quarta-feira, setembro 30, 2020
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Um dia e gol inesquecíveis.

Buteco
do Flamengo – “Se Euclides da Cunha fosse vivo teria preferido o Flamengo
a Canudos para contar a história do povo brasileiro” – Nelson Rodrigues.

No
último fim de semana não houve jogo do Flamengo para ser comentado na
segunda-feira, porém, nesta, tivemos o aniversário de 14 anos de um dos gols
mais emocionantes da riquíssima história rubro-negra para comemorar.
Em
minha eternidade, vou procurar o velho Nelson para “rodriguear” a
respeito de suas reflexões extraterrenas sobre o cracaço do futebol, Petkovic,
e como ele o conceituava. Acho que ouvirei do tricolor de coração Flamengo que
se tratava do “sérvio amante da bola”, que a chamava por você, tu,
minha nega, minha vadia, minha vida e meu amor;
Com o
Zico já gozando do merecido descanso como atleta, muitas vezes o revi dentro de
campo através da cérebro inteligente e dos pés habilidosos do Pet, no ajeitamento
da bola com um toque para, no segundo seguinte, passá-la na vertical, com
precisão milimétrica, a um companheiro. Na virada do jogo para os dois lados do
campo, nos certeiros chutes a gol de média distância, nas cobranças de penalti
e de falta;
E foi
de falta, aos 43′ segundo tempo, que veio o gol inesquecível para selar mais um
Tricampeonato Estadual conquistado pelo Mais Querido. Encontrava-me atrás do
gol do Hélton, goleiro do Vasco, ao lado um amigo, companheiro de jornadas no
Maracanã, que frações de segundos após a magistral cobrança virou-se de lado,
jogou o braço direito para o alto e soltou um breve palavrão ao ver a direção
que a bola tomara ao sair dos pés do gringo: na geral, pensou ele, como me
contou depois e não sabia porque todos pulavam e gritavam, alguns euforicamente
o abraçavam, outros tropeçavam e caíam emocionados no chão da arquibancada do
velho estádio;
E o
amigo rubro-negro só foi ver como se dera o gol em casa, pela TV. Ao passar
pela barreira do adversário, a redonda fez a curva desejada pelo craque e
balançou definitivamente as redes vascaínas, entrando justamente pela única
abertura por onde poderia passar, pois um pouquinho mais para fora se chocaria
com a trave, um centímetro mais para dentro e o goleiro a espalmaria graças à
sua grande envergadura;
Pet
fez com o pé direito o que os geômetras apenas conseguem fazer com o recurso da
mão e de um bom compasso e, não satisfeito com o próprio sucesso, ainda
voltaria oito anos depois para oferecer, novamente com precisão, ao Ronaldo
Original Angelim a bola da cabeçada e do gol do Hexacampeonato, no dia do meu
aniversário, em 06 de dezembro de 2009;
Gostaria
de dizer um obrigado por tantas alegrias, ao meu caro Pet, e por me lembrar
tantas vezes do Zico. Saudade da tua maestria e genialidade com a camisa 10 do
Mengão!
SRN!
Carlos
Mouta

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