jogo. No 4-1-4-1, desenho tático ”de cabeceira” de Zé Ricardo, desmanchado
pela presença de Diego, típico meia central de um 4-2-3-1.
Trabalhando
a bola, adiantando as linhas e apertando a marcação no campo adversário. Se não
tinha o meia criativo, fazia as jogadas pelos flancos com triangulações. À
direita, Pará, Arão e Gabriel; pela esquerda, Trauco, Romulo e Everton.
Guerrero
voltava para fazer o pivô e distribuir as jogadas. Complicando um Botafogo que
nitidamente buscou dosar energias no primeiro tempo para compensar o desgaste
da viagem ao Equador e apenas um dia de treinamento para o clássico.
Só que
tinha problemas além do cansaço, em função dos desfalques. Especialmente no
meio-campo: Aírton, ainda lesionado, e Bruno Silva, suspenso pela estúpida
expulsão depois do apito final da inútil decisão da Taça Rio. Fora Montillo.
Na
lateral direita, mais uma improvisação: o volante Fernandes, que se juntava a
João Paulo, o volante-meia do 4-3-1-2 armado por Jair Ventura que abria à
direita para formar a linha de quatro no meio. Deixando Rodrigo Pimpão pela
esquerda. Pelo contexto, parecia mais razoável inverter seu melhor ponteiro e
atacar o setor mais forte do Fla, o esquerdo.
Acabou
defendendo mal e o Flamengo teve o controle do jogo. Nem tanto nos números do
primeiro tempo – 51% de posse e as mesmas cinco finalizações do rival, três a
zero no alvo. Mas principalmente por sempre parecer mais próximo do gol.
Mas
bolas nas redes só na segunda etapa. Com Guerrero, chegando aos nove no
Carioca. Participando da construção pela esquerda e aparecendo para completar o
corte errado de Victor Luís e abrir o placar. Depois a cobrança de pênalti
segura e forte no meio do gol com o campo molhado.
A
chance mais cristalina para o peruano acabou sendo desperdiçada em jogada de
Pará para Berrío, substituto de Romulo, e passe para o chute fraco de Guerrero.
De novo faltou ao Flamengo em um jogo grande a contundência no ataque para
construir a vitória com mais autoridade.
O
pênalti tolo de Rever sofrido e bem cobrado por Sassá, que entrara na vaga de
Roger, transferiu uma emoção ao final do jogo, com o Botafogo, mesmo exausto,
se lançando ao ataque, que não reflete o que foi a semifinal.
Posse
de bola praticamente dividida, Flamengo finalizando 13 vezes, uma a mais que o
Bota. Seis, porém, na direção da meta de Gatito Fernández contra apenas duas do
alvinegro. O time de Zé Ricardo não foi brilhante, mas também não era com Diego
em campo na maioria dos jogos. Em nenhum momento, porém, jogou fechado,
especulando, dando a bola ao rival.
Com
três volantes de ofício, mas na prática apenas um: Márcio Araújo, que cumpriu
boa atuação. A tendência é manter o desenho tático e a proposta para a decisão.
Um Fla-Flu que não valia o título regional desde 1995. Numa final em dois jogos
como agora, desde 1991.
Pelo
desempenho na temporada, o tricolor parece mais forte. E o Flamengo ainda tem
um jogo decisivo contra o Atlético-PR na quarta, antes da primeira decisão.
Favorito ou não, é improvável que o time de Zé Ricardo se acovarde no clássico.
Com ou sem volantes, chutando pra longe os clichês.

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