sexta-feira, setembro 25, 2020
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Um alívio para os complexos nacionais.

Carlos
Eduardo Mansur – O risco da depressão é a catastrofização. É capaz de turvar a
visão e prejudicar o diagnóstico. O futebol brasileiro vive um destes momentos.
Calendário, gestão, comércio desenfreado, exportação em massa e resultados da
seleção formam um elenco respeitável de problemas. E, por vezes, nos impedem de
enxergar virtudes, motivos de alento.


bons times jogando bom futebol neste Campeonato Brasileiro. Atlético-MG, Corinthians,
Fluminense, Sport, Palmeiras, São Paulo e Grêmio protagonizam mais jogos bons
do que ruins. O número é alto se comparado a qualquer torneio do mundo, embora
seja necessário admitir que não tenhamos aqui os supertimes da elite europeia.
Temos, isto sim, as menores distâncias entre melhores e piores: oito pontos
separam o líder do oitavo colocado. É um bom campeonato. E que ensaia amenizar
um dos maiores dramas nacionais: a falta de público nos estádios. As médias
cresceram.

mais boas notícias. O Brasil sofre com uma sensação de carência e assumiu como
verdade a ineficiência na formação. Pois o Flamengo x Santos de domingo, no
Maracanã, caiu como uma luva para aliviar tais complexos e nos conduzir ao
sempre reconfortante universo do meio termo. Um dos grandes jogos do
campeonato, construído à base de boas atuações individuais e disputas táticas
interessantes, teve 12 jogadores com 25 anos ou menos em campo. Não é pouco. É
significativo.
Como
também não é de se desprezar o papel de protagonistas que tiveram os meias,
posição que provoca imensa angústia nacional. Dois mandaram no jogo no primeiro
tempo: Alan Patrick e Canteros. Com diferentes caracterísicas. Alan Patrick
ainda é uma expectativa não realizada quando se leva em conta o início da carreira.
Mas assumiu a armação pelo lado esquerdo do campo, tentou o último passe e
acertou lindo chute ao fazer seu gol. Já Canteros tenta jogar de área a área.
Costuma ter índice de erro alto, mas fez excelente primeiro tempo.
O
segundo tempo foi de Lucas Lima, o camisa 20 que joga como camisa 10 dos bons.
Dorival Júnior repetiu um movimento que seu antecessor, Marcelo Fernandes, já
adotara com o meia: recuá-lo para iniciar a armação na linha do primeiro
volante. Lucas Lima confundiu a marcação do Flamengo. Cristóvão Borges manteve
a perseguição individual de Márcio Araújo e o meio-campo rubro-negro fez água.
Lucas Lima iniciou jogadas, lançou, passou, chutou no gol, empatou o jogo.

meias se exibindo bem neste Brasileiro. E há jovens com papel importante nos
melhores times do campeonato. O Fluminense tem Gérson, o Corinthians tem
Malcom, o Sport tem Régis, o Atlético-PR tem Marcos Guilherme, o Grêmio tem
Luan, só para citar alguns. Há vida.

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