domingo, setembro 27, 2020
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Ué? Atlético-MG se beneficia da venda de mandos no Estadual.

Foto: Reprodução

SUPER
ESPORTES
: Líder do movimento que proibiu no Conselho Técnico da CBF, em
fevereiro, a venda e inversão de mandos de campo nas Séries A e B do Campeonato
Brasileiro, o Atlético acabou sendo beneficiado, no Campeonato Mineiro, pela
decisão da URT de Patos de Minas de mandar o primeiro jogo da semifinal no
Mineirão, em Belo Horizonte.

Como
mostrou o Superesportes nesta segunda-feira, a URT não poderia realizar o
primeiro jogo da semifinal em seu estádio, o Zama Maciel, em Patos, que tem
capacidade inferior a 10 mil espectadores, número mínimo exigido pela Federação
Mineira para esta fase.
Amparada
pelo regulamento do Estadual, que legitima a “inversão de mando”, a equipe azul
de Patos então abriu mão de eventual vantagem técnica de jogar em outra praça
no interior do estado, como Uberlândia, para sediar a partida em uma das casas
do rival Atlético. A intenção da diretoria é faturar alto com a renda ou o
fechamento de uma parceria como uma empresa que assumirá a operação do jogo a troco
de cota fixa.
No
Campeonato Paulista, o Linense também abriu mão de jogar no interior para atuar
como mandante no Morumbi diante do São Paulo. O estádio de Lins não tinha a
capacidade mínima exigida. O clube acabou fazendo uma acordo com o Tricolor
para dividir a renda das duas partidas das quartas de final. No caso da URT,
não houve acordo com o Atlético.
Nas
semifinais do Mineiro de 2008 e 2009, o Cruzeiro também se beneficiou da
inversão de mandos ao jogar duas vezes com o Ituiutaba, pelas semifinais, no
Mineirão. O Galo teve a mesma vantagem nas semis em 2007, contra o
Democrata-GV.
Antes
de tomar a decisão de jogar em Belo Horizonte, praça oficial do Atlético, a
direção da URT até cogitou jogar em Patos no estádio Bernardo Rubinger de
Queiroz, do rival Mamoré. No entanto, os laudos de prevenção e combate a
incêndio e de condições sanitárias e de higiene venceram em 7 de abril – exatos
três dias antes da decisão da Federação Mineira de Futebol (FMF) sobre os
locais das partidas do mata-mata.
Além
disso, o Bernardo Rubinger de Queiroz não teve gramado aprovado por vistoria.
Dessa forma, o estádio não poderia – segundo os padrões da FMF – receber o
jogo.
Com a
realização do primeiro jogo no Mineirão, o Atlético se beneficia de expediente
que combateu com veemência no Brasileirão. Em fevereiro, na reunião do Conselho
Técnico da CBF, o Atlético sugeriu a proibição da venda e inversão de mandos
nas Séries A e B do Brasileiro. A sugestão acabou aprovada a partir da edição
deste ano.
O
Atlético, que chegou a brigar pelo título do Brasileiro de 2016, reprovou, por
exemplo, a decisão da diretoria do América de mandar a partida com o Palmeiras,
em 9 de outubro do ano passado, em Londrina. O clube mineiro recebeu R$ 700 mil
de cota. A cidade paranaense tem, em sua maioria, torcedores de clubes do
estado de São Paulo, embora fique a 536 km da capital paulista.
Logo
depois da decisão do Conselho Técnico da CBF de proibir inversões e venda de
mandos na elite nacional, o presidente do Atlético, Daniel Nepomuceno, alegou
que o grande problema é que alguns clubes passaram a se beneficiar tecnicamente
com a venda de mandos em fases decisivas do Brasileiro.
“A
ideia de levar o time para jogar em outras praças é linda, mas o que aconteceu
na prática foi que clubes que não tinham mais o que disputar venderam o mando
por questão financeira e inverteram o mando. Isso é contra qualquer fair play.
Empresários apareceram para comprar os mandos. Santa Cruz e América venderam o
mando não com a intenção de levar público. Acaba gerando inversão de mando.
Isso que somos contra”, argumentou Daniel Nepomuceno ao lembrar não só a
inversão no jogo entre América e Palmeiras, em Londrina-PR, mas também na
partida entre Santa Cruz e Corinthians, em Cuiabá-MT, em 12 de outubro, já na
reta final do Campeonato Brasileiro do ano passado. Nas duas ocasiões, os
visitantes tiveram mais torcedores.

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