domingo, setembro 20, 2020
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Tudo ou nada.

Buteco
do Flamengo – Irmãos rubro-negros,
o
Flamengo é uma alucinação mesmo.
Depois
de uma eliminação vexatória na Copa do Brasil, o time surpreendentemente
emendou seis  vitórias seguidas no
Campeonato Brasileiro, igualando seu recorde histórico e entrando no g4.
E
quando tudo induzia a crer que a equipe embalaria definitivamente, duas
derrotas em sequência reconduziram todos à realidade de um elenco que oscila
muito e frustra o torcedor  na mesma
proporção.
É
difícil manter a esperança e a fé quando isso ocorre.
Mas
o amor ao Flamengo não é condicionado a vitórias e títulos. Ama-se o Flamengo
simplesmente porque ele existe.
E o
fato dele, Flamengo, existir, faz nossa existência ser mais sublime, completa e
feliz.

repararam, amigos, que quase todo jogo do Flamengo é “fundamental”,
“primordial para as pretensões do time no campeonato”?
Sabem
o que é isso? Fé e amor.
Sim,
fé e amor.
Porque
a fé e o amor trazem consigo esse desejo incontido de se querer o bem, o melhor
para quem se ama.
E
fazendo aqui minha devoção ao Mengo, digo que o jogo de domingo é
importantíssimo, crucial, especialmente decisivo.
É
tudo ou nada.
E
por quê?
Porque
se o Flamengo vencer, e vai vencer, ganha muita moral para uma nova arrancada,
afunda de vez o Vasco e exorciza certos fantasmas que nos têm acompanhado neste
ano de 2015.
Então
a importância de que se reveste o jogo é inegável, pelas pretensões do Flamengo
no campeonato e por tudo o que representa a vitória ante os últimos resultados
obtidos no confronto e a situação do adversário no certame.
Estou
muito confiante, muito mesmo, numa grande vitória do Mengo
E
quem parece estar confiante também é a torcida do Flamengo.
Pois
a torcida do Flamengo, a Nação Rubro-Negra, assim como quem não quer nada, mas
almeja tudo, sem alarde, sem espalhafato, já esgotou o Setor Norte e já
adquiriu, até o fechamento desta coluna, mais de vinte e nove mil ingressos
para o clássico.
E
ainda resta toda sexta-feira, sábado e o domingo até a hora do jogo.
Alguma
dúvida de que a torcida do Flamengo comparecerá em peso ao Maracanã para
outorgar seu amor incondicional ao clube e empurrá-lo para a vitória?
Provavelmente
alguém dirá: “pô, você toda semana fala da torcida do Flamengo.”
É
verdade. Mas não reclamem comigo, pois é a torcida do Flamengo que me obriga a
falar nela.
Eu
vou exaltar, e exaltarei sempre, aquilo que me é caro, aquilo que, juntamente
com a camisa, a mística, a tradição, a história e as glórias, representa o
Flamengo, a grandeza do Flamengo.
E a
torcida rubro-negra tem feito uma campanha exemplar.
Se o
time em campo fosse reflexo da torcida, o Flamengo já seria campeão antecipado,
muitos pontos à frente dos demais.
Antes
de encerrar, presentearei os amigos com um texto especial de Mário Filho, sobre
a noite histórica do segundo Tricampeonato Carioca do Clube de Regatas do
Flamengo (1953, 1954 e 1955).
“Quem
vai à sede nova, uma massa de cimento projetando-se para o céu (Mário Filho
refere-se ao prédio no Morro da Viúva) mesmo sabendo que há uma sede velha e
que há a Gávea, o ‘hiterland’ a conquistar, ainda à espera de uma Brasília, não
vê toda a grandeza do Flamengo.
Sabe
que para ver a grandeza do Flamengo tem de ir é para as ruas, para os estádios.
Então
esse Flamengo múltiplo é um só.
E
quando tem um momento de glória mostra-se em toda plenitude de sua força
telúrica.
Chega
a assustar.
Lembro-me
da noite do último tricampeonato. Dida fez o primeiro gol e vi o presidente da
República dar um salto e pôr-se de pé.
É
que houve como que uma explosão atômica, a multidão pipocando, se
desintegrando, pulando e dançando.
Tocava
mais vibrante a charanga de Jaime de Carvalho, bandeiras do Flamengo espanavam,
desfraldadas, as ondas humanas, de mar grosso.
E
explodiam cabeças de negro, assobiavam foguetes. Lágrimas-de-São-João desciam,
lentamente, abrindo-se, espalhando-se, como de para-quedas luminosos.
Era
Carnaval, era São João, era futebol, era o Brasil.
E se
Juscelino não fosse o presidente, não tivesse batedores, se saísse do Maracanã
como todo mundo, entrando na fila, mesmo de carro, veria a cidade acordada, as
janelas abertas e iluminadas, as calçadas cheias de gente alegre, feliz,
gritando Flamengo para todos os bondes, todos os ônibus, todos os lotações que
passavam também em festa.
Tudo
aqui era o Flamengo.
Por
isso ninguém nega, mesmo sendo de outro, que ele é o mais amado dos
clubes.”
Autor:
Mário Filho.
Abraços
e Saudações Rubro-Negras a todos.
Uma
vez Flamengo, sempre Flamengo.
Luiz
Mengão Eduardo

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