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Um Flamengo espaçado e sem criatividade, o que foi trabalhado durante a semana?

Flamengo e Fortaleza fizeram legitimamente um “jogo feio” na noite de ontem. Enquanto uma equipe se preocupava em bater e se defender, a outra ficava com a bola e não fazia ideia do que fazer com ela. O Flamengo na noite de ontem jogou de forma apática, com passes lentos, espaçado, poucas jogadas individuais e zero criatividade. Mesmo quando conseguiu algo, por duas vezes com Pedro, a sorte também não esteve ao lado rubro negro. Ora, mas o que se faz nos treinos de uma semana? O setor defensivo segue sendo um problema, não se engane com o 0 a 0 de ontem, apenas não levamos gol por conta de um Fortaleza inoperante no ataque, e só. Porém como se não bastasse a defesa fraca, o Flamengo perdeu totalmente o que lhe diferenciava de todos os outros time: a capacidade em criar oportunidades. Com Jorge Jesus, o time trocava passes rápidos, se movimentava, fazia triangulações, jogadas individuais, enfim, tinha repertório para quebrar um sistema defensivo. O Flamengo de Rogério, não pela primeira vez, troca passes lentos, é espaçado, com poucas triangulações e que em vários momentos precisou de um sopro técnico de algum de seus jogadores, ou um cruzamento na área, para vencer. Isso enfrentando adversários fracos. É natural que um ou outro jogador caia de rendimento, mas o que se vê no sistema ofensivo são todos mal. Na noite de ontem, Arrascaeta e Everton Ribeiro não viram a cor da bola, e não é a primeira vez. Quando Rogério não consegue incluir em seu time seus dois principais armadores, fica óbvia a carência na criação de jogadas que isso custará.

Escolhas que dificultam

Soma-se o time mal em campo ao fato de algumas tomadas de decisão não fazer sentido. Rogério escolhe sempre por Renê ao invés de Ramon. Renê praticamente não apoia, não avança, ontem por incrível que pareça apareceu bem uma vez, dando bom passe para Bruno Henrique, e só. No geral, foi o Renê de sempre, bem na defesa e errando vários cruzamentos e passes. Para um jogo como o de ontem, não seria mais interessante um lateral técnico como Ramon? Cansado de dar assistências em cruzamentos milimétricos na base, Ramon é esquecido por Ceni e seria fundamental para quebrar sistemas defensivos como o do Fortaleza. Além disso, a entrada de Diego não fez muito sentido. O meio de campo seguiu pesado e a criatividade fraca, como era de se esperar pelas características do Diego. Portanto, talvez até João Gomes teria maior capacidade de criação, mas não foi escolhido. Leia também: Chances de título do Flamengo despencam após empate; São Paulo dispara Veja também: No Castelão, Flamengo empata com o Fortaleza em 0 a 0

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