terça-feira, setembro 29, 2020
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Um Olhar Diferenciado sobre 1982.

BRSM
BRASIL – Em 1982, aconteceu a Copa do Mundo da Espanha. A Seleção Brasileira
encantou o mundo, jogando um futebol artístico, com jogadores de muita técnica.
O título mundial não veio, mas aquela seleção ficou marcada na mente e nos
corações dos torcedores do todo o Mundo.
Mas
será que o time que o técnico Telê Santana escalou era o ideal?
Segundo
a visão deste signatário, não.
Mais
brilhante que a Seleção Brasileira de 1982 era o Flamengo de 1981, campeão da
Libertadores da América e do Intercontinental de Clubes. Raul; Leandro,
Marinho, Mozer e Júnior; Andrade, Adílio e Zico; Tita, Nunes e Lico. Dos
maiores times de futebol que o Mundo já viu!
O time
do Flamengo de 1981 era, do ponto de
vista técnico, similar à seleção de Telê. Mas era um time taticamente bem mais
avançado e com muito mais conjunto que o escrete canarinho.
Do
ponto de vista tático, o time rubro negro de 1981 era vanguarda no que de
melhor pode-se fazer a respeito. Algumas situações:
– Os
dois pontas (Tita e Lico) jogavam como atacantes quando o time tinha bola, mas
auxiliavam a marcação do meio de campo sem ela. Portanto, era um time que,
quando atacava, o fazia com muitos jogadores, reforçados pelos pontas. E,
quando defendia, também o fazia com muitos jogadores, pois os pontas se
convertiam em marcadores pelo meio de campo.
– Os
mesmos pontas (Tita e Lico) se revesavam pelo lado de campo que atuavam. Por
vezes, o extrema direita (Tita) ia para o lado esquerdo, da mesma forma que,
por vezes, o extrema esquerda (Lico) ia para o lado direito. Essas movimentações
confundiam a marcação adversária.
– O
centroavante (Nunes) não jogava estático no meio da área, mas sim se
movimentava pelos dois lados desta. Com isso, abria espaços para a chegada dos
meias (Adílio e Zico) que, assim, assumiam a função de centroavante,
alternadamente.
– O
craque do time (Zico) atuava tanto como meia ofensivo como, por vezes, recuava
um pouco para fazer brilhantes lançamentos para os homens de frente.
– O
outro meia do time (Adílio), recuava para ajudar o volante (Andrade), na marcação.
Isso permitia dar liberdade aos laterais (Leandro e Júnior) avançarem,
contribuindo nas ações ofensivas.
– Em
suma, um time que se movimentava muito, dotado de jogadores técnicos e
inteligentes, muito bem dirigido por Paulo Cesar Carpegiani e inspirado nas
ideias do saudoso Cláudio Coutinho.
Me
desculpem os saudosos do escrete de 1982: um time muito melhor que os
canarinhos, taticamente muito superior a estes, com mais conjunto e que,
tecnicamente, pouco ficava a dever a estes.
Assim,
a seleção de 1982 deveria ter, como time base, o Flamengo de 1981, reforçado,
no time titular, pelos gênios Falcão, Sócrates e, talvez, Reinaldo (que, ao
contrário do que se alegava, não estava machucado na época da Copa). Um time
mais taticamente equilibrado e com mais conjunto que o time que jogou.
Infelizmente,
não foi assim. Perdeu o futebol brasileiro!
Por
Luis Filipe Chateaubriand

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