Uchôa diz que “Boate Kiss” não serve de parâmetro pro Flamengo

O “Redação SporTV” desta quarta-feira abriu com um debate polêmico: as indenizações do Flamengo que as famílias das vítimas da tragédia no Ninho do Urubu têm direito, mas que não houve acordo de valores por meio da Defensoria Pública. Convidado do programa, o jornalista Marcos Uchôa defendeu que a diretoria rubro-negra gaste um pouco mais do que se dispôs para evitar que o caso vá parar na Justiça, onde o “processo é lamentavelmente muito lento”. Para ele, quanto antes resolverem essa questão vai ser melhor para todo mundo.

– Nessa hora existem danos para todos os lados, todo mundo está perdendo nessa história. Então é do interesse de todos resolver isso rápido. Para a imagem do Flamengo, ele fica sangrando num assunto ruim, triste, do qual o Flamengo tem responsabilidade. Quanto mais o assunto for resolvido da maneira menos ruim possível, porque maneira boa não existe, afinal de contas as vidas não vão voltar. Isso que a diretoria teria que entender, que é melhor talvez gastar aparentemente um pouco mais no começo para que esse assunto seja resolvido e que essa impressão boa pelo lado do tratamento das famílias, que existe em partes, vingue. Tragédias acontecem no mundo todo, ninguém está imune, mas a questão é o que vai se fazer agora.

Sem entrar em valores, Uchôa citou que a discussão é complexa, mas destacou as diferenças do incêndio no Ninho do Urubu, que matou 10 jogadores da base do Flamengo e feriu outros três, para as tragédias da Boate Kiss em 2013 e da barragem de Brumadinho (MG) esse ano. O jornalista também defendeu que nenhum familiar participe das conversas pelas cifras das indenizações:

– Não existe um número certo porque existe também a empresa. A Boate Kiss é de um tamanho, o Flamengo é de outro, a Vale é de outro. A coisa tem que doer no bolso de quem foi responsável até para que tome providências para que nunca mais aconteça. Acredito que o Flamengo tenha oferecido mais do que a Boate Kiss ofereceu, possivelmente os donos da Boate Kiss não têm as condições que o Flamengo tem, como a Vale obviamente tem muito mais que o Flamengo. Então é uma conversa meio complicada. (…) Eu acho que é muito difícil para um parente ter a frieza para falar em números: quanto vale meu sobrinho, meu neto, meu filho? Isso é impossível. A família não deve participar diretamente disso, tem que ter uma instância entre a família e o Flamengo.

Por: SPORTV

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